Posts tagged ‘ensino técnico’

Mais um filme sobre a pilha de alumínio
Henrique Sousa | 23/03/2010 | 9:43 am


Baterias Metal-Ar em alta?
Henrique Sousa | 30/01/2010 | 12:43 am

Em 25 de Outubro de 2008 fiz o meu 1.º filme sobre a bateria de alumínio-ar, que mostro em cima. Entretanto fui desenvolvendo a ideia e no meu último filme sobre este tema, construí uma pilha com 25 elementos, com uma tensão susceptível de ser transformada para corrente alterna de uso comum. Vide aqui.

Mas, pelos vistos já mais pessoas descobriram o potencial das baterias de metal-ar. E também interessante é esta descoberta que fiz de um filme de uma bateria com semelhanças em relação àquela minha primeira bateria caseira (construída à custa de muita pesquisa), e datado de 24 de Abril de 2009, ou seja, 6 meses depois.

Entretanto, com a nova possibilidade de criar livros a partir do conhecimento guardado na Wikipedia (beta), coligi um volume em Inglês acerca das baterias de metal-ar em geral. O mesmo encontra-se disponível na Lulu. Abaixo reproduzo um gráfico da Wikipedia, que também se encontra no livro, e que mostra a densidade de energia de várias baterias metal-ar:

Densidade de energia de baterias metal-ar

Por ali se vê que a bateria de alumínio-ar tem uma maior densidade de energia, ultrapassada apenas pela de Lítio-Ar e Berílio-Ar. Os valores do gráfico são teóricos e na prática baixam para 470 Wh/kg para o Zinco e 1300 Wh/kg para o Alumínio.

Onde talvez venha a bateria de Zinco-Ar a ter vantagem em relação à de Alumínio-Ar é na anunciada possibilidade de recarga.

Energia de osmose
Henrique Sousa | 24/01/2010 | 10:56 pm

Um segredo religiosamente guardado pelos donos do mundo! A tecnologia das membranas semipermeáveis industriais, já largamente usadas na osmose inversa, pertence à Dupont.

A empresa de energia norueguesa Statkraft lidera, há vários anos, um projecto para aproveitamento industrial da energia osmótica salina que entrou em funcionamento em Novembro do ano passado, sendo então a 1.ª central do género no mundo.

O potencial mundial de geração de energia osmótica salina está estimado em 2,6 Terawatt pela Statkraft, ou seja o equivalente a umas 1000 centrais nucleares.


Entra-se moodle e sai-se robotizado
Henrique Sousa | 19/10/2009 | 8:10 pm

Embora estejamos ainda longe do ensino em que o professor é substituído por um operador de call center – que esclarece as dúvidas com a ajuda de um programa de computador, ou em que as dúvidas são esclarecidas sem intervenção humana sequer, do tipo «se a sua dúvida é em relação à raiz quadrada pressione a tecla 1, se for em relação ao teorema de Pitágoras carregue na tecla 2…» e por aí fora, e depois ouve-se e/ou vê-se umas explicações manhosas, ou simplesmente «pedimos desculpa mas a sua dúvida não foi programada» -, o certo é que paulatinamente para lá se caminha.

Na senda do ensino robotizado, há uma plataforma muito em voga em Portugal, o Moodle, que é utilizada por quase todas as escolas do país (para não dizer mesmo todas) e que serve por enquanto apenas como depósito de informações dos professores para as suas turmas. Mas a plataforma está já preparada para se efectuar diversas variantes de testes online, inquéritos, envio de trabalhos de casa, fichas, etc., etc..

Este ano, várias escolas tiveram os seus moodles avariados e muitas continuam ainda em infindáveis actualizações, não podendo os professores fazer uso deles para apoio às suas aulas, coisa a que já se vinham habituando e que lhes facilita o contacto com os alunos fora do horário de aulas. Claro que o tempo que o professor dedica ao trabalho nos moodles não é contabilizado para nada, mais uma das muitas coisas que se acaba por fazer porque uma mão invisível para lá empurra e, subtilmente, quanto mais não seja por curiosidade e por comodidade, o professor colabora activamente para um dia ser dispensado por completo, coisa que já vai acontecendo.

moodleabertoOra, eu desconheço por completo a mão invisível que instala os moodles e que faz a sua manutenção. O moodle é uma plataforma gratuita como o Wordpress e encontra-se disponível a qualquer pessoa, eu já o venho usando desde há 3 anos num site que congrega pessoas amigas das letras, o «Ora, vejamos…». Mais recentemente instalei outro em «Moodle Aberto» e onde qualquer formador pode pedir a abertura da sua disciplina para efeitos de apoio às suas aulas. Porque uma coisa é lançarmos mão de ferramentas independentes para apoio à nossa prática lectiva e outra é termos de usar um moodle que não sabemos bem quem o «comanda» mas que é «oferecido» oficialmente, proporcionando-se inclusive acções de formação com formadores pagos por alguém, sobre uma plataforma gratuita!!!

Será legítimo fazer uso de software gratuito para essa grande negociata que vai em todas as escolas do país com o MOODLE.ORG?

Por isso, e para contrariar esses negócios pouco limpos que por aí se fazem, resolvi instalar um Moodle Aberto, em que os formadores podem solicitar a abertura de disciplinas para apoio às suas aulas, sem ter que dar satisfações a ninguém.

Os cursos profissionais e as bestas dos professores
Henrique Sousa | 16/10/2009 | 6:30 pm

Os cursos profissionais constituem uma forma do Estado se ver livre de despesas no que respeita ao ensino profissional. Todos os cursos oficiais e que eram ministrados com verbas do estado português andam agora a ser financiados pela união europeia ou pela comissão europeia ou sei lá como se chamam.

O que é isso dos cursos profissionais? São cursos cujo programa é proposto por uns quantos voluntários, professores dos cursos oficiais entretanto extintos, que ficariam sem emprego se não os propusessem. Como é que se propõe um curso desses? A escola designa alguns desses tais professores para tratar disso, valendo-se da prata da casa e, melhor ou pior, os professores designados, a troco de não perder o emprego, propõem cursos onde podem ficar ocupados leccionando sensivelmente aquilo que já leccionavam antes nos cursos oficiais. O mais das vezes até se socorrem de programas feitos por outros colegas de outras escolas que propuseram cursos semelhantes para o mesmo nível etário.

Os cursos propostos pelas escolas são geralmente aprovados e funcionam da seguinte forma:

  1. Manda-se para esses cursos os piores alunos em termos de comportamento e aproveitamento, isto é, aqueles que motivam os professores a baixar o nível de exigência.
  2. É fácil baixar o nível porque em regra os programas são muito vagos e não há exames nacionais em nenhuma disciplina.
  3. Os professores não têm manuais e vêem-se compelidos a elaborar eles próprios os materiais para os alunos ou a adoptar um livro qualquer à sua escolha, que seja fácil. Mas em princípio todo o material produzido leva três logotipos, um da união europeia outro do POPH e outro do QREN, isto é, tem que se dar a entender ao aluno que são cursos de «marca», apesar de serem uma boa bodega, feitos sobre o joelho.
  4. Os alunos que vão para estes cursos já vão a pensar que são favas contadas e não se esforçam minimamente por aprender. Se algum professor tiver a veleidade, apesar das evidências, de querer transmitir conhecimento, pode reservar lugar num hospital psiquiátrico porque dá em doido.
  5. Mercê disso tudo, vive-se nessas aulas dos cursos profissionais um ambiente paranóico, à mistura com mais variantes de doenças psíquicas. O professor é o louco maior, obcecado que está por não perder o emprego, e convencido que tem que ensinar alguma coisa a pessoas que não querem aprender.
  6. Uma vez que os alunos não querem aprender, apenas estão «obrigados» pelos pais a frequentar aquelas aulas, estabelece-se um clima de indisciplina a que os professores não conseguem pôr côbro porque já não dispõem de sanções eficazes. O mandar para a rua é a solução para «premiar» os mais mal-comportados.
  7. Etc..

Os cursos profissionais são uma enorme fraude. O Ensino Técnico atingiu o nível mais baixo que alguma vez já teve.

Peço desculpas àqueles colegas que se sentirem «traídos» com este meu postal, bem sei que temos sido obrigados a calar esta vergonha «europeia» porque se estes cursecos profissionais (de que os socretinos tanto se gabam) acabarem ficamos todos sem trabalho.

Claro que a culpa disto é dos professores que trabalham pouco. Grandes bestas, toca a trabalhar, malandros! A matéria-prima é de má qualidade? Paciência, é a que temos. Os meios à disposição são maus? É o que há. O estado português tem que poupar recursos e aproveitar a mama da UE enquanto houver. E quando acabar? Paciência, partimos de novo da estaca zero. Claro que vamos ter que importar gente que saiba, talvez seja a forma de permitir o regresso àqueles que partiram em busca de emprego lá fora.

Quebrar a espinha aos professores para dar cabo do Ensino
Henrique Sousa | 17/08/2009 | 11:57 am

O último golpe no Ensino está a ser dado com as obras nas escolas.

As inúmeras escolas em obras e o martírio que isso vai representar para toda a população escolar, mormente para os professores a quem continuará a ser exigido ensino de qualidade (ai, ai, e a avaliação?!) mas que dêem as aulas em contentores como se de lixo, perdão, como lixo que são! Eles e os alunos!

Os professores e alunos deste país são lixo, e como lixo são tratados, está tudo bem! Porque se os professores e alunos não fossem lixo, recusar-se-iam a ser metidos em contentores. Não só por não serem lixo, mas porque o lixo também adoece, e contentores com ares condicionados manhosos são meio caminho andado para a propagação de doenças, para mais em período de epidemia gripal.

Os porcos da famosa gripe A1N1 vão ser trancados em contentores!

E porquê? Perguntar-se-ão os leitores. Por duas razões:

  1. Negociatas, como até os merdia já descobriram
  2. Dar o golpe de misericórdia no Ensino

Em relação aos professores, alvos a atingir para desmantelar por completo o que restava do sistema de ensino, foram tomadas sucessivas medidas para os destruir:

  1. Congelamento de carreiras, quase ninguém mais subiu na carreira o que permitiu ao governo economizar imenso nos ordenados dos professores e outros funcionários em idêntica situação.
  2. A quase totalidade dos professores efectivos foi «precarizada», com excepção dos poucos que ascenderam à categoria de «titulares». A criação desta categoria serviu para mascarar a despromoção. Os professores do Quadro de Nomeação Definitiva passaram a meros Professores do Quadro de Escola, dispensáveis.
  3. Com o objectivo de criar critérios de dispensa dos professores, foi introduzida a famigerada Avaliação de Desempenho do tipo chileno mas que os próprios chilenos recusaram.
  4. Contentorização dos professores (e seus alunos) por causa de obras absolutamente desnecessárias na maioria das escolas «intervencionadas», quando o que se justificaria seria a construção de novas escolas.

Só espero que a próxima investida contra os professores não seja metê-los em campos de concentração, mas vendo bem…

escola

Campo de concentração Domingos Sequeira - Leiria

 

União europeia, aquecimento climático, crise, desemprego, tgv, política, campeonato de salto à vara, energia nuclear, aborto, tabagismo, filosofia gay e educação sexual, entre outras coisas
Henrique Sousa | 09/04/2009 | 7:22 pm

Professores, TIC, Magalhães, obras nas escolas, etc.
Henrique Sousa | 14/03/2009 | 11:42 pm

Repare-se que todos estes assuntos têm a ver com o mesmo: na minha opinião o móbil de tudo é o dinheiro.

A máfia vê nas escolas uma grande mama. Pode, com base no inegável enorme atraso do Ensino em Portugal, alegar que precisamos modernizar, comprar equipamentos, fazer grandes obras nas escolas, do género de substituir boas bancadas de mármore por bancadas de melanina, bons quadros de ardósia por quadros interactivos, boas carteiras por cadeiras de tubos metálicos e cartão prensado, etc.. E, ainda por cima, com o advento das TIC, tudo que seja informatizar é tido como aposta de futuro, mesmo que isso exija um enorme esforço de adaptação e muito mais trabalho por parte de quem deve usar essas TIC à força.

Bem, tudo isto cheira mal, muito mal mesmo. Eu lecciono numa escola que vai ser submetida a grandes obras de remodelação cuja real necessidade não vislumbro mesmo. Por outro lado, ninguém me explica como é feito esse negócio dos Magalhães e dos portáteis. Quem paga efectivamente, quem lucra e quem perde, porque nisto dos negócios não há benemerência? O número de escolas em obras é também enorme e as verbas envolvidas são astronómicas. Se isso correspondesse a mais investimento sério no Ensino, tudo bem, valeria a pena o sacrifício. Mas eu não vejo nada de válido a ser feito, pelo contrário, só vejo destruição, a começar pela destruição do Ensino Técnico que já não existe1.

E onde foi o governo arranjar dinheiro para essas negociatas com as escolas? Aos professores, óbvio. Foi cortando nos salários dos professores que o governo arranjou verbas para desviar para essas trafulhices. Professores de Portugal, alegrai-vos, são vocês que pagam os Magalhães e as obras de destruição das escolas portuguesas.

Medina Carreira tem razão, isto é tudo uma nojeira, a corrupção impera, por dinheiro tudo é válido, destrói-se todo o Sistema de Ensino, incluindo os próprios edifícios destinados ao Ensino. Não passaria pela cabeça de nenhum técnico sério recuperar uma escola com obras de monta, apenas se pode aproveitar as férias para obras de conservação normais. É preferível fazer-se novas escolas. Imaginem, para melhor se entender, as mesmas obras em hospitais, por exemplo no Hospital de Santa Maria!!!!!! No dia em que isso se tornasse imperioso por manifesta degradação do edifício, mais valia construir um hospital de raíz. Com as escolas é o mesmo, dar aulas em contentores é como transferir enfermarias para contentores também.

_________

1 O pseudo-ensino profissional está reduzido a cursos financiados pela UE e que têm que ser propostos todos os anos e devidamente justificados, caso contrário acabam. Ou seja, são cursos muito provisórios que, sem o financiamento da UE, não existem.

Uma campanha muito original, sim senhor!
Henrique Sousa | 15/02/2009 | 11:08 am

PUBLICO.PT

PS – A Força da Mudança


Não, eu não quero com isso dizer que o Sócrates é parvo, antes pelo contrário. É o chico-mais-esperto que já tivemos no poder, neste faz-de-conta-que-é-uma-democracia. Aliás, entrámos definitivamente na era do faz-de-conta, desde o diz-que-é-uma-espécie-de-engenheiro ao Fripór-dá-cá-o-meu, desde a melhoria-do-sistema-de-ensino com passagens obrigatórias para os alunos e chumbos aos professores à perseguição das bruxas pela Bruxa da Educação, desde os empregos-a-dar-com-pau a uma crise-global-que-tudo-justifica, desde os fatos Armani e os carros topo de gama a um faz-de-conta-que-tiramos-aos-mais-ricos para acalmar as bestas, desde as promessas-de-não-subir-impostos a negócios-de-casas-com-offshores… enfim, se nos pusermos a desfiar o rosário não saímos do mesmo sítio.

Não, o Sócrates não é parvo, as bestas chifrudas que o elegem e reelegem é que gostam de ser enganadas, a besta nunca mais deixará de ser besta, “per omnia secula seculorum, Amen!”

Viva o BARRACABANA!

VIVA O ROBOTISMO!

VIVA O MANIFESTO

ROBOTISTA!

Download Manifesto Robotista Version Henrique Sousa


Economia do Alumínio?
Henrique Sousa | 07/12/2008 | 11:56 pm

Muitos falam da economia baseada no petróleo, no hidrogénio, no álcool, etc.. Porque não uma economia baseada no alumínio? Senão vejamos:

A lógica das empresas que entraram (ou dizem que vão entrar) na corrida pelo veículo eléctrico, alegado substituto dos veículos com motores de combustão interna (VCI, como os designo), é muito diferente da lógica de quem está de fora a mandar uns bitaites, que é o que eu faço, no fundo. E hoje resolvi voltar ao tema das pilhas de alumínio. Já referi que o ideal para os veículos de tracçao eléctrica (VTE) seriam as pilhas de combustível, possivelmente a álcool, etanol ou metanol. Já há unidades pequenas para alimentar os utensílios electrónicos, mas a utilização nos automóveis pode requerer avanços técnicos que, como se sabe, exigem períodos nunca inferiores a 2 anos para amadurecer.

Entretanto as empresas “corredoras” pelos VTE, dão a conhecer os seus planos de adoptar baterias de Lítio como as mais adequadas para o efeito. Mas o Lítio é raro na natureza e…

There are widespread hopes of using lithium ion batteries in electric vehicles, but one study concluded that “realistically achievable lithium carbonate production will be sufficient for only a small fraction of future PHEV and EV global market requirements”, that “demand from the portable electronics sector will absorb much of the planned production increases in the next decade”, and that “mass production of lithium carbonate is not environmentally sound, it will cause irreparable ecological damage to ecosystems that should be protected and that LiIon propulsion is incompatible with the notion of the ‘Green Car.

Eu sempre duvido daquilo que se propala porque vivemos num mundo em que o que se diz serve apenas para desviar as atenções das verdadeiras intenções. Somos sempre surpreendidos com soluções totalmente diferentes, e de que nunca ouvimos falar antes. Sim, porque o VTE, tal como ele é viável com a tecnologia actual (baterias de chumbo ou, quiçá, as exóticas baterias Zebra usadas já pela Think) não interessa ao grande público habituado aos potentes e velozes «Fiats 500».

Assim, e no caso das pilhas de combustível não constituírem ainda a solução possível para a próxima geração de VTE, será inevitável eleger um tipo de bateria melhor do que a de chumbo em termos de peso por kWh de energia armazenada. Pessoalmente, considero as baterias de alumínio-ar como boas candidatas e passo a explicar porquê:

O alumínio pode fornecer teoricamente 8,1 kWh por kg, contra os 13 kWh/kg teóricos do Lítio, se este fosse usado como ânodo em pilhas do mesmo tipo, isto é, de metal-ar.

Mas o alumínio é um metal extremamente abundante na natureza, ao contrário do Lítio. Além disso, produz-se muito lixo de alumínio que, se não for reciclado, é energia armazenada que se perde. Se conseguíssemos recuperar os 8,1 kWh de energia armazenados em cada kg, e como o processo de produção requer no mínimo 12,8 kWh (c/ tecnologia actual), o rendimento energético seria da ordem dos 63%, um limite que vale a pena procurar alcançar, tanto mais que o alumínio teria uma função dupla, poderia primeiro servir para utensílios descartáveis como as embalagens de refrigerantes e depois como combustível para as pilhas de alumínio-ar ou ainda para a reciclagem. Uma outra vantagem do alumínio como combustível é que ele é produzido a partir de energia eléctrica muito barata, as fábricas de alumínio estão estrategicamente colocadas em relação a fontes baratas de energia eléctrica:

Electric power represents about 20% to 40% of the cost of producing aluminium, depending on the location of the smelter. Smelters tend to be situated where electric power is both plentiful and inexpensive, such as South Africa, the South Island of New Zealand, Australia, the People’s Republic of China, the Middle East, Russia, Quebec and British Columbia in Canada, and Iceland.

Tenho cá para mim que se devia dar mais atenção às baterias de alumínio-ar, se os militares as usam é porque devem ser muito boas. Além disso, depois de usadas, o alumínio das baterias pode ser recuperado da alumina que se forma da oxidação do alumínio. A alumina tem, porém, diversas aplicações industriais valiosas, talvez compensasse dar-lhe um destino mais vantajoso.

No fime dado a seguir, mostro como se pode fabricar em segundos uma bateria de alumínio-ar:

Já há ultrapassagens…
Henrique Sousa | 07/12/2008 | 12:05 pm

PUBLICO.PT

A Plataforma de Sindicatos de Professores apelou hoje ao Governo para que respeite o compromisso de acolher na reunião do dia 15 a proposta alternativa de avaliação dos professores em “pé de igualdade com a sua”.

Mas que proposta alternativa é essa dos sindicatos cozinhada a correr? Os professores andam a ser enganados pelo ME e pelos sindicatos. A solução seria manter as greves anunciadas, mesmo à revelia dos sindicatos. Alguém alinha? Quem conhece e já discutiu essa proposta alternativa e mandatou o sindicato ou plataforma para a negociar? São todos da mesma laia, uns oportunistas.

Creio que já nenhuma negociação é possível, estamos a lidar com pessoas sem escrúpulos que mentem descaradamente (outra coisa não seria de esperar das bandas socretinas), ora dizem uma coisa ora dizem outra, a única posição possível é uma greve por tempo indeterminado, até ser suspenso o ECD (Estatuto da Carreira Docente) e, concomitantemente, a ADP (Avaliação de Desempenho de Professores).

Ainda ontem uma deputada europeia andou a envenenar a opinião pública na TV2, fazendo crer que o mal do Ensino residia na qualidade dos professores, o que é TOTALMENTE FALSO, os professores, como qualquer outro empregado, faz o que lhe mandam fazer, o SISTEMA DE ENSINO é que está mal, e isso exige trabalho a nível de curricula, de planeamento, de reinstauração de exames, da exigência, etc..

Não percebo certas mentalidades (muito comuns entre nós) que dizem que «o défice de qualificação dos portugueses é um problema dramático» e falam da melhoria do sistema de ensino e depois abandalham o sistema facilitando a passagem de ano dos alunos. Exemplo: eu lecciono um curso profissional em que são dadas 4 (quatro) oportunidades (exames) por módulo e por ano para passar. Como os exames dos módulos não variam muito, mesmo os maus alunos acabam por decorar o suficiente para passar no exame. E o próprio professor é induzido a «ver-se livre» dos que o fazem atrasar-se, deixando passar os maus alunos. Isto é só um exemplo…

Um motor de combustão externa
Henrique Sousa | 05/12/2008 | 10:38 pm

Durante mais de um século quase esquecido, o motor de Stirling tem muitas vantagens em relação aos motores de combustão interna, nomeadamente a de poder funcionar com qualquer fonte de calor. Tem melhor rendimento energético e é muito mais silencioso. Desvantagens? Uma só: ocupa mais espaço para a mesma potência. Vejam quão simples é o princípio de funcionamento, com base neste video feito hoje na minha escola:

O Ensino vai mal?
Henrique Sousa | 02/12/2008 | 11:03 pm

Não! O Ensino não vai mal, o Ensino vai péssimo! O Ensino está a morrer!

Reparem, por exemplo, no que se passa comigo:

No início do ano, tinha eu cumprido apenas dois dias de aulas, fui internado e sofri uma operação ao abdómen que demorou 6 horas. Estive quase um mês de baixa, 15 dias de internamento e quase outros tantos de recuperação em casa. Sabiam que vou ter que repor as faltas dadas por ter estado doente? E sem direito a qualquer compensação? Surreal? Isso mesmo! Sou punido por ter estado de baixa! Uma colega minha que esteve no ano passado durante 3 meses de licença de maternidade também teve que repor o tempo dessa licença.

Uma pergunta: o direito dos professores a estar impossibilitados fisicamente ainda existe?

Continuo em convalescença da doença, mas vou trabalhar todos os dias, mesmo quando me sinto pior, porque quanto mais faltar, mais terei de repor, pelas férias adentro… Na prática, sinto que me foi retirado o direito de estar doente, e vou ter que me sujeitar enquanto puder.

Porquê? Porque tudo isto é uma merda feita em cima dos joelhos. Acabaram com os cursos tecnológicos e passou a haver uns cursecos patrocinados pela União Europeia (ou lá o que são!), cursos pensados para atrasados mentais porque as disciplinas estão dividadas em módulos e os alunos, que nunca reprovam por faltas, podem fazer até 4 provas a que se dá o nome de «exames» por cada módulo. Nas minhas disciplinas são 11 módulos e vou ter que proporcionar 44 provas de «exame» aos alunos. Dessas 44 provas, só 11 se realizam no horário normal. As restantes em horário extra a combinar com os alunos, sem direito a horas extra. De loucos! Mas mesmo assim, o meu horário oficial contém tempos não lectivos que tenho que cumprir na escola… Sem falar das famosas «acções de formação» que, pelos vistos, subsistem – outro logro para esbanjar dinheiros à custa da boa-vontade dos professores que nada ganham com isso. Perdem tempo e dinheiro em deslocações.

E estes cursecos profissionais, que são completamente programados a nível de escola, estão sujeitos à seguinte regra fundamental: o número total de aulas planeadas para uma dada disciplina tem que ser cumprido. Com base nisto, se a moda pegar, não vão adiantar de nada as greves dos professores. As faltas aos dias de greve também terão que ser compensadas. Mas o Estado poupa nos salários.

Uma pergunta: o direito à greve ainda existe?

Quem legislou sobre os «cursos profissionais», marimbou nos professores. E é assim que funciona o poder em tudo o que respeita ao Ensino. Os professores que se aguentem à bronca! E é por isso também que vou fazer greve amanhã. Apesar de perder dinheiro e ter que repor a falta dada sem compensação.

Avaliação? Não, a avaliação não cura os muitos cancros do Ensino. O que está mal no Ensino é que já quase não há Ensino, o que resta é um faz-de-conta, faz-de-conta que sobrevive sob o olhar benévolo dos professores que nunca se revoltaram contra as medidas que foram matando lentamente o Ensino. Mas revoltam-se contra o absurdo de se pretender chamar incompetentes aos professores por precisarem de ser avaliados de uma forma tão primária. Há ainda o mito do professor sem habilitação, dos que entraram a dar aulas só com o 5.º ano das Escolas Técnicas ou Comerciais. E dos que entraram com habilitações mínimas, algumas cadeiras de um curso superior qualquer. À custa desse mito, o governo pôde mobilizar as massas contra os professores que hoje, na sua grande maioria são, no mínimo, licenciados. É falso que os professores não querem ser avaliados, e é falso que nunca foram avaliados. Mas esta ou outra avaliação mais justa não vai curar o Ensino, nem o vai salvar da morte já anunciada.

Manipulação da Manifestação
Henrique Sousa | 09/11/2008 | 1:29 pm

Ontem à noite, na TV1, passaram subrepticiamente a mensagem ao cidadão incauto que o elevado número de participantes se devia ao facto de os professores terem levado familiares, cães e gatos para fazer número. Por outro lado, a PSP, por alegada instrumentalização por parte do poder, não deu números, deixando que o cidadão incauto pudesse pensar: «esses números são o que eles (manifestantes) dizem, não há confirmação oficial».

Meus caros, isto é manipulação do tipo nazi, nem no tempo de Salazar a mentira era tão descarada. De novo o filme da ministra sinistra social-fascista:


O sucesso do insucesso?
Henrique Sousa | 25/10/2008 | 8:05 pm

Na anterior edição deste blog realizei um inquérito sobre as causas do insucesso escolar. Embora nem a quantidade de respostas nem o universo abrangido permitam tirar daí ilações universais, é o que pensam os meus visitantes. Pessoalmente, acho que se deve fazer tudo para que haja sucesso escolar, embora o insucesso tenha também o seu papel. Só depois de chumbar é que certos alunos constatam que o curso em que estão não é o que mais lhes agrada. Já tive alunos em electrotecnia que mudam para as artes depois de se convencerem que não têm vocação para a Técnica, chumbando. Por vontade do poder, eles teriam passado e viriam a ser péssimos electricistas.

O sucesso escolar consegue-se dando aos alunos (aprendizes de qualquer coisa) oportunidade para aprender algo pelo qual se interessem. Mas nunca baixar o grau de exigência, como o governo vem exigindo aos professores. A pressão é directa, no caso da “avaliação” que premeia os professores que mais «passam» e prejudica aqueles que chumbam, independentemente do ano, do tipo de disciplina, curso, etc.. Se os médicos fossem avaliados pelo número de pacientes que morrem, o médico de oncologia podia alguma vez progredir na carreira? Não, só os dentistas, esteticistas e nutricionistas talvez é que chegariam ao 10.º escalão e poderiam ser titulares. Os outros seriam despromovidos a serventes e pediriam a reforma o mais depressa possível. É o meu caso, mal possa vou para a reforma porque na minha especialidade «morrem» muitos pacientes. Além disso tenho apanhado quase sempre com os 10.ºs anos, primeiro ano do secundário, onde muitos alunos desistem e mudam de curso e chumbam. Todos os anos «morrem» cerca de 40% nas minhas enfermarias. No ano seguinte os meus «mortos» regressam todos sorridentes, passo por eles e pergunto:

- Onde é que estão «sepultados» este ano?

Uns dizem, «eu estou nas Artes», outros «eu fui para Gestão», «eu estou em Informática», e pouco mais porque as opções não são assim tantas.

Pilha caseira
Henrique Sousa | 25/10/2008 | 2:38 pm


O combate à febre e dor de cabeça
Henrique Sousa | 23/10/2008 | 7:23 am

O combate ao abandono e insucesso escolares com facilitismo é semelhante ao combate à febre e dor de cabeça com aspirinas em doentes tuberculosos. Só que no primeiro caso são os professores que têm que tomar doses massivas de aspirina e de calmantes.

Na minha escola, os cursos tecnológicos foram extintos. No seu lugar, criaram-se cursos profissionais financiados pela União Europeia, cursos que a escola propõe de acordo com as suas possibilidades e não de acordo com as necessidades reais de formação regionais ou nacionais.

Os cursos tecnológicos foram o suspiro final do ENSINO TÉCNICO em Portugal. Agora, com os cursos profissionais, dá-se aspirinas ao moribundo. Qual moribundo, qual carapuça! Ao morto!

O nosso guia!
Henrique Sousa | 21/10/2008 | 9:45 pm

Viva Sócrates!

Célula fotoeléctrica de fabrico caseiro
Henrique Sousa | 18/10/2008 | 5:14 pm


Este video mostra que é possível construir em casa células fotovoltaicas, para a transformação de luz em electricidade. O princípio foi descoberto por um professor suiço e não utiliza silício, além de que é uma tecnologia muito fácil de reproduzir. Estas células utilizam no seu fabrico coisas tão corriqueiras como o pigmento branco para tintas (dióxido de Titânio), corantes naturais, vinagre, triiodeto de potássio, negro de fumo de uma vela, etc..

Não existem à venda porque são demasiado fáceis de fazer, nenhuma fábrica será capaz de guardar os segredos de fabrico. E os nossos governantes que viabilizaram as caríssimas centrais fotovoltaicas de Serpa e outras que aí vêm sabiam destas «novas tecnologias»? Porque não se começa a fabricar destas células em Portugal? Bem como baterias para equipar os carros eléctricos? Tudo tecnologias simples ao alcance da mão, mas prefere-se importar do estrangeiro, dá mais que ganhar aos ladrões do costume.

Quando é que se compreende que a verdadeira independência energética só será atingida quando passarmos a fabricar os equipamentos?


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