
O carro que vai ser imposto pelo eco-fascismo
Tenho-me fartado de falar aqui no blogue sobre aspectos mais ou menos técnicos do veículo eléctrico e acredito que esse tipo de transporte poderá um dia ter o seu nicho de mercado, ao lado dos outros. Eu próprio gostaria de poder um dia dispor de um veículo totalmente eléctrico pelas vantagens que lhe antevejo como a ausência de fumos, de ruído, de manutenção, entre outras. Reconheço, porém, que o grande problema do veículo eléctrico ainda está por resolver, o armazenamento da energia eléctrica. A solução que anda a ser vendida nos merdia é a das baterias de iões de lítio, em relação às quais ponho sérias reservas. Mas não é sobre isso que pretendo falar hoje.
As notícias que têm vindo a lume acerca do esquema do carro eléctrico que anda a ser montado com o «patrocínio» da Renault e da Nissan e na qual a EDP também anda já metida, é um esquema diabólico que visa impor o carro eléctrico como solução única no futuro.
Trata-se de um esquema concebido por um freelancer, um tal de Shai Agassi, israelita, esquema esse conhecido pelo nome de guerra «Better Place». Em que consiste esse esquema? Transformar o transporte numa mina semelhante à dos telemóveis, em que o utente paga por km andado tal como nos telemóveis se paga por segundo de conversação. Haveria, segundo o Sr. Shai, uma firma a quem pertenceriam as baterias dos carros e o utente, ao se abastecer, pagaria pelos quilómetros andados. Teria possivelmente um contrato de fidelização e deverão ser tomadas medidas para que apenas um tipo de bateria possa vir a ser usado nos veículos. O esquema conta com a colaboração da Renault e da Nissan e dos governos que são «comprados» para se implementar este esquema diabólico. Já foram, ao que parece, «comprados» alguns governos como parceiros para que estes apoiem com subsídios, isto é, dinheiro dos contribuintes, a compra dos carros à Renault e Nissan, bem como a construção dos postos de abastecimento que depois serão entregues aos conluios, digo, consórcios que se venham a implantar para o efeito.
Antevejo que os eco-fascistas se encarregarão de formatar os merdia, apoiando o carro eléctrico que será vendido como uma solução altamente ecológica e possivelmente a única solução no futuro, vindo ainda a ser proibidas depois, e mais ou menos rapidamente, todas as outras tecnologias. Está-se mesmo a ver que assim será, pois pelo andar da carruagem…