Posts tagged ‘Campanha negra’

É hora de votar, Robô!
Henrique Sousa | 29/08/2009 | 1:20 pm

empregoO quadro abaixo foi feito com o auxílio desta ferramenta e resume a minha posição em relação aos principais partidos. Se eu valorizasse de igual modo os items deste inquérito, votaria PCP. Isso, se eu optasse por considerar apenas os grandes partidos. De facto, pela mesma ordem de ideias e se optasse por incluir os pequenos partidos, votaria PNR, PND ou MPT, partidos em que consigo melhor pontuação do que em relação ao PCP. Se eu considerar a questão europeia como pouco importante nestas eleições, já votaria PSD.

Partidos BE PCP PS PSD CDS
Estado Providência 65% 65% 45% 60% 50%
Finanças e impostos 60% 60% 80% 85% 75%
Economia 70% 70% 50% 60% 50%
Estilos de vida e Ética 40% 45% 50% 80% 70%
Sociedade e Ambiente 25% 50% 38% 69% 69%
Integração Europeia 56% 88% 0% 0% 25%
Geral 49% 63% 44% 60% 45%


Mas a dita ferramenta pode ser perigosa se usada de forma leviana, sem ter em consideração os pormenores e a atribuição de pesos aos diferentes items,  da responsabilidade de cada um de nós.

Se as pessoas confiarem na posição de proximidade dada pelo gráfico ou pelas médias, vão votar influenciadas por um ROBÔ, programado para lhes retirar a liberdade de pensar.

Não se deixem robotizar!

Sondagens absurdas
Henrique Sousa | 28/08/2009 | 2:26 pm

cornetoNo próximo dia 27 de Setembro vamos a votos para a Assembleia da República. Já saíram as listas aqui, segundo soube por uma ligação no Facebook.

Todos sabemos que a maioria que governou não governou com a maioria dos votos, apenas a maioria dos votos considerados válidos o que dá qualquer coisa entre 20 e 30 por cento dos eleitores, salvo erro.

É um escândalo que as maiorias assim eleitas (sem maioria de votos) se sintam legitimadas e governem em regime de ditadura porque impõem a disciplina de voto (os bandalhos dos deputados acatam para garantir o «tacho») e um partido passe a funcionar como se de uma pessoa só se tratasse, isto é, a democracia vira ditadura.

Eu aderi, por isso, ao Movimento da Democracia Directa, para que se avance para um sistema de democracia onde a maioria possa expressar-se, e sem a «pressão existencial» a que estão sujeitos os deputados, aqueles que legitimam a pseudo-democracia «para-lamentar» e para andarem de barriga cheia enquanto o povo come merda (desculpem este neologismo fernandino).

Não existe, no actual leque de partidos, nenhum que pelas suas intenções (nestas acredito cada vez menos) e actos tenha a minha total adesão, mas estou a ponderar fazer uma escolha útil que impeça as maiorias. Mas há sempre as hipóteses de coligações, e a situação não é muito diferente dos governos de maioria, embora mais aceitável.

Recebi, por email, esta Bússola Eleitoral para nos situarmos, mas ela cheira-me a trafulhice do PS. Se for, toca a denunciar! Seria o cúmulo da manipulação, seria mesmo criminoso! Também houve uma coisas destas a circular nas eleições para o Parlamento Europeu e nessa altura parecia séria.

PS (salvo seja!) – Não se deixe enganar pelos políticos! Veja como eles fazem os discursos aqui.

Vai rebentar uma bomba atómica em Portugal!
Henrique Sousa | 21/06/2009 | 8:16 pm

A polícia vai poder colocar computadores sob “escuta”, sem autorização de um juiz, sempre que estiver em causa o combate à cibercriminalidade, sendo que hoje ninguém é punido por propagar vírus em sistemas informáticos vitais de bancos, de organismos militares ou governamentais. A nova proposta de lei para o cibercrime deverá ser brevemente aprovada em Conselho de Ministros.

Segundo o documento, a que o DN teve acesso, os órgãos de polícia criminal (GNR, PSP, PJ ou SEF), sem prévia autorização de um juiz, vão poder interceptar qualquer sistema informático, acedendo directamente aos dados de tráfego e aos conteúdos das comunicações suspeitas. Além disso, os fornecedores de serviços vão ser obrigados a guardar e a ceder às autoridades os dados em investigação, devendo ainda facilitar o acesso ao sistema informático onde eles estejam armazenados. Quem difundir vírus arrisca 10 anos de cadeia. Até agora não havia sequer punição para este tipo de crime.

O articulado desta proposta incluiu a transposição para a lei interna da decisão-quadro de 2005, da União Europeia, relativa a ataques contra sistemas de informação, tendo também em conta a Convenção sobre o Cibercrime do Conselho da Europa assinada por Portugal em 2001.

Para o especialista em crimes informáticos, Manuel Rocha Lopes, advogado, o objectivo do diploma “é tornar claras as regras de investigação em volta do cibercrime” (ver caixa ao lado). “No actual quadro normativo havia dúvidas se a autoridade judiciária poderia autorizar a intercepção das comunicações electrónicas”, explicou.

O projecto já está terminado e abre portas para que todas as polícias possam colocar sob “escuta” qualquer sistema informático, desde que sobre eles caiam suspeitas da prática de crimes. Os investigadores vão poder interceptar e registar os dados de tráfego, incluindo o conteúdo das comunicações. E poderão fazê-lo sem prévia autorização de um juiz, dando conhecimento só a posteriori.

Esta intrusão policial nos computadores, através de dispositivos electromagnéticos, acústicos, mecânicos, ou outros, será feita com a mediação dos fornecedores de serviços, os quais vão ser obrigados a colaborar. Além de fornecer os dados solicitados, deverão também revelar a identidade, a morada e o número de telefone do assinante sob suspeita. E, se necessário, terão de permitir o acesso dos polícias ao sistema informático onde os dados em investigação estejam armazenados.

via Polícia vai espiar internet dos criminosos sem mandado – Portugal – DN.

Carros topo de Jaime, digo, Gama
Henrique Sousa | 30/04/2009 | 9:02 pm

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