Posts tagged ‘Crescimento económico’

Burro que nem uma porta, mas é o homem mais rico do mundo!
Henrique Sousa | 11/03/2010 | 2:34 pm

Seu escritório não tem computador, laptop ou qualquer outro apetrecho tecnológico que lhe permita acompanhar os movimentos financeiros on-line. Quando precisa de uma informação, pega o telefone e pede a um auxiliar. Certa vez ganhou um laptop dos filhos, de presente de Natal, mas só sabe ligar e desligar a máquina. Mas seu grupo vende mais de mil computadores por dia no México e milhares de pessoas em todo o mundo acessam seu portal na internet. Além disso, Slim criou um centro de pesquisas associado ao MIT americano para desenvolver novas tecnologias de informação adequadas à América Latina, para a formação de especialistas e para a transferência de conhecimentos.

via Carlos Slim Helú – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vinte mil léguas submarinas
Henrique Sousa | 06/03/2010 | 11:10 am

Só em Fevereiro poderão ter entrado na Caixa Geral de Aposentações CGA 20 mil pedidos de reforma, muitos dos quais com penalização. A questão das reformas foi um dos motivos que estiveram na origem da greve de ontem, quinta-feira, da Função Pública.

via Vinte mil pedidos de reforma antecipada – JN.

Os funcionários públicos estão a aposentar-se mais cedo pois receiam que as condições para a aposentação se agravem ou que não haja qualquer benefício em continuar a trabalhar. Para auferir a mesma reforma (ou menos) daqui a alguns anos, quando já não valer a pena porque a idade não perdoa, mais vale aceitar 50% do salário actual e poupar no consumo, ajudando a afundar mais a «economia tiocrática nacional». Eu também estou no rol dos 20.000, isto é, somos 20.001 a pedir a reforma.

Os nossos substitutos (se houver) vão ser pessoas contratadas a prazo com salários de miséria e também não vão ajudar a «economia tiocrática». Eu vou vender o carro por tuta e meia e passo a andar a pé, e vou reduzir ao máximo as despesas. Se puder, ainda procuro uma ocupação, tirando lugar aos jovens.

Eu só gostava de conhecer os crâneos economistas que fazem os orçamentos do Estado. No mínimo, cuspia-lhes na cara!

Famigeradas obras nas escolas
Henrique Sousa | 13/02/2010 | 6:01 pm

Com o pretexto de combate ao desemprego (no Leste e em África), o governo escavaca escolas robustas do Estado Novo e edifícios recentes para no lugar delas fazer emergir só fachadas eleitoralistas!

Segundo notícia que vem hoje no Público:

A situação está a criar alguma perplexidade na cidade do Almonda e entre a comunidade escolar, não só pelo facto de a obra agora em vias de demolição ter custado cerca de um milhão de euros ao Estado, como pelos naturais incómodos e prejuízos que novas obras vão impor a professores, funcionários e alunos.

Neste vídeo vê-se como arrancaram um telhado novo e voltaram a pôr outras telhas. E para onde terão ido aquelas boas que lá estavam?

Vamos ver-nos gregos!
Henrique Sousa | 28/01/2010 | 2:24 pm

A vontade de Sócrates ser candidato presidencial, prolongando o despesismo eleitoral em vez de cortar a sério na despesa, está a levar o País para uma situação próxima da grega.

via Do Portugal Profundo.

Mais um manifesto!
Henrique Sousa | 10/10/2009 | 8:35 pm

trabalho

Acabo de descobrir mais um manifesto. Este vem assinado pelo grupo Krisis, que não conheço nem mais gordo nem mais magro. A origem geográfica inspira cautela, o que se lê tem porém alguma lógica (ainda não li tudo). Eu não sei se, como eles defendem, o trabalho acabou ou se o que escasseia é a boa-vontade. Pois por mais automatizada que esteja a produção de bens, há sempre o que se possa fazer.  Porém, creio também que o trabalho, tal como geralmente entendido, morreu. Então porque é que continuam a prometer-nos esse trabalho, quando se sabe que ele está morto?

 

I. A DITADURA DO TRABALHO MORTO

Um cadáver domina a sociedade – o cadáver do trabalho. Todas as potências do globo estão coligadas em defesa desta dominação: o Papa e o Banco Mundial, Tony Blair e Jörg Haider, sindicatos e empresários, ecologistas alemães e socialistas franceses. Todos eles só têm uma palavra na boca: trabalho, trabalho, trabalho.

Cada um tem que poder viver do seu trabalho, reza o princípio em vigor. Poder viver é, portanto, algo que está condicionado pelo trabalho, e não há direito à vida onde esta condição não estiver preenchida.

Johann Gottlieb Fichte

Fundamentos do Direito Natural segundo os Princípios da Doutrina da Ciência, 1797.


Quem ainda não desaprendeu de pensar reconhece sem dificuldade a inconsistência desta posição. Porque a sociedade dominada pelo trabalho não vive uma crise transitória, antes está chegada ao seu limite último. Na sequência da revolução microelectrónica, a produção de riqueza desligou-se cada vez mais da utilização da força de trabalho humano – numa escala até há poucas décadas apenas imaginável na ficção científica. Ninguém pode afirmar com seriedade que este processo voltará a parar, e muito menos que possa ser invertido. A venda dessa mercadoria que é a força de trabalho será no século XXI tão promissora como foi no século XX a venda de diligências. Porém, nesta sociedade, quem não consegue vender a sua força de trabalho torna-se «supérfluo» e é atirado para a lixeira social.

Quem não trabalha, não come! Este princípio cínico continua em vigor, hoje mais do que nunca, precisamente porque está a tornar-se irremediavelmente obsoleto. Trata-se de um absurdo: a sociedade, nunca como agora, que o trabalho se tornou supérfluo, se apresentou tanto como uma sociedade organizada em torno do trabalho. Precisamente no momento em que está a morrer, o trabalho revela-se uma potência totalitária que não tolera nenhum outro deus junto de si. Dentro da vida psíquica, dentro dos poros do dia a dia, o trabalho determina o pensamento e os comportamentos. E ninguém poupa despesas para prolongar artificialmente a vida desse ídolo, o trabalho. O grito paranóico dos que clamam por «emprego» justifica até que se aumente a destruição dos recursos naturais, com resultados há muito conhecidos. Os últimos obstáculos à total comercialização de todas as relações sociais podem ser postos de lado, sem qualquer crítica, na mira de meia dúzia de miseráveis «postos de trabalho». E a ideia de que é melhor ter um trabalho «qualquer» do que não ter nenhum trabalho tornou-se uma profissão de fé universalmente exigida.

Quanto mais se torna claro que a sociedade do trabalho chegou definitivamente ao fim, mais violentamente se recalca este facto na consciência pública. Por diferentes que possam ser, porventura, os métodos de tal recalca mento, têm um denominador comum: o facto, mundialmente constatável, de o trabalho se revelar irracional enquanto fim em si mesmo, de ser algo que se tornou a si próprio obsoleto, é transformado, com a obstinação típica de um sistema delirante, em fracasso pessoal ou colectivo dos indivíduos, das empresas ou de certas «localizações» geográficas. As limitações, que objectivamente são do próprio trabalho, devem passar por problema subjectivo dos excluídos.

Enquanto para uns o desemprego se deve a reivindicações exageradas, à falta de disponibilidade ou de flexibilidade, outros acusam os «seus» gestores e políticos de incompetência, de corrupção, de ganância ou de traição a determinadas regiões. Mas, ao fim e ao cabo, toda essa gente está de acordo com o ex-presidente da Alemanha, Roman Herzog: seria preciso um «abanão» em todo o país, exactamente como se o problema fosse idêntico à falta de motivação de uma equipa de futebol ou de uma seita política. Todos devem, «de uma forma ou de outra», agarrar-se ao remo com força, mesmo que o remo tenha desaparecido há muito, e todos devem, «de uma forma ou de outra», pôr mãos à obra, mesmo que já não haja nada para fazer (ou só coisas sem sentido). O subtexto desta mensagem triste é inequívoco: aquele que, apesar da sua aplicação, não obtiver as boas graças do ídolo trabalho é responsável por essa situação, e não tem que haver problemas de consciência em abatê-lo ao activo ou pô-lo na rua.

E esta mesma lei, que dita o sacrifício do homem, vigora à escala mundial. Uns após outros, países inteiros vão sendo triturados pela engrenagem do totalitarismo económico, comprovando sempre o mesmo: pecaram contra as chamadas leis do mercado. Quem não se «adaptar» incondicionalmente e sem reservas ao curso cego da concorrência total será punido pela lógica da rentabilidade. Os que hoje são promissores serão a sucata económica de amanhã. Mas os psicóticos económicos dominantes nem por isso se deixam abalar minimamente na sua bizarra explicação do mundo. Três quartos da população mundial foram já declarados, em maior ou menor medida, lixo social. As «localizações» privilegiadas desaparecem em catadupa. Depois do desastre dos «países em vias de desenvolvimento», do Sul, e depois dessa secção da sociedade mundial do trabalho que era o capitalismo de Estado, no Leste, são os alunos exemplares da economia de mercado do Sudeste asiático que desaparecem no inferno das falências. E também na Europa alastra há muito o pânico social. Mas, na política e na gestão, os respectivos cavaleiros-da-triste-figura limitam-se a prosseguir, cada vez com mais raiva, a sua cruzada em nome do ídolo trabalho.

Continua… krisis » Blog Archiv » Manifesto contra o trabalho

Prioridade: reduzir o défice à custa das reformas
Henrique Sousa | 21/09/2009 | 7:33 am

BBC NEWS | Europe | Country profiles | Country profile: Portugal

Prime minister: Jose Socrates

Victory in February 2005 elections went to the Socialist Party led by Jose Socrates. The Socialists gained their first absolute majority in parliament since democracy returned to Portugal in 1974.

PM Jose Socrates

Jose Socrates: His Socialist Party regained power in 2005

On taking office, Mr Socrates said his priority would be to revive the economy – which has been near the bottom of the European league tables for years – and to stem rising unemployment.

His government has since sharply cut spending, by reducing pensions, raising the retirement age and withdrawing civil service benefits in an attempt to reduce one of Europe’s biggest budget deficits.

The reforms – which some claim are destroying social rights – have prompted repeated protests mostly among public sector workers.

Mr Socrates was 47 when the elections took place. He served as environment minister in the last Socialist government and became the party’s leader in 2004.

President Sampaio had called the elections early amidst growing discontent over the failure of the previous centre-right government led by Pedro Santana Lopes to tackle the country’s mounting economic problems.

Grande obra fez o governo de José Sócrates. Colocou as contas em dia à custa dos pensionistas, à custa da congelação de salários aos funcionários, à custa de um enorme favor aos chineses e à economia global, transformou Portugal numa Nova China de salários miseráveis e contribuiu deste modo para a crise mundial que mais não é que uma crise de falta de dinheiro em circulação. As pessoas não têm dinheiro, estão depauperadas. E o Sócrates ajudou bastante.

Caixa Geral de Depósitos e a fraude do Aquecimento Global
Henrique Sousa | 09/08/2009 | 9:23 pm

desgeloQue os bancos têm a fraude como sua aliada, já nós sabíamos. A fraude preferida dos bancos é pagar uma boa maquia a uma figura popular e cheia de dinheiro como o Ronaldo, o Figo, etc., para que esta recomende o banco X aos «papalvos». Nesta ordem de ideias, até o Carlos Cruz já serviu de figura de referência a um banco, salvo erro ao Pinto & Sotto Mayor. A besta gosta; se o Ronaldo põe dinheiro no BES é porque o BES é que é bom, o Ronaldo, sendo tão bom a jogar à bola não se vai deixar enganar pelos bancos, não é?

Mas a Caixa Geral de Depósitos, essa ainda é mais esperta que os outros bancos porque não paga a ninguém, serve-se da fraude do aquecimento global, em que quase toda a classe merdia acredita porque é matraqueada dia e noite nos merdia todos, televisivos, internéticos e jornaleiros, com a mesma treta que é repetida à exaustão até a besta ficar a saber de cor a lição: «O homem é mau, o homem polui, o homem queima muito combustível, liberta CO2, que é um gás de efeito de estufa, o efeito de estufa faz aquecer o planeta porque o calor do Sol entra e já não consegue sair, é como se toda a Terra estivesse coberta com um plástico, aquele plástico das estufas, sabem?» «Salvem o planeta!» O Homem que se lixe!

Ora, assim sendo, há que reduzir as emissões, para isso é preciso reduzir a população, todas as medidas que contribuam para a redução da população são bem-vindas, preservativos, abortos, eutanásia, criminalidade, televisão, políticos, bem, não me vou repetir porque é como andar a pregar no deserto…

SALVEM O PLANETA! MATEM O HOMEM!

 

Negociações climáticas!!! Ao que chegámos!
Henrique Sousa | 13/06/2009 | 11:52 am

alteraclima2

PUBLICO.PT – Desacordo sobre redução de emissões de CO2 bloqueia negociações climáticas

“A fasquia dos 25 aos 40 por cento tornou-se numa espécie de farol”, comentou Yvo de Boer, director do Secretariado da ONU para as Alterações Climáticas. “As pessoas estão a considerá-la uma forma de medir o sucesso de Copenhaga”.

A notícia que aqui se refere, bem espremida, diz o seguinte:

Manuel dos Anzóis, patrão das alterações climáticas na OMUS, acha que se deve reduzir as emissões de 40%, enquanto Joaquim dos Mentóis acha que é pouco e seria bom apontar para 60%. Nisto o João Pasquim diz que seriam suficientes 10%, enquanto a Laura Florinda acha que menos que 80% é um desaforo. O CO2 é um inimigo mortal que anda a estragar o clima, no tempo dos nossos avós que andavam de burro é que era bom, o clima era certinho que nem um relógio, sabia-se exacatamente o que ia acontecer no dia seguinte, nem sequer eram precisos os meteorologistas, vinha tudo no Borda d’Água que estava sempre actual, todos os anos era a mesma coisa…

Agora não, desde que começámos a emitir gases de estufa (acabem com as estufas, porra, faz algum sentido emitir gases só nas estufas?), que o clima deixou de ser o que era, estamos no Verão e pensamos que é Inverno e vice-versa. Ontem saí de manga curta e rapei um frio dos diabos, imagine-se. E estamos em Junho!!!! É o aquecimento global, estúpido!

Eu acho que devemos reduzir 100% na emissão dos gases de estufa. Carvão activado é uma solução, quem sabe? Mandem parar tudo, cada um que se desenrasque como puder. Aliás, não é o que já estão a fazer com o encerramento das fábricas poluidoras? Vide esta notícia do DN.

«Vão masé trabalhar pá estrada, putaria é o que está a dar, vejam só a Paris Hilton paga a peso de ouro pelo Cristiano Ronaldo!» Vem tudo nesse novo jornal da máfia de Leiria.

A foto que ilustra este post foi tirada durante uma campanha publicitária de promoção do mito das alterações climáticas. Alegadamente, os glaciares estão a derreter (todos os anos!). A temperatura é já tão amena que se pode tomar banho nu-no-gelo!!!!!

Besta é mesmo besta! :lol:

150.000 empregos?
Henrique Sousa | 15/04/2009 | 7:47 am

Sócrates vai cumprir a meta dos 150.000 desempregos (foi o que ele sempre disse, as pessoas é que percebiam o que queriam).

Vide notícias do desemprego aqui.

União europeia, aquecimento climático, crise, desemprego, tgv, política, campeonato de salto à vara, energia nuclear, aborto, tabagismo, filosofia gay e educação sexual, entre outras coisas
Henrique Sousa | 09/04/2009 | 7:22 pm

Novo discurso do Zé Socras
Henrique Sousa | 21/01/2009 | 5:53 pm

Caros eleitores:

O nosso governo é o melhor governo que Portugal já teve desde o 25 de Abril. Isto, apesar de termos sido eleitos com base nas promessas que vos fiz de não subir os impostos e de recuperar postos de trabalho, coisa que infelizmente ainda não fizemos por causa do défice que herdámos do PSD  e desconhecíamos e também porque para criar emprego é preciso em primeiro lugar acabar com os empregos que o Estado proporciona. Efectivamente, e em nome da diminuição do défice, fomos o governo que mais postos de trabalho da função pública destruiu, reduzindo o peso do sector público e proporcionando assim mão-de-obra muito mais barata aos empresários que irão, deste modo dar mais emprego aos cidadãos. Sim, são empregos de merda, eu sei, mas melhor que nada. Numa altura em que as fábricas fecham e mandam milhares de trabalhadores para a rua, trabalhadores a quem o Estado tem que pagar subsídios de desemprego, numa altura em que há cada vez mais reformados a quem temos que pagar as reformas, em que o número de pensionistas aumenta e o número de pessoas carenciadas que recebem subsídios de reinserção social ou o rendimento mínimo garantido, nós temos a responsabilidade de atender a todos, mas também pugnar por aqueles ideais que nos norteiam desde sempre:

- Aborto livre para que as pessoas miseráveis não fiquem ainda mais miseráveis e não possam trabalhar por terem de cuidar de filhos indesejáveis.

- Casamento entre pessoas do mesmo sexo (vulgo, casamento gay), de modo a que a questão dos filhos nem se ponha, a não ser que se trate de filhos adoptados que serão assim bem educados desde pequenos e possam mais tarde substituir-nos na governação deste país, se ainda houver país.

- Legalização da eutanásia, afim de que o Estado não se veja compelido a despesas supérfluas com os cuidados continuados de saúde que são, mesmo assim, um passo no sentido da introdução da eutanásia, basta que os cuidadores dos cuidados continuados não cuidem como deve ser daqueles que lhes são entregues (aliás, pela miséria que vão ganhar não podem ser muito zelosos).

- Lançamento de grandes obras que possam colocar Portugal na vanguarda dos países pobres em que mais dinheiro se gasta em obras megalómanas, assim uma espécie de Serra Leoa mascarada de Koweit para atrair turistas que apenas deixam por cá uns trocos porque são as agências estrangeiras que exploram o turismo em Portugal. Por isso é que precisamos de um TGV que nos ligue à Europa e de um aeroporto do tamanho do rectângulo, obras que serão pagas não por nós, mas pelos nossos filhos e netos, se os tivéssemos. Como não vamos mais ter filhos e netos, ou muito poucos, ninguém fica a dever a ninguém, os financiadores é que vão ficar a arder, eheheheh! Já viram a esperteza do Zé Socras?

- Etc.

Exceptuando estes nossos objectivos mais prioritários, como agora estamos em ano de eleições, todos aqueles cortes com os funcionários vão ser revistos em alta, essas bestas, desde que se lhes dê uma esmolinha, ficam logo todas derretidas e voltam a dar-nos o seu voto. Vamos começar por conquistar os militares, descongelando as promoções até à altura das eleições. Depois vamos conquistar os reformados e pensionistas porque eles são mais baratos de conquistar. Com a miséria que recebem, basta dar mais um euro a cada um (lembram-se da esmola do complemento solidário?) e eles fazem logo uma festa de arromba e votam em mim, ou não me chame Zé Socras.

O mais difícil vai ser recuperar os professores, eles estão muito ressabiados com a perseguição que lhes movi com a cadela Milu, mas nada de grave. Basta que lhes retire a avaliação do tipo chileno que nem os chilenos aceitaram e substituo por uma coisa do tipo faz-de-conta (como já era antes), e eles voltam a dar-me o voto. Sabem, eu preciso acabar a minha obra, a Manela Fernanda Leite diz que sou o coveiro de Portugal mas é tudo mentira? Inveja! Portugal está em coma, e vai morrer, sem dúvida. Se ela me acusasse de assassino de Portugal, vá que não vá… Mas vou deixar uma lápide que diz:

AQUI JAZ PORTUGAL DO ZÉ POVINHO*

MORTO POR ZÉ SOCRAS E ENTREGUE AOS ABUTRES

————–

*Zé Povinho viveu cerca de 1000 anos, apesar dos maus tratos que sempre sofreu nas mãos dos «tios» a quem sempre serviu, quer no jardim plantado à beira-mar, quer no vasto império que construíu e que desmoronou em 1975, após o que foi anexado à Europa dos ex-colonialistas que transformaram Portugal numa colónia de férias e pouco mais. O Zé Povinho não morreu, só a sua Pátria morreu. O Zé, na sua vocação universalista, emigrou para todos os cantos do mundo e viverá na diáspora como os judeus, até ao dia em que decidir regressar à sua Pátria, nem que tenha que expulsar os novos euroárabes que irão ocupá-lo como bons abutres sobre um cadáver.


A máfia age descaradamente em Portugal
Henrique Sousa | 15/01/2009 | 6:58 pm

ECONOMIA – PUBLICO.PT

O Governo aprova hoje no Conselho de Ministros o novo regime de dispensa de concurso público para obras até cinco milhões de euros, que o primeiro-ministro, José Sócrates, garante ter regras de “transparência suplementar”.

Sou engenheiro, já trabalhei como técnico em serviços do estado, sei como as obras públicas fazem enriquecer os corruptos com responsabilidades de decisão. Se, mesmo com tectos baixos havia corrupção, agora é que vai ser bonito. Mas como agora os valores são muito mais altos, haverá a tentação de «dividir os lucros» entre muito poucos, a pequena corrupção vai acabar e entramos na era da grande corrupção, dos mafiosos que irão competir desenfreadamente entre si, não sendo de excluir mortes e feridos. Isto se eles não delimitarem bem os terrenos de actuação, como me parece que tem sido a prática até hoje. Ele há pelo menos dois grandes grupos, como se sabe.

Crise salvadora
Henrique Sousa | 07/01/2009 | 7:57 am

Mentira! Podem inventar o que quiserem nos merdia, as causas transcendentes não existem. Existe uma única causa e essa chama-se ROUBALHEIRA DOS RICOS. Bancos que ano após ano apresentam lucros fabulosos e fazem lavagens de dinheiro e colocam dinheiro a salvo nas off-shores, grandes golpes nas bolsas, falências fraudulentas que arrastam outras falências. Depois há o famigerado crescimento, o consumo que tem que aumentar sempre e quando não aumenta dá-se mais crédito aos consumidores para que estes continuem a consumir e a economia não pare de crescer. Os mercados saturam com bens, há carros a mais, há casas a mais, há televisões e computadores a mais, o consumidor já não vai nessa de trocar de carro cada 5 anos quando o carro deve durar 20 pelo menos, trocar de computador todos os anos, atafulhar o guarda-roupa de merdas que só usa uma vez por ano, até porque atingiu o fundo do seu “plafond” de crédito, os ordenados encolheram, a globalização fez estragos no nosso “way of life”.

Depois vem um tal de Sócrates dizer que “ninguém”, mas mesmo “ninguém” poderia prever esta situação, nem mesmo o Professor Karamba. Abençoada crise que veio salvar a Ditadura Socrática. Vamos todos votar para dar a maioria absoluta ao partido do mentiroso compulsivo.


Há cerca de 100 anos
Henrique Sousa | 25/11/2008 | 9:14 am

Porque é que este povo é tão conspicuamente pobre? Porque é que as estradas são tão abomináveis que mesmo entre este meu próspero e agradável idílio do Estoril e a cidade de Lisboa, a doze milhas de distância, uma viagem de automóvel é uma aventura perigosa? Porque é que as minhas cartas e telegramas ficam a apodrecer nos correios de Lisboa e porque é que toda a gente diz que as coisas vão de mal a pior e espera remédios tão violentos como uma ditadura? Em nenhum outra parte da Europa o enigma do declínio europeu se coloca de uma maneira tão crua como aqui neste lugar de sol ventoso, cores alegres e beleza naturais.

De Rerum Natura: H. G. WELLS E PORTUGAL.

Better place? Or better business?
Henrique Sousa | 18/11/2008 | 10:16 pm

O nosso guia!
Henrique Sousa | 21/10/2008 | 9:45 pm

Viva Sócrates!

Um hipotético carro eléctrico
Henrique Sousa | 21/10/2008 | 7:37 pm

Após um período de pesquisa que já se pode considerar razoável, chego à seguinte proposta para a «filosofia» de um VTE (veículo de tracção eléctrica) com chance de se impor no mercado:

O fabricante do VTE (veículo de tracção eléctrica) deve produzir um veículo que, do ponto de vista electromecânico seja o mais perfeito possível, sem encarecer demasiado o veículo. À partida, a tracção deve ser feita usando um motor por cada roda, já que é melhor e não encarece o fabrico. Motores embebidos nas rodas podem ser mais susceptíveis a avarias, para além de exigirem fabrico especial e consequente encarecimento. Motores de 5 a 15 kW por roda num veículo de 4 rodas, proporcionariam potências totais semelhantes às de várias gamas corrrentes de VCIs (veículos de combustão interna). As velocidades máximas também devem ser equivalentes às dos VCIs, conforme a gama.

A travagem regenerativa, aproveitamento de energia de travagem, deve ser possível no VTE, embora haja que prever que nem todas as baterias permitem boas recuperações. Mas o VTE disporá de um computador que adapta o funcionamento do veículo e o seu modo de travagem ao tipo de bateria em uso. A utilização de um pack de ultracondensadores, exclusivamente para a travagem, é de considerar.

Integração de painel fotovoltaico no VTE? Por um lado um painel de 100 W poderia zelar por compensar as perdas das baterias, mas encarece o veículo e, se colocado no tejadilho, pode ser danificado por objectos que com ele colidam, tais como pedras e areias. Desaconselha-se.

Equipamentos eléctricos complementares do VTE, faróis, ar condicionado, vidros eléctricos, rádios, etc. deverão ser de baixo consumo para não prejudicar a autonomia do veículo.

Um VTE deve poder usar qualquer tipo de bateria comercial, não devendo fixar-se num certo tipo. Isto quer dizer que o fabricante do veículo não deve fornecer dados fixos sobre autonomias nem velocidades nem acelerações, quando muito apenas em função das baterias usadas.

Os fabricantes de veículos e baterias terão que normalizar espaços para as baterias e os tamanhos e formas das mesmas de modo que um VTE possa usar baterias de iões de Lítio, ou Zebra ou ácidas ou alcalinas, etc.

O VTE deve levar dois «packs» de baterias e utilizar um de cada vez. Quando um estiver vazio ou com carga mínima, muda-se para o outro, podendo o pack descarregado ser trocado na estação de serviço quando o segundo já estiver com carga pela metade ou menos. Alternativamente, o pack descarregado pode ser posto à carga em casa, quando possível (o que se supõe ser mais económico do que a troca).

O design, o conforto e a segurança do VTE não devem ser sacrificados em comparação ao VCI. Pelo contrário, se for fácil introduzir melhorias (tais como a tracção às quatro rodas), elas devem ser introduzidas. Uma das características do VTE é ser silencioso. Isto pode constituir perigo para os peões que não o ouvem aproximar-se. Deverão, por isso, ter um dispositivo que produza um som identificável sem ser poluente sonoro.

Como se depreende das ideias expostas, deve separar-se o VTE da sua bateria. O VTE é da responsabilidade do fabricante do VTE e a bateria é da responsabilidade do serviço de abastecimento/fabricantes de baterias. Os fabricantes de VTEs têm pecado ao quererem dar ao cliente tudo já feito e pensado para que ele não tenha dificuldades. A THINK até prevê fazer contratos de 200 euros por mês com os clientes para garantir as baterias!!! Os fabricantes de baterias e os fornecedores do cliente é que devem tentar resolver esse problema, libertando o fabricante do VTE, que apenas deve fazer o seu veículo preparado para qualquer tipo de bateria, mediante software apropriado, provavelmente a ser ainda desenvolvido.

Uma última palavra sobre as baterias. Essa febre do bom rendimento das baterias não se justifica muito porque o VTE, sendo pelo menos 3 vezes mais económico que o VCI, oferece margem para se aceitar as perdas por autodescarga das baterias e pelo rendimento carga/descarga. Não vejo com bons olhos as baterias de Lítio porque duram muito pouco tempo. Acho que a velha bateria de Níquel-Ferro de Edison, eventualmente melhorada, podia constituir uma solução robusta. Ou mesmo as baterias de chumbo, uma vez que, sendo já usuais, poderiam resultar mais económicas. Ou a pilha militar de alumínio-ar de que já falei aqui no blog e que mostrei não ser difícil fabricar. Mas esta pilha só pode ser trocada, a energia armazenada está no próprio Alumínio que é oxidado na descarga. Haveria que estudar a economia do sistema.

E o preço? O mais baixo possível, claro. Porém, os custos de desenvolvimento ainda teriam que ser pagos pelos primeiros compradores, é de supor que os primeiros VTEs sejam mais caros que os VCIs. Mas não há, tecnologicamente falando, razão para que o VTE seja fundamentalmente mais caro, antes pelo contrário.

Em resumo, um hipotético carro eléctrico segundo a «filosofia» aqui exposta, parece-me que teria muitas hipóteses de vingar.

Carro eléctrico. Valerá a pena?
Henrique Sousa | 20/10/2008 | 8:13 pm

É um tema que me tem ocupado bastante ultimamente, saber até que ponto o carro eléctrico pode ou deve substituir o carro de motor de combustão interna. Vamos a contas, para melhor perceber a coisa.

Um pequeno carro VCI (veículo de combustão interna) a gasolina consome cerca de 8 litros aos 100 km. Com a gasolina a 1,35 euros, fica o transporte a cerca de 0,11 €/km.

Um carro equivalente mas VTE (veículo de tracção eléctrica), consome até 20 kWh/100 km. Com o kWh a 17 cêntimos (já com as alcavalas das taxas), fica-me o km a cerca de 0,035 €, 3 vezes menos que o VCI.

E não me interessa saber qual é que tem melhor rendimento energético. Sim, os detractores do VTE costumam argumentar que a electricidade é produzida nas centrais com um rendimento de 40% e que pode gastar mais energia primária, etc. e tal. Mas o consumidor está-se nas tintas para o rendimento e/ou para o CO2. O que interessa é o peso da carteira e, nesse aspecto, o VTE, ao preço actual da electricidade e da gasolina, é muito mais económico.

Resta saber se não nos farão pagar a vantagem do VTE com um investimento muito superior. De facto, se o VTE estiver em vantagem, o seu preço vai ser muito superior ao que podia custar ou fará baixar o preço dos outros carros.

O mais certo é, se o VTE compensar, o governo arranjar uma taxa sobre o VTE e o preço do kWh eléctrico subir. O que significa que todos vão pagar pelos que tiverem VTEs, geralmente os tios que podem comprá-los logo que eles saiam para o mercado.

Mas o que esta comparação que faço revela é que, mesmo com a electricidade a um preço exagerado, constata-se que a gasolina está 3 vezes mais cara do que o mercado ditaria se tivéssemos a alternativa do VTE à mão. E temos?

Haverá ainda salvação para bestas destas?
Henrique Sousa | 17/10/2008 | 12:04 pm

Ao ler este relato, fiquei estarrecido com várias passagens, mas esta então…!!! :

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.

Às vezes chego a pensar que as bestas merecem a sua sorte malvada!

Haverá aqui violação de direitos de autor?
Henrique Sousa | 16/10/2008 | 12:15 pm

Este video mostra uma ideia artesanal que não se sabe se foi a centelha que deu origem a ESTA INDÚSTRIA.



Autosil
Henrique Sousa | 11/10/2008 | 3:21 pm


A Economia apoiada pela mentira
Henrique Sousa | 11/10/2008 | 9:58 am

ECONOMIA – PUBLICO.PT

Sobre as declarações do primeiro-ministro sobre os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem no debate quinzenal no Parlamento, João salgueiro deu razão a José Sócrates. “Em certa medida tem razão porque há casos piores. Ninguém pode ficar contente a não crescer, mas é melhor do que estar a diminuir”, sublinhou.

Pois, a acreditar no Sr. Sócrates vamos bem, ele é o mesmo que quando abre a boca ou mente ou sai asneira, até conseguiu fazer-se passar por engenheiro.

Fontes de energia gratuitas
Henrique Sousa | 08/10/2008 | 11:27 am

Quando se pretende aproveitar uma fonte de energia gratuita (vento, sol, mar, etc.) para produzir energia eléctrica, faz-se um certo investimento. Em termos puramente económicos, o investimento compensa se o preço do kWh produzido por essa via for mais barato que o que se consegue através de combustíveis que têm um preço por quantidade. Neste último tipo de aproveitamento, o preço do combustível entra na feitura do preço do kWh mas tem um valor mínimo equivalente ao preço nulo do combustível. O investimento em energias «gratuitas» é muito superior ao das energias «pagas», pelo que o preço do kWh é superior ao que corresponde ao preço mínimo do combustível. Vamos dar um exemplo concreto: um painel fotovoltaico de 90 W custa-me por exemplo 700 euros. Trabalhando 2000 h em média por ano e durando 20 anos, dá-me um preço de cerca de 20 cêntimos por kWh. Este preço é fixo e só depende do investimento e vida útil dos painéis (supõe-se que o número de horas de sol por ano seja constante). Se eu optar por um gerador a gasolina, o preço do kWh irá depender do investimento (baixo) e do preço da gasolina. Nós pagamos cerca de 17 cêntimos à EDP (incluindo tudo, taxa audiovisual, IVA, etc.) pelo kWh e estamos a pagar os investimentos e o combustível usado.

Estou a falar do fotovoltaico!!! Se fosse do vento, as contas seriam ainda mais favoráveis. E a produção caseira de energia a partir de combustíveis? Talvez ainda melhor, há pequenos geradores a gasolina à venda desde cerca de 80 euros/600W que devem aguentar umas 3000 h e nos poderão fornecer o kWh a 5-6 cêntimos, mesmo ao preço a que está a gasolina. Não percebo o elevado preço do kWh que pagamos à EDP. Ou aliás, percebo. Mas estou a pensar deixar de ser besta. Se calhar, com um investimento de 1000 a 2000 euros, fico independente dos gajos.

Pilha de Alumínio-Ar
Henrique Sousa | 02/10/2008 | 4:44 pm

Aluminium battery – Wikipedia, the free encyclopedia

The Al/air battery system can generate enough energy and power for driving ranges and acceleration similar to gasoline powered cars…the cost of aluminum as an anode can be as low as US$ 1.1/kg as long as the reaction product is recycled. The total fuel efficiency during the cycle process in Al/air electric vehicles (EVs) can be 15% (present stage) or 20% (projected) comparable to that of internal combustion engine vehicles (ICEs) (13%). The design battery energy density is 1300 Wh/kg (present) or 2000 Wh/kg (projected). The cost of battery system chosen to evaluate is US$ 30/kW (present) or US$ 29/kW (projected). Al/air EVs life-cycle analysis was conducted and compared to lead/acid and nickel metal hydride (NiMH) EVs. Only the Al/air EVs can be projected to have a travel range comparable to ICEs. From this analysis, Al/air EVs are the most promising candidates compared to ICEs in terms of travel range, purchase price, fuel cost, and life-cycle cost.

A pilha de Alumínio-Ar é uma das melhores pilhas em termos de densidade de energia e permitiria a realização de carros eléctricos com um alcance de 5 a 10 vezes superior aos actuais carros com baterias ácidas ou alcalinas. Não se trata de uma pilha recarregável no sentido comum, mas pode ser refeita por simples reposição do alumínio que se vai consumindo e originando alumina (óxido de alumínio). A alumina pode ser reciclada por processo que consome energia eléctrica, isto é, o alumínio puro é um combustível e é da sua «combustão» que resulta a libertação de energia. A pilha de Alumínio-Ar(Oxigénio) pode assim considerar-se uma pilha de combustível. Apesar de hoje ela apenas ser usada para fins militares, a tecnologia envolvida é simples e pode mesmo ser reproduzida em casa, como mostro nos seguintes filmes:

O veículo eléctrico na Europa
Henrique Sousa | 30/09/2008 | 10:59 am

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1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
Austria 440 480 520 500 460 460 485 520 540
Belgium 60 60 120 130 145 145 153 155 165
Denmark 300 330 298 305 320 320 320 354 360
Finland 120 130 150 148 130 130 138 160 166
France 2160 2887 4248 5608 6835 7592 7721 7985 8298
Germany 2000 2200 2250 2275 2300 2300 2300 2300 2340
Greece 44 74 44 62
Italy 850 950 1100 1150 1879 5750 6215 6254 6352
Netherlands 60 70 85 98 110 110 110 135 142
Monaco 75 75 83 92 105
Norway 100 135 178 300 300 773 801 845 892
Poland 54 68
Portugal 35 35 68 75
Spain 135 149 178 178 178 178 254 178 185
Sweden 300 400 420 500 520 520 652 541 587
Switzerland 2100 2500 3173 3447 3580 2100 2251 2251 2483
United Kingdom 100 100 250 320 280 280 280 280 280
Total 8725 10391 12970 14959 17112 20812 21872 22216 25104

Fonte : Avere

Curiosidades: Esta tabela mostra que o número de veículos puramente eléctricos só tem aumentado em França, na Itália, na Suécia e na Noruega. Em Portugal apenas em 2001 (algum projecto da UE) se registaram os primeiros veículos eléctricos, sem expressão alguma.


Petróleo regressa aos preços normais?
Henrique Sousa | 16/09/2008 | 1:52 pm

Vide aqui. Repare-se que passando o rato sobre 1q, 1y e 5y se pode ver a evolução do preço em 1 quartal, 1 ano e 5 anos respectivamente. Sobressai que a subida se deu apenas nos últimos 5 anos, já se atingiu o pico e agora está em queda vertiginosa. O petróleo vai regressar ao seu valor natural…

Portugal está a chegar ao fim da sua História?
Henrique Sousa | 13/09/2008 | 8:12 am

Pigs in the muck (2) « perspectivas

Quando um colunista inglês do Financial Times escreveu um artigo com o título “PIGS in the Muck” (porcos na pocilga), há quem tenha ficado ofendido com o escriba, mas as “damas ofendidas” não perceberam que é esse o estatuto que a União Europeia do Directório (desde o início) criou para alguns países ― nomeadamente para Portugal;

A pergunta em título alude a um artigo de Vasco Pulido Valente que poderá ler clicando na imagem a seguir. O artigo de Orlando Braga é muito mais elucidativo e mostra a razão do descalabro. Mas o artigo de VPV é do VPV e, como tal, tem mais audiência. Tanta que o artigo circula por email. Mas não deixa de ter razão. E, assim, parece que estamos condenados à escravatura e este abaixo-assinado de pouco serve.

Considerando (1)
Henrique Sousa | 03/09/2008 | 9:20 am

Lá atrás falei-vos de engenharia demográfica, e só não falei mais porque, tendo levado logo o argumento do tanque de água ao fundo, seria escusado continuar a malhar em ferro frio.

No entanto, e considerando que não ficou claro que o argumento do aumento descontrolado da população não é responsável pelas misérias humanas, vamos ver então porque é que as sociedades humanas caminham para becos sem saída, melhor dizendo, que desembocam sempre em tragédias, guerras, fome, destruição, recomeçando tudo de novo (depois da tempestade vem a bonança), enterra-se os mortos, esquece-se as mazelas, erige-se estátuas aos mártires (idiotas) que tombaram na luta por um mundo melhor, isto é, àqueles que não faziam cá falta alguma, antes pelo contrário, tipo Che Guevaras e outros. Tenho uma enorme admiração por crápulas como Pinochet, Hitler, Pol Pot e outros que simplesmente metiam os excedentários em campos de futebol ou de concentração e matavam-nos ali mesmo sem contemplação, nem qualquer justificação elaborada. Bastava uma simples acusação de natureza étnica, religiosa ou ideológica para acabar com os excluídos, aqueles que não cabem no esquema de sobrevivência social sem prejudicar gravemente os outros que pretendem ter muito mais que a sua conta. Mas devo também homenagem aos ideólogos desta nossa sociedade porque esta ideologia visa também a eliminação dos excedentários mas por métodos científicos que merecem o apoio das próprias vítimas.

- Porque é que isso se torna imperioso? – perguntar-se-ão os leitores.

Uma sociedade primeva em que todos tivessem o seu lugar, onde reinasse a concórdia entre os seus poucos membros, e que, com o andar do tempo, passa naturalmente a ter mais gente mas mantendo a proporção de jovens, adultos e velhos, pode ser decomposta em partes iguais à sociedade primitiva, permanecendo a funcionar tão bem como aquela. E não funciona porquê? Porque viver no meio de uma multidão não é o mesmo que viver em pequenas sociedades. Porque, como dizia Eça de Queirós, em A cidade e as Serras, «O Homem pensa ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria.»

E é na cidade que aparecem os excedentários, é nas cidades que se geram os guetos e os ódios e a convicção de que o mundo é estreito, que não há espaço para tanta gente, há que arranjar uma forma de mandar essa gente para a fogueira: ou porque são pretos, ou porque são jovens em risco (sem alternativas), hereges, ou por isto ou por aquilo. Jamais os outros concidadãos reconhecerão que têm culpas no cartório, que fizeram, por exemplo, filhos fora de casa e não quiseram saber deles, preferiram que fossem parar à rua ou, com alguma sorte, à Casa Pia. Jamais os governos admitirão que deixaram entrar gente de fora que vinha na mira de um Eldorado nas grandes cidades mas acaba na maior das misérias, a moral, e envereda pelo crime, tanto mais que são ilustres desconhecidos. Honra seja feita aos indianos e chineses, de que não se ouve falar, o que não quer dizer nada porque os merdia só dizem o que convém. Fica-se com a ideia que os «perturbadores» são só os brasileiros, pretos, ciganos e, já menos, os de Leste.

E os nossos jovens desempregados? O que fazer com eles? Alguns deles podem ser mandados para as várias guerras a que os nossos aliados nos obrigam. E é vê-los todos contentes, de óculos escuros e fardas todas catitas, e todos cheios de importância, a embarcar nos aviões, deixando mulheres e filhos entregues a si mesmos e que os esperam com o credo na boca: «que acabe depressa essa maldita comissão que vai, contudo, permitir juntar uns cobres para comprar uma casita». E esses são os sortudos que apanham por vezes com radiações no Kosovo, ou alguma mina no Afeganistão! Os restantes jovens…, bem, alguns podem candidatar-se também a seguranças e bombeiros, há que canalizar essas energias para fins pacíficos, mais vale ser segurança do que bandido. Não nos esqueçamos que os jovens têm também grandes empregos nos call centers e nos super-mercados, só não trabalha quem não quer, todos os outros são malandros e tornam-se drogados, ou dedicam-se a negócios ilícitos, tornam-se bandidos… o que nem é mau porque também são necessários bandidos para dar emprego aos que se dedicam à segurança, aos advogados, aos juízes, etc.. O que seria dos médicos, por exemplo, sem doentes? Uma sociedade em que seguranças, bombeiros, sanitaristas, juristas e, à falta de melhor, educadores, são as profissões mais cobiçadas, tem que haver bandidos, incendiários, doentes, trafulhas, pedófilos e ignorantes em quantidades suficientes para suprir os profissionais. Pelos vistos, e como o desemprego já atinge estes grupos profissionais, principalmente o dos professores, há que tomar medidas para que o número de doentes, bandidos e ignorantes não diminua. Há que fazer render o peixe, e os profissionais têm consciência disso.

Portanto, e como vêem, está tudo muito bem organizado na nossa sociedade, todos ocupam os seus lugares como as peças de uma máquina perfeita, funcionando às mil maravilhas.

Concurso de Poesia 2008
Henrique Sousa | 26/08/2008 | 9:56 am

A todos os participantes no concurso levado a cabo no site «Ora, vejamos…», os meus parabéns na qualidade de simples blogueiro. O concurso, patrocinado por Otília Martel, uma anónima, Artur Amieiro e eu próprio, teve como jurados Heloisa B. P., Firmino Mendes e Ana Rita Magalhães. Os 69 concorrentes foram classificados numa escala de 0 a 100 pontos, a classificação mínima foi de 13 pontos e a máxima de 79. Os poemas foram reunidos num livro editado através da Lulu.com, em cuja contracapa se vê este resumo:

A concorrente mais nova foi Catarina Norte de 9 anos de idade e a mais velha Maria Teodora Oliveira de 83 anos (salvo erro). Ambas estiveram no almoço-encontro-convívio do dia 23 de Agosto no restaurante A GRELHA em Leiria. Há momentos que pagam os dissabores da vida, este encontro foi um deles. É pena não se poder juntar toda a gente, alguns é quase impossível por causa da distância, outros por razões ponderosas.

Nota final: Já me ia esquecendo, este concurso foi um exemplo de tolerância ortográfica. Português de Portugal em Português de Portugal, e Português do Brasil em Português do Brazil. Viva a poesia!

Vigiando (7)
Henrique Sousa | 21/08/2008 | 1:45 pm

Estou deveras impaciente com a lentidão do processo de instalação de segurança e video-vigilância em Portugal. Lembro-me que já nos anos 80-90 um dos negócios que estava a dar era o negócio dos “seguranças”. Um dos primeiros serviços de segurança privados a surgir em Portugal, e lembro-me ainda da cara de desconfiança com que a besta olhava para eles, foi a Securitas. A besta estava habituada à figura do polícia da esquina que, no tempo da ditadura salazarista, dava à besta uma sensação mista de segurança e de estado policial. Mas havia inegavelmente segurança, a arraia miúda não se atrevia a faltar ao respeito a uma dama por exemplo, o trolha pendurado no andaime não assobiava a uma mulher que não trouxesse avental. Respeitinho é muito bonito, fica bem e as gentes gostavam… Mas quando, apesar da segurança, havia uma ou outra situação de falta de respeito ou de furto a alguma loja, era ver as pessoas saírem à rua a gritar: «Ó da guarda! Ó da guarda!». E o polícia da esquina desatava a correr atrás do meliante que, na maioria das vezes, era apanhado e castigado.

Hoje, se alguém se puser a gritar «ó da guarda, ó da guarda» as bestas vão pensar que foi o Presidente da Câmara da Guarda que passou, e é vê-las a sacar dos telemóveis para chamar… a Securitas, a ASAE, a ASNAE, a PJP, a PPJ , PJJ, JPP, Bombeiros, INEM? Terá sido delito alimentar, económico, criminal, ambiental, civil, militar, tributário, petrolífero, bancário, segurífero, droga, sequestro, etc.? É claro que, havendo tantos tipos de delito, isto da segurança torna-se uma «coisa complexa» e não são as forças de segurança clássicas que vão conseguir resolver o problema de segurança do nosso país. Ainda bem, mais um campo que se pode abrir à iniciativa privada, que assim poderá vender diversos serviços de segurança ao estado e não só, também os pode vender aos privados… desde que o estado não a proporcione, claro. Acabe-se com o estado-polícia, porra!

Torna-se difícil convencer as bestas que a segurança privada é melhor que a estatal, ainda andam imbuídas daquelas ideias salazaristas de que é ao estado que compete dar segurança às pessoas, e não só, educação e saúde também, etc.! Mas aos poucos as bestas terão que se habituar que o estado já nada consegue gerir nem Polícia, nem Ensino, nem Saúde, nem nada. O estado é, cada vez mais, um feudo dos políticos, que o colocam ao serviço dos interesses privados. Sacar dinheiro aos contribuintes e distribuí-lo pelos muitos negócios privados que vivem à custa do estado, essa é a verdadeira função do estado, melhor dizendo, dos estadistas.

Porquê? Porque a iniciativa privada produtiva, aquela que devia criar verdadeira riqueza já não existe. Agricultura, pescas, têxteis, construção naval, electromecânica, vidro, tudo morreu ou agoniza dolorosamente. Só sobraram os chulos do estado, os que lhe vendem serviços que competem ao próprio estado. Certas e determinadas empresas de construção civil sobrevivem também à custa das obras do estado ou de empresas privadas criadas pelo estado. Estradas, caminhos de ferro, barragens, obras públicas, umas necessárias e desejáveis, mas outras nem tanto. Surgem assim os elefantes brancos, alguns impostos de fora como é o caso dos TGVs e das Otas. Em Beja, por exemplo, inaugura-se dentro de dias um aeroporto que não tem ainda quaisquer vôos previstos, muito menos contratados.

A construção civil é um negócio que dá muito dinheiro porque, ao contrário das empresas que fazem um investimento considerável em bens fixos para poderem laborar, a construção civil é elástica: se há trabalho, contrata-se gente, muita gente para «aquela obra» e através de empresas que vendem mão-de-obra a recibo verde. Se não há trabalho, paciência, despede-se o pessoal que volta ao seu emprego de «freelancer» ou vai de férias para a … Ucrânia?

Mas eu estava a falar de quê, afinal? De segurança! De segurança no emprego? Bem, para haver segurança no emprego era preciso instalar a video-vigilância nos gabinetes dos políticos, onde a insegurança é fabricada porque é lá que grassa a corrupção, tantas vezes disfarçada de dinamismo no lançamento de obras que dão muito dinheiro a alguns em pouco tempo, e deixam o país cada vez mais… POBRE! Sócrates tinha razão quando alegadamente cometeu aquele lapso.

E termino com uma frase à Sócrates:

- «E queria também deixar-vos uma palavra de (des)confiança… em relação à (in)segurança. Por um país mais tecnológico, por um país mais simplex, mas também por um país mais POBRE!».


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