Posts tagged ‘Aumento do Desemprego’

Diálogos vacais na Alemanha
Henrique Sousa | 06/03/2009 | 11:01 am

Qavaca, na recente visita à Alemanha, encontra-se com a Vacamerkel:

- Bom dia! Eu queria salvar a vaca Qimonda.

- Também eu!

- Faça alguma coisa, então!

- Não posso! Acabou-se o tempo das vacas gordas! Sobraram apenas umas qavacas!

- Mas afinal Qimonda aqui?

- Niemonda! Isto é, o mercado é Qimonda!

- Mas que pouca-vergonha! Isto é mesmo uma vacaria completa! E as vacas entravam todas, umas atrás das outras…

- Chega! Agora, se faz favor, Qavaca, simonda daqui para fora!

Mentiroso compulsivo
Henrique Sousa | 28/02/2009 | 6:09 pm

PUBLICO.PT – Sócrates pede nova maioria absoluta e estabelece desemprego como primeira prioridade

Feita a justificação política, José Sócrates definiu prioridades. O combate ao desemprego primeiro: “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para defender o emprego”, repetiu.

Os portugueses que se deixarem enganar uma vez mais com promessas de emprego, que não se queixem depois!!!

É preciso ser-se um grandessíssimo cara-de-pau e muito filho-da-puta para tornar a desenterrar as promessas de emprego, depois que, além de não as cumprir neste mandato, ainda se serve do aumento do desemprego que ele próprio provocou para tentar recriar esperanças em gente já destituída de dignidade porque a fome corrompe a maioria e a luxúria corrompe alguns.

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Actualização:

Mil perdões a Sócrates. O «desemprego como primeira prioridade» está muito certo.

Uma campanha muito original, sim senhor!
Henrique Sousa | 15/02/2009 | 11:08 am

PUBLICO.PT

PS – A Força da Mudança


Não, eu não quero com isso dizer que o Sócrates é parvo, antes pelo contrário. É o chico-mais-esperto que já tivemos no poder, neste faz-de-conta-que-é-uma-democracia. Aliás, entrámos definitivamente na era do faz-de-conta, desde o diz-que-é-uma-espécie-de-engenheiro ao Fripór-dá-cá-o-meu, desde a melhoria-do-sistema-de-ensino com passagens obrigatórias para os alunos e chumbos aos professores à perseguição das bruxas pela Bruxa da Educação, desde os empregos-a-dar-com-pau a uma crise-global-que-tudo-justifica, desde os fatos Armani e os carros topo de gama a um faz-de-conta-que-tiramos-aos-mais-ricos para acalmar as bestas, desde as promessas-de-não-subir-impostos a negócios-de-casas-com-offshores… enfim, se nos pusermos a desfiar o rosário não saímos do mesmo sítio.

Não, o Sócrates não é parvo, as bestas chifrudas que o elegem e reelegem é que gostam de ser enganadas, a besta nunca mais deixará de ser besta, “per omnia secula seculorum, Amen!”

Viva o BARRACABANA!

VIVA O ROBOTISMO!

VIVA O MANIFESTO

ROBOTISTA!

Download Manifesto Robotista Version Henrique Sousa


Novo discurso do Zé Socras
Henrique Sousa | 21/01/2009 | 5:53 pm

Caros eleitores:

O nosso governo é o melhor governo que Portugal já teve desde o 25 de Abril. Isto, apesar de termos sido eleitos com base nas promessas que vos fiz de não subir os impostos e de recuperar postos de trabalho, coisa que infelizmente ainda não fizemos por causa do défice que herdámos do PSD  e desconhecíamos e também porque para criar emprego é preciso em primeiro lugar acabar com os empregos que o Estado proporciona. Efectivamente, e em nome da diminuição do défice, fomos o governo que mais postos de trabalho da função pública destruiu, reduzindo o peso do sector público e proporcionando assim mão-de-obra muito mais barata aos empresários que irão, deste modo dar mais emprego aos cidadãos. Sim, são empregos de merda, eu sei, mas melhor que nada. Numa altura em que as fábricas fecham e mandam milhares de trabalhadores para a rua, trabalhadores a quem o Estado tem que pagar subsídios de desemprego, numa altura em que há cada vez mais reformados a quem temos que pagar as reformas, em que o número de pensionistas aumenta e o número de pessoas carenciadas que recebem subsídios de reinserção social ou o rendimento mínimo garantido, nós temos a responsabilidade de atender a todos, mas também pugnar por aqueles ideais que nos norteiam desde sempre:

- Aborto livre para que as pessoas miseráveis não fiquem ainda mais miseráveis e não possam trabalhar por terem de cuidar de filhos indesejáveis.

- Casamento entre pessoas do mesmo sexo (vulgo, casamento gay), de modo a que a questão dos filhos nem se ponha, a não ser que se trate de filhos adoptados que serão assim bem educados desde pequenos e possam mais tarde substituir-nos na governação deste país, se ainda houver país.

- Legalização da eutanásia, afim de que o Estado não se veja compelido a despesas supérfluas com os cuidados continuados de saúde que são, mesmo assim, um passo no sentido da introdução da eutanásia, basta que os cuidadores dos cuidados continuados não cuidem como deve ser daqueles que lhes são entregues (aliás, pela miséria que vão ganhar não podem ser muito zelosos).

- Lançamento de grandes obras que possam colocar Portugal na vanguarda dos países pobres em que mais dinheiro se gasta em obras megalómanas, assim uma espécie de Serra Leoa mascarada de Koweit para atrair turistas que apenas deixam por cá uns trocos porque são as agências estrangeiras que exploram o turismo em Portugal. Por isso é que precisamos de um TGV que nos ligue à Europa e de um aeroporto do tamanho do rectângulo, obras que serão pagas não por nós, mas pelos nossos filhos e netos, se os tivéssemos. Como não vamos mais ter filhos e netos, ou muito poucos, ninguém fica a dever a ninguém, os financiadores é que vão ficar a arder, eheheheh! Já viram a esperteza do Zé Socras?

- Etc.

Exceptuando estes nossos objectivos mais prioritários, como agora estamos em ano de eleições, todos aqueles cortes com os funcionários vão ser revistos em alta, essas bestas, desde que se lhes dê uma esmolinha, ficam logo todas derretidas e voltam a dar-nos o seu voto. Vamos começar por conquistar os militares, descongelando as promoções até à altura das eleições. Depois vamos conquistar os reformados e pensionistas porque eles são mais baratos de conquistar. Com a miséria que recebem, basta dar mais um euro a cada um (lembram-se da esmola do complemento solidário?) e eles fazem logo uma festa de arromba e votam em mim, ou não me chame Zé Socras.

O mais difícil vai ser recuperar os professores, eles estão muito ressabiados com a perseguição que lhes movi com a cadela Milu, mas nada de grave. Basta que lhes retire a avaliação do tipo chileno que nem os chilenos aceitaram e substituo por uma coisa do tipo faz-de-conta (como já era antes), e eles voltam a dar-me o voto. Sabem, eu preciso acabar a minha obra, a Manela Fernanda Leite diz que sou o coveiro de Portugal mas é tudo mentira? Inveja! Portugal está em coma, e vai morrer, sem dúvida. Se ela me acusasse de assassino de Portugal, vá que não vá… Mas vou deixar uma lápide que diz:

AQUI JAZ PORTUGAL DO ZÉ POVINHO*

MORTO POR ZÉ SOCRAS E ENTREGUE AOS ABUTRES

————–

*Zé Povinho viveu cerca de 1000 anos, apesar dos maus tratos que sempre sofreu nas mãos dos «tios» a quem sempre serviu, quer no jardim plantado à beira-mar, quer no vasto império que construíu e que desmoronou em 1975, após o que foi anexado à Europa dos ex-colonialistas que transformaram Portugal numa colónia de férias e pouco mais. O Zé Povinho não morreu, só a sua Pátria morreu. O Zé, na sua vocação universalista, emigrou para todos os cantos do mundo e viverá na diáspora como os judeus, até ao dia em que decidir regressar à sua Pátria, nem que tenha que expulsar os novos euroárabes que irão ocupá-lo como bons abutres sobre um cadáver.


A explosão de Portugal
Henrique Sousa | 18/01/2009 | 6:27 pm

A sociedade de informação, em que todos são engenheiros sanitários como o Sócrates « perspectivas

quando toda a Humanidade alcançar a vaga da informação, passaremos todos a viver do maná que cai do céu

Mais uma colheita para as minhas citações…

Nota de rodapé:

Caros amigos, este blog tem sido actualizado com muito pouca frequência. Não ando com disposição para grandes pensamentos, a causa reside nalguma falta de saúde, mas a coisa vai melhorar, espero bem. Até a minha caixa de correio electrónico deixou de enviar, e de receber como é óbvio. Abraços a todos quantos me visitam, prometo que logo que melhore continuo com a escrita, aliás deixei um livro a meio…, o terceiro volume da TIOLOGIA constituída por Das Tinturra, Manifesto Robotista e… o terceiro ainda não tem nome. Já pensei chamar-lhe Eu, Zé Biológico.

Crise salvadora
Henrique Sousa | 07/01/2009 | 7:57 am

Mentira! Podem inventar o que quiserem nos merdia, as causas transcendentes não existem. Existe uma única causa e essa chama-se ROUBALHEIRA DOS RICOS. Bancos que ano após ano apresentam lucros fabulosos e fazem lavagens de dinheiro e colocam dinheiro a salvo nas off-shores, grandes golpes nas bolsas, falências fraudulentas que arrastam outras falências. Depois há o famigerado crescimento, o consumo que tem que aumentar sempre e quando não aumenta dá-se mais crédito aos consumidores para que estes continuem a consumir e a economia não pare de crescer. Os mercados saturam com bens, há carros a mais, há casas a mais, há televisões e computadores a mais, o consumidor já não vai nessa de trocar de carro cada 5 anos quando o carro deve durar 20 pelo menos, trocar de computador todos os anos, atafulhar o guarda-roupa de merdas que só usa uma vez por ano, até porque atingiu o fundo do seu “plafond” de crédito, os ordenados encolheram, a globalização fez estragos no nosso “way of life”.

Depois vem um tal de Sócrates dizer que “ninguém”, mas mesmo “ninguém” poderia prever esta situação, nem mesmo o Professor Karamba. Abençoada crise que veio salvar a Ditadura Socrática. Vamos todos votar para dar a maioria absoluta ao partido do mentiroso compulsivo.


Estado agiota
Henrique Sousa | 21/12/2008 | 10:13 am

PUBLICO.PT

De acordo com a portaria, o Estado também vai emprestar dinheiro aos trabalhadores e aposentados da Função Pública para “situações de emergência” que resultem de encargos assumidos com “compra ou arrendamento de casa própria, doença, funeral, desemprego, realização de obras e aquisição de equipamento doméstico”.

Um governo que admite que os seus funcionários precisam de ajuda, sabe que anda a pagar mal. E vai pagar ainda pior porque afinal… o que é um empréstimo? É algo que tem que ser pago de volta. Ao emprestar dinheiro aos funcionários, o governo terá de baixar ainda mais os ordenados porque irá descontar a prestação aos seus vencimentos.

O governo vai dar umas esmolas naqueles casos mais gritantes de miséria, 2000 euros (subsídio de Natal atrasado) e aos restantes vai conceder empréstimos, empréstimos que as “bestas” irão utilizar para pagar ao citibank, cetelem, cofidis, etc.. Porque a pobreza já vem de há muito tempo, e a agiotagem que o governo agora descobriu, sempre foi permitida às sanguessugas. A grande novidade é a descoberta do Estado Agiota.

Desigualdade mental
Henrique Sousa | 24/11/2008 | 9:51 pm

Eu penso que não seria de esperar haver diferenças fundamentais entre as mentes humanas. Toda a gente tem a capacidade de se desenvolver e atingir níveis aceitáveis de sociabilidade, excluindo-se os casos patológicos. Mas em relação a certos políticos ou pessoas que desempenham funções de confiança política, e ganham ordenados de muitos milhares de euros e simultaneamente acham que os míseros subsídios de desemprego são exagerados, não hesito em julgar que possuem uma mente seguramente inferior à das restantes pessoas e à de muitos animais até. Uma dessas mentes inferiores está no Banco de Portugal, nomeadamente aquela que refere num dado documento que o regime de subsídio de desemprego em Portugal é “generoso”.

Crónica de uma morte certa
Henrique Sousa | 23/10/2008 | 7:03 pm

Estendeu o braço na direcção da caneta de ouro que se encontrava no suporte também de ouro cravejado com diamantes, ofertas de algumas empresas agradecidas pelos favores na adjudicação de fornecimentos e obras escolares. Foi preciso esticar bem o braço sobre a secretária de pau santo vinda do Brasil (oferta de outra firma a quem foi adjudicado sem concurso o fornecimento de móveis de contraplacado + tubos de ferro para apetrechar várias escolas do país), para chegar à caneta. Aquele despacho tinha que sair hoje, para ser publicado o quanto antes no Diário da República.

Minuciosamente preparado, o plano só ficaria realizado com a saída do despacho encomendado ao Coronel Dr. Walter Cavaco, avençado do Ministério da Educação para os assuntos relacionados com o plano. A ministra já lera o despacho e, embora não percebendo o seu alcance, recebera instruções no sentido de o assinar logo que ele chegasse à sua secretária. Mas quando ela chegou ao Ministério o despacho já lá estava em cima da secretária, dentro da pasta de couro com enfeites de ouro de 25 quilates (outra oferta menor). Que chatice, logo no dia da escritura do seu belo apartamento de Alvalade que custou a módica quantia de 500 mil euros, até foi notícia nos jornais matutinos (vespertinos já não há). Não pudera vir de manhã e, se calhar, os incompetentes que ela lá tem no ministério não foram capazes de a avisar para o número secreto. Ela teria pedido que lhe fossem levar por estafeta o despacho ao notariado e assiná-lo-ia logo. Ai deles se ela for admoestada pelo Sr. Primeiro por ter demorado tempo a ssinar o despacho. Alguém seria logo despedido com justíssima causa.

O despacho de Walter Cavaco tinha prioridade 8-9, na escala de Richter, isto é, um despacho que iria causar danos num raio de centenas de quilómetros, ou seja, em todo o país, com epicentros espalhados por todas as escolas secundárias nacionais. Era o despacho de abolição oficial do Ensino Técnico. A partir daí, nenhum curso técnico a sério seria criado no país, apenas uns cursecos de aprovação obrigatória que iriam melhorar as estatísticas de sucesso e abandono escolar, mas que não mais poriam em causa a necessidade de importação de tecnologia estrangeira.

O nosso guia!
Henrique Sousa | 21/10/2008 | 9:45 pm

Viva Sócrates!

Haverá ainda salvação para bestas destas?
Henrique Sousa | 17/10/2008 | 12:04 pm

Ao ler este relato, fiquei estarrecido com várias passagens, mas esta então…!!! :

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos», (era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães, até à vida de marinheiro do magalhães, passando por coreografias com adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que não iria colocar lá o meu papelinho.

Às vezes chego a pensar que as bestas merecem a sua sorte malvada!

A Economia apoiada pela mentira
Henrique Sousa | 11/10/2008 | 9:58 am

ECONOMIA – PUBLICO.PT

Sobre as declarações do primeiro-ministro sobre os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem no debate quinzenal no Parlamento, João salgueiro deu razão a José Sócrates. “Em certa medida tem razão porque há casos piores. Ninguém pode ficar contente a não crescer, mas é melhor do que estar a diminuir”, sublinhou.

Pois, a acreditar no Sr. Sócrates vamos bem, ele é o mesmo que quando abre a boca ou mente ou sai asneira, até conseguiu fazer-se passar por engenheiro.

Inúteis
Henrique Sousa | 10/10/2008 | 2:01 pm

Menina Marota, com quem disputo o estatuto de pessoa com mais sites abertos na nossa pequenina blogosfera :lol: , reproduziu aqui uma carta de uma professora a Miguel de Sousa Tavares, a propósito de este ter apodado os professores em geral de «os inúteis mais bem pagos deste país». A carta está excelente, assino por baixo, mas o que me espicaçou e me motiva a escrever este post foi um comentário que alguém deixou no post de MM e do qual reproduzo este pedaço:

«Sobre os prefessores, só não percebo qual é o problemas deles em serem avaliados, como o têm sido ao longo dos anos, todos os outros funcionários públicos.»

Mas este comentário mereceu a seguinte resposta de um tal de patetico ;-) :

«Os professores são e sempre serão avaliados pelos seus alunos. Os professores que não prestam acabam sempre a fazer coisas diferentes ou desistem do Ensino porque não aguentam o stress de mostrar publicamente que são uns incompetentes. Os alunos não são propriamente irracionais. Podem ser ignorantes, mas não irracionais e são eles que nos avaliam (também sou professor há mais de 20 anos). A avaliação artificial que impuseram ao professor, avaliar pelos papéis bonitos, por entrevistas fantoches, por ter que aturar colegas que nos invadem a sala de aula para ver se ao fim de mais de 20 anos a ensinar cumprimos o plano de aula e se sabemos manter a disciplina e a atenção dos alunos, haja pachorra…»

E aproveito a deixa para dizer o seguinte:

De facto não há coisa pior para um professor do que o vexame que sofre por não se ter preparado devidamente para a aula. A única coisa que pode fazer é pedir desculpas aos alunos e da próxima preparar-se como deve ser. Porque se continua a ser estouvado, os alunos contam em casa e aos colegas, o professor(a) é votado ao ostracismo pelos colegas, a fama passa e no mínimo o CD começa a preencher-lhe o horário com outras tarefas ou dá-lhe horários de cão, e ele acaba por desistir ou se adapta e passa a cumprir, ou acaba ainda por incorrer em processo disciplinar. O professor foi sempre avaliado, ao contrário do que o governo socrático deu a entender às pessoas.

A avaliação que querem (e conseguiram) impingir aos professores é diferente. É uma avaliação que vai preencher o tempo de preparação das aulas com «flores» que o professor tem que mostrar que fez. Porque assim a qualidade do ensino irá baixar, a exigência do professor também, além de que quanto mais baixar a exigência melhor para a avaliação do professor que é agora medido também pelo sucesso dos alunos, quanto mais alunos passarem melhor para o professor. O professor é um juíz, os juízes têm que ser imparciais, a lei não devia poder influenciar o juízo dos professores. Mas vai influenciar e de que maneira!!!!

Entretanto, sendo o resultado desta avaliação dos professores condição para (não) se progredir na carreira, progressão que está desde há anos bloqueada (e porquê?, por não haver alegadamente avaliação?), o Estado poupa milhões em salários para aplicar em TGVs, pois mais vale ser pobre de Mercedes do que rico de bicicleta.

Mas tudo isso não passa de fantasia minha, quem tem razão é o MST, os inúteis não merecem mais do que ser tratados como atrasados mentais e são-no. São atrasados mentais porque aceitam tudo sem se revoltar, sem se opor à prepotência, sem boicotar esta imensa fraude que é a política contra o Ensino e contra o futuro de Portugal. Até o pseudo-sindicato de professores é também constituído por atrasados mentais que aceitam que se implemente uma avaliação diferente da que sempre existiu, só porque o governo demagógico que temos leva as pessoas a pensar:

«Sobre os prefessores, só não percebo qual é o problemas deles em serem avaliados, como o têm sido ao longo dos anos, todos os outros funcionários públicos.»

Considerando (3)
Henrique Sousa | 09/09/2008 | 8:32 pm

A engenharia demográfica a que se devia dar mais atenção difere daquela usual em que se analisa o número de habitantes por grupo etário e se constroem gráficos que lembram figuras semelhantes a pirâmides, pinheiros ou outras árvores.

Considere-se uma sociedade em que os seus membros, num total de X, desempenham funções úteis ao funcionamento da comunidade. Foram identificadas N funções úteis nessa sociedade, sendo n1, n2, n3, etc. o número de pessoas que desempenha cada uma dessas N funções. Se a soma dos ni (i=1,2,…,N) não for igual ao número total de membros da sociedade, X, então esta sociedade contém elementos que não desempenham uma função útil e a que se pode dar o nome genérico de… “inúteis”.

Esta é a forma matemática rebuscada de explicitar o conceito de “exclusão social”. Os “inúteis” carregam quase sempre, com ou sem razão, o estigma da… descartabilidade, de serem pessoas sem lugar definido na sociedade (ou até na família), “inúteis” em suma. Mas nestes “inúteis” estão incluídos todos os que não têm uma função útil identificada e é por isso mesmo que se chamam “inúteis”. Mas a verdade é que tudo não passa de uma convenção, pois podemos perfeitamente atribuir funções úteis a todos eles…, ou eliminá-los! Veja-se o exemplo dos nossos animais de estimação, perfeitos “inúteis” mas ao mesmo tempo úteis pelo afecto que lhes dedicamos.

Mas uma coisa é gostar de cães e gatos e outra, muito diferente, de pessoas. Porque a maioria das pessoas são odiosas, agem de má-fé. Se um gato nos rouba a torta que pusemos a arrefecer na janela, ou leva com um sapato (se acertar) ou, na maioria das vezes, até achamos graça. Mas se for uma pessoa a roubar a mesma torta, chamamos logo a polícia. Porquê? Porque as pessoas agem de má-fé, e os gatos não.

Considere-se, por exemplo, os vadios e os pedintes. Têm alguma função útil? Nenhuma, nem conseguimos alterar essa realidade. Cadafalso com eles! Mas acompanhados, claro está, por todo o pessoal das organizações de apoio aos excluídos a quem davam ocupação. A seguir, os reformados. Que função útil têm na sociedade? Só estorvam! Logo, ou lhes arranjamos uma função (mas qual?), ou cadafalso com eles. Mas leve-se também para o cadafalso todos que realizam funções úteis à custa deles: serviços diversos, produtores de artigos vários, assistência social, cuidados de saúde, lares para idosos e etc.. Imigrantes, idem. Ciganos, ibidem. Criminosos, idem ibidem. O que esta sociedade precisa é de ser purgada, um clister valente para limpar os vermes e parasitas… E iam ver como isto ficava um paraíso!

E àqueles que sobrassem depois da limpeza, a esses deviam ser implantados chips na tola para não saírem da linha. Ah, que sociedade maravilhosa nos está reservada no futuro! Vamos ser todos idiotas chipados mas bem comportados, saudáveis, trabalhadores, com o tempo todo ocupado. Assim é que vale a pena viver. E no dia em que deixarmos de ser bastante úteis à sociedade? Aí podemos ainda ser úteis se convertidos em estrume altamente biológico.

Considerando (1)
Henrique Sousa | 03/09/2008 | 9:20 am

Lá atrás falei-vos de engenharia demográfica, e só não falei mais porque, tendo levado logo o argumento do tanque de água ao fundo, seria escusado continuar a malhar em ferro frio.

No entanto, e considerando que não ficou claro que o argumento do aumento descontrolado da população não é responsável pelas misérias humanas, vamos ver então porque é que as sociedades humanas caminham para becos sem saída, melhor dizendo, que desembocam sempre em tragédias, guerras, fome, destruição, recomeçando tudo de novo (depois da tempestade vem a bonança), enterra-se os mortos, esquece-se as mazelas, erige-se estátuas aos mártires (idiotas) que tombaram na luta por um mundo melhor, isto é, àqueles que não faziam cá falta alguma, antes pelo contrário, tipo Che Guevaras e outros. Tenho uma enorme admiração por crápulas como Pinochet, Hitler, Pol Pot e outros que simplesmente metiam os excedentários em campos de futebol ou de concentração e matavam-nos ali mesmo sem contemplação, nem qualquer justificação elaborada. Bastava uma simples acusação de natureza étnica, religiosa ou ideológica para acabar com os excluídos, aqueles que não cabem no esquema de sobrevivência social sem prejudicar gravemente os outros que pretendem ter muito mais que a sua conta. Mas devo também homenagem aos ideólogos desta nossa sociedade porque esta ideologia visa também a eliminação dos excedentários mas por métodos científicos que merecem o apoio das próprias vítimas.

- Porque é que isso se torna imperioso? – perguntar-se-ão os leitores.

Uma sociedade primeva em que todos tivessem o seu lugar, onde reinasse a concórdia entre os seus poucos membros, e que, com o andar do tempo, passa naturalmente a ter mais gente mas mantendo a proporção de jovens, adultos e velhos, pode ser decomposta em partes iguais à sociedade primitiva, permanecendo a funcionar tão bem como aquela. E não funciona porquê? Porque viver no meio de uma multidão não é o mesmo que viver em pequenas sociedades. Porque, como dizia Eça de Queirós, em A cidade e as Serras, «O Homem pensa ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria.»

E é na cidade que aparecem os excedentários, é nas cidades que se geram os guetos e os ódios e a convicção de que o mundo é estreito, que não há espaço para tanta gente, há que arranjar uma forma de mandar essa gente para a fogueira: ou porque são pretos, ou porque são jovens em risco (sem alternativas), hereges, ou por isto ou por aquilo. Jamais os outros concidadãos reconhecerão que têm culpas no cartório, que fizeram, por exemplo, filhos fora de casa e não quiseram saber deles, preferiram que fossem parar à rua ou, com alguma sorte, à Casa Pia. Jamais os governos admitirão que deixaram entrar gente de fora que vinha na mira de um Eldorado nas grandes cidades mas acaba na maior das misérias, a moral, e envereda pelo crime, tanto mais que são ilustres desconhecidos. Honra seja feita aos indianos e chineses, de que não se ouve falar, o que não quer dizer nada porque os merdia só dizem o que convém. Fica-se com a ideia que os «perturbadores» são só os brasileiros, pretos, ciganos e, já menos, os de Leste.

E os nossos jovens desempregados? O que fazer com eles? Alguns deles podem ser mandados para as várias guerras a que os nossos aliados nos obrigam. E é vê-los todos contentes, de óculos escuros e fardas todas catitas, e todos cheios de importância, a embarcar nos aviões, deixando mulheres e filhos entregues a si mesmos e que os esperam com o credo na boca: «que acabe depressa essa maldita comissão que vai, contudo, permitir juntar uns cobres para comprar uma casita». E esses são os sortudos que apanham por vezes com radiações no Kosovo, ou alguma mina no Afeganistão! Os restantes jovens…, bem, alguns podem candidatar-se também a seguranças e bombeiros, há que canalizar essas energias para fins pacíficos, mais vale ser segurança do que bandido. Não nos esqueçamos que os jovens têm também grandes empregos nos call centers e nos super-mercados, só não trabalha quem não quer, todos os outros são malandros e tornam-se drogados, ou dedicam-se a negócios ilícitos, tornam-se bandidos… o que nem é mau porque também são necessários bandidos para dar emprego aos que se dedicam à segurança, aos advogados, aos juízes, etc.. O que seria dos médicos, por exemplo, sem doentes? Uma sociedade em que seguranças, bombeiros, sanitaristas, juristas e, à falta de melhor, educadores, são as profissões mais cobiçadas, tem que haver bandidos, incendiários, doentes, trafulhas, pedófilos e ignorantes em quantidades suficientes para suprir os profissionais. Pelos vistos, e como o desemprego já atinge estes grupos profissionais, principalmente o dos professores, há que tomar medidas para que o número de doentes, bandidos e ignorantes não diminua. Há que fazer render o peixe, e os profissionais têm consciência disso.

Portanto, e como vêem, está tudo muito bem organizado na nossa sociedade, todos ocupam os seus lugares como as peças de uma máquina perfeita, funcionando às mil maravilhas.

Vigiando (10)
Henrique Sousa | 01/09/2008 | 11:18 am

Como reage o cidadão comum – o pacato cidadão que apenas está preocupado com a sua vidinha, a vidinha que até nem lhe corre mal de todo porque no meio da miséria geral ainda vai conseguindo arcar com as suas responsabilidades, tem um carrinho que já pouco anda devido ao preço da gasolina, mas consegue ainda pagar a renda de casa (300 euros), a água (12 euros), a luz (50 euros), as telecomunicações (50 euros), o gás (20 euros) e, felizmente, se encontra livre de prestações (com excepção do computador que pifou e teve que adquirir outro) mas anda com o credo na boca não vá a máquina de lavar velhinha ter em breve algum problema (já por duas vezes teve a cozinha alagada por causa do filtro e da última o caso esteve feio com o vizinho a queixar-se que «chovia» da lâmpada da sua cozinha) – às notícias de violência na sociedade?

Claro que o cidadão comum – aquele que não quer saber de política, que acha com razão que esses políticos são uma cambada de oportunistas que só quer é safar-se (e safam-se), que gosta mas é dos espectáculos de rua onde a gente se diverte à brava tomando umas cervejolas e fazendo umas asneiras do tipo virar caixotes do lixo (coisa que até os cães sabem fazer), que adora ir à bola e vestir-se com as cores do seu clube e mostrar-se fanático quanto basta fazendo-nos imaginar os espectáculos dos gladiadores em Roma, que mais depressa compra um livro do tipo «Eu, Carolina» do que leva de borla da biblioteca camarária as Notas Biográficas de Einsten -, exige do Estado que tome medidas.

Que medidas deve o Estado tomar?…, isso é problema do Estado. Mas que façam qualquer coisa do tipo rebentar com os miolos aos bandidos, equipar melhor as polícias, disseminar a video-vigilância, mais pulseiras electrónicas, leis mais duras, juízes mais duros, repressão quanto basta, a criminalidade só acaba com o extermínio dos criminosos, assim pensa a besta comum, aquela que não quer que a chateiem nem quer ter de andar preocupada na rua, em perigo de ser assaltada a toda a hora, ou ser feita refém num assalto ao seu banco, ou levar com uma bala perdida quando passar na estrada ao lado de Loures, da Cova da Moura ou até mesmo da Damaia.

Mas há outras bestas, menos comuns, que ficam logo alarmadas com a forma como o governo (dono do Estado) reage à situação de aumento súbito da criminalidade violenta (há crimes não violentos e até há crimes que não têm pena), adoptando todas as medidas que o cidadão comum, a besta refractária, espera do Estado. Fica a besta sossegada, o governo bem visto e os negócios com a segurança prosperam, e a besta paga para ter mais segurança.

Sim, porque as verbas que o Estado poderia investir no combate ao desemprego, ou no Ensino, na Saúde, na política de imigração, na habitação social ou na ausência da sua necessidade, no combate ao tráfico de droga, e em geral nas condições de existência – as causas profundas da criminalidade -, são desbaratadas a comprar armas, câmaras de vigilância, chips para os carros (e pessoas), tudo coisas que podem ser usadas para fins políticos e para perseguir bestas fora do comum, assim tipo cristãos no tempo de Nero, judeus no tempo de Hitler, bruxas no tempo de Torquemada, comunistas no tempo de Salazar, blogueiros no tempo de Sócrates, etc. e tal.

Muppet Show
Henrique Sousa | 22/08/2008 | 11:15 am

Ontem, enquanto esperava para ser atendido nos correios, ouvi o seguinte diálogo:

- Com que então uma medalha de ouro…!!!!???

- É verdade! Ao menos isso para irmos aguentando…

- Até podíamos ter ganho uma medalha de platina…

- Como assim?

- Se houvesse a modalidade de Contar Mentiras… o Sócrates rebentava com a escala.

- :lol: _ :lol: _ :lol: _ :lol:

- Mas a tal promessa dos 150.000 postos de trabalho pode ser que ainda a cumpra…

- Ó homem, mas como?

- Se o Cavaco correr com ele do Governo…

- :lol: _ :lol: _ :lol: _ :lol:

Vigiando (7)
Henrique Sousa | 21/08/2008 | 1:45 pm

Estou deveras impaciente com a lentidão do processo de instalação de segurança e video-vigilância em Portugal. Lembro-me que já nos anos 80-90 um dos negócios que estava a dar era o negócio dos “seguranças”. Um dos primeiros serviços de segurança privados a surgir em Portugal, e lembro-me ainda da cara de desconfiança com que a besta olhava para eles, foi a Securitas. A besta estava habituada à figura do polícia da esquina que, no tempo da ditadura salazarista, dava à besta uma sensação mista de segurança e de estado policial. Mas havia inegavelmente segurança, a arraia miúda não se atrevia a faltar ao respeito a uma dama por exemplo, o trolha pendurado no andaime não assobiava a uma mulher que não trouxesse avental. Respeitinho é muito bonito, fica bem e as gentes gostavam… Mas quando, apesar da segurança, havia uma ou outra situação de falta de respeito ou de furto a alguma loja, era ver as pessoas saírem à rua a gritar: «Ó da guarda! Ó da guarda!». E o polícia da esquina desatava a correr atrás do meliante que, na maioria das vezes, era apanhado e castigado.

Hoje, se alguém se puser a gritar «ó da guarda, ó da guarda» as bestas vão pensar que foi o Presidente da Câmara da Guarda que passou, e é vê-las a sacar dos telemóveis para chamar… a Securitas, a ASAE, a ASNAE, a PJP, a PPJ , PJJ, JPP, Bombeiros, INEM? Terá sido delito alimentar, económico, criminal, ambiental, civil, militar, tributário, petrolífero, bancário, segurífero, droga, sequestro, etc.? É claro que, havendo tantos tipos de delito, isto da segurança torna-se uma «coisa complexa» e não são as forças de segurança clássicas que vão conseguir resolver o problema de segurança do nosso país. Ainda bem, mais um campo que se pode abrir à iniciativa privada, que assim poderá vender diversos serviços de segurança ao estado e não só, também os pode vender aos privados… desde que o estado não a proporcione, claro. Acabe-se com o estado-polícia, porra!

Torna-se difícil convencer as bestas que a segurança privada é melhor que a estatal, ainda andam imbuídas daquelas ideias salazaristas de que é ao estado que compete dar segurança às pessoas, e não só, educação e saúde também, etc.! Mas aos poucos as bestas terão que se habituar que o estado já nada consegue gerir nem Polícia, nem Ensino, nem Saúde, nem nada. O estado é, cada vez mais, um feudo dos políticos, que o colocam ao serviço dos interesses privados. Sacar dinheiro aos contribuintes e distribuí-lo pelos muitos negócios privados que vivem à custa do estado, essa é a verdadeira função do estado, melhor dizendo, dos estadistas.

Porquê? Porque a iniciativa privada produtiva, aquela que devia criar verdadeira riqueza já não existe. Agricultura, pescas, têxteis, construção naval, electromecânica, vidro, tudo morreu ou agoniza dolorosamente. Só sobraram os chulos do estado, os que lhe vendem serviços que competem ao próprio estado. Certas e determinadas empresas de construção civil sobrevivem também à custa das obras do estado ou de empresas privadas criadas pelo estado. Estradas, caminhos de ferro, barragens, obras públicas, umas necessárias e desejáveis, mas outras nem tanto. Surgem assim os elefantes brancos, alguns impostos de fora como é o caso dos TGVs e das Otas. Em Beja, por exemplo, inaugura-se dentro de dias um aeroporto que não tem ainda quaisquer vôos previstos, muito menos contratados.

A construção civil é um negócio que dá muito dinheiro porque, ao contrário das empresas que fazem um investimento considerável em bens fixos para poderem laborar, a construção civil é elástica: se há trabalho, contrata-se gente, muita gente para «aquela obra» e através de empresas que vendem mão-de-obra a recibo verde. Se não há trabalho, paciência, despede-se o pessoal que volta ao seu emprego de «freelancer» ou vai de férias para a … Ucrânia?

Mas eu estava a falar de quê, afinal? De segurança! De segurança no emprego? Bem, para haver segurança no emprego era preciso instalar a video-vigilância nos gabinetes dos políticos, onde a insegurança é fabricada porque é lá que grassa a corrupção, tantas vezes disfarçada de dinamismo no lançamento de obras que dão muito dinheiro a alguns em pouco tempo, e deixam o país cada vez mais… POBRE! Sócrates tinha razão quando alegadamente cometeu aquele lapso.

E termino com uma frase à Sócrates:

- «E queria também deixar-vos uma palavra de (des)confiança… em relação à (in)segurança. Por um país mais tecnológico, por um país mais simplex, mas também por um país mais POBRE!».

Vigiando (6)
Henrique Sousa | 19/08/2008 | 7:47 pm

Olho vivo! Sim, temos que estar muito atentos às manobras daqueles que querem vir a ser os gerentes da coisa pública. Parece que a melhor forma de cativar as bestas e levá-las a votar em certos «tios» é estes prometerem criar postos de trabalho. As bestas não se importam que o desemprego aumente, desde que sejam criados postos de trabalho. Isto é, a coisa funciona assim:

  • O PROMITENTE criador-de-postos-de-trabalho diz que vai criar X postos de trabalho se for eleito.
  • O PROMITENTE eleitor (besta) deixa-se levar pelo PROMITENTE criador-de-postos-de-trabalho.
  • Os dois PROMITENTES celebram um contrato promessa de vota e governa.
  • Marca-se o dia da Escritura e faz-se o negócio. A besta elege o governante e este deve agora cumprir aquilo que foi acordado no contrato de vota e governa.
  • O ELEITO começa por destruir postos de trabalho, o que se nota bem no aumento veloz do desemprego ao longo do mandato.
  • A besta começa a perceber que o ELEITO não está a cumprir com a promessa e ameaça não lhe renovar o mandato.
  • O ELEITO, já perto do fim do mandato, diz que vai cumprir a promessa de criar os X postos de trabalho que prometeu.
  • Mas como entretanto destruiu muito mais postos de trabalho do que os X que prometeu, faz um contrato com o Amorim e com o Belmiro no sentido de abrirem uns lugares de caixas de supermercado a 400 euros por mês durante os poucos meses que antecedem o fim do mandato
  • O ELEITO vem então anunciar que vai cumprir a promessa de criação de X postos de trabalho.
  • Entretanto o ELEITO vai entretendo as bestas com coisas como o primeiro computador português – o Cagalhães, clonado de um tal Classmate da Intel e que pode criar 2 ou 3 postos de trabalho, coisa que não passaria pela cabeça de nenhum dos muitos freelancers que já montam computadores «portugueses» há muitos anos.
  • A Oposição (a alternativa da besta) aprende como se engana a besta. Parece que vamos ter uma inflação de ofertas de emprego, cá e lá, tanto que é possível até que os ordenados venham a subir, e isto só porque se faz constar que vai haver emprego com fartura. Cuidado, tios!

PUBLICO

“Porém, surpreendentemente, o primeiro-ministro limitou-se ontem [segunda-feira] a prosseguir a sua política de anúncios sobrevalorizando os indicadores económicos com que tentou iludir os portugueses”,

Vigiando (5)
Henrique Sousa | 18/08/2008 | 12:27 pm

A segurança privada e a video-vigilância são negócios que movimentam quase mil milhões de euros por ano em Portugal, e constituem a solução para todos os nossos problemas ecológicos, e não só! Elas vão exterminar toda a criminalidade da sociedade, dos raptos de bebés nos hospitais aos assaltos dos bancos, dos arrastões nos comboios da linha de Sintra ou Estoril às greves dos camionistas, etc., vamos passar a gozar da mesma segurança que tínhamos no tempo de Salazar em que bastava meia-dúzia de Pides e meio milhão de bufos para isto andar de esquerda em linha. Mas os tempos são outros, a PIDE moderna só serve para andar atrás dos criminosos económicos, dos donos de bares e dos feirantes, dos mercados do Porto, etc..

Mas a segurança privada e a video-vigilância só por si não chegam, as forças especiais de intervenção que matam aqueles que não têm medo das câmaras (e até gostam) é bem necessária. Viu-se, porém, pelo exemplo vindo do Brasil com aquele filme Tropa de Elite, que o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro. Se os brasileiros não andassem a mostrar como é que se deve lidar com os bandidos assaltantes de bancos e passadores de drogas, aquele patrício morto no assalto ao BES ainda estaria vivo – quem sabe? Uma tropa de elite que sirva para apanhar os donos dos bancos e os grandes traficantes de droga e redes pedófilas, isso ainda não existe nem me parece que venha a existir porque dava cabo dos negócios todos com a segurança privada, a video-vigilância e outros derivados destes grandes e modernos negócios de alto nível, reparem que as forças de segurança privadas são já, nos EUA, auxiliares preciosos do estado, são tropas de elite que vão combater no Iraque, no Afeganistão, no Irão ( ainda não foram, mas Irão), com a vantagem ímpar de os mortos não entrarem nas estatísticas. Deste modo o estado pode manter as guerras com um número baixo de vítimas oficiais, e os negócios de segurança e petróleo vão prosperando, o busílis é que depois o preço do petróleo sobe e ninguém sabe como nem porquê, dizem que são os especuladores mas alguém tem que pagar as guerras, os seguranças privados, as indemnizações e tudo o mais, e isso paga-se é na bomba de gasolina. É claro que os donos do petróleo onde os EUA o vão buscar se armam aos cucos e fazem ameaças disto e daquilo em nome de Alá, porque têm dinheiro e podem comprar material de guerra a outros pilantras como a Rússia e a China, e alimentam assim este jogo bélico em que os EUA acabam por fazer papel de palhaços e ladrões de petróleo porque, como disse o Bush e bem, os americanos andam viciados no petróleo.

Qual a melhor solução de segurança?

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Agora não se queixem…!!!
Henrique Sousa | 17/08/2008 | 1:25 pm

ECONOMIA – PUBLICO.PT

As Finanças suspeitam de que cerca de metade dos contribuintes que entregam declarações de IRS a dizer que vivem em união de facto têm domicílios fiscais diferentes dos supostos cônjuges.

Afinal o casamento tradicional sempre tinha algumas vantagens para o estado. Neste momento as pessoas declaram o que for melhor para efeitos fiscais. Se for melhor ser solteiro, as pessoas declaram-se solteiras; se for vantajoso viver em união de facto, vive-se em união de facto. Ninguém pode provar que duas pessoas adultas vivem maritalmente ou não, a não ser que se torne obrigatório haver video-vigilância nos lares… cala-te boca!

De facto, só uma besta quadrada é que se casa nos dias de hoje. Se já for casado, o melhor que faz é divorciar-se porque se um dos cônjuges perde o emprego, sempre pode pedir o Rendimento Mínimo Garantido ou o Rendimento Social de Inserção. Ao atacar o casamento tradicional, o Estado não se lembrou que ele também substituía a assistência social – na riqueza ou na pobreza, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, etc. -, o casamento dava a segurança que hoje o Estado vai ter que assumir por uma questão de coerência. De facto, se o Estado banaliza o casamento, é natural que as bestas procurem no Estado a segurança que o casamento dava. Assumam, ao menos, as consequências das merdas que fazem de ânimo leve, para agradar a fedelhos como os que integram a JS e que pretendem o casamento gay.

Bestas de todo o mundo! Divorciai-vos!

Destaco este comentário de zedeportugal:

“a não ser que se torne obrigatório haver video-vigilância nos lares…”

A preparação psicológica já está a ser feita, com aqueles programas televisivos do Big Brother e afins.
Para lá caminhamos: o cartãozinho de cidadão, inicialmente não contendo algumas informações sobre os titulares para não assustar a malta, mas com todas as potencialidades para o fazer a pouco e pouco, com as desculpas do simplex e da segurança contra os terroristas.
O Orwell só se enganou na data: não foi em 1984 mas será certamente em 2024. E já o é hoje – experimente o meu amigo a viajar para os States, que até a cor das cuecas eles saberão antes de lá chegar.
Quanto ao resto, tem toda a razão. O Estado socialista matou o matrimónio. Mas não só! Matou muitos outros valores seculares, como a honra e a honestidade, a confiança e a verdade, etc, etc.
É por isso, que Deus na sua grande sabedoria nos fez mortais: quando chegar esse mundo insuportável para nós, nós já cá não estaremos. E todos terão mais ou menos aquilo que esperam: os que acreditam em nada, vogarão no eterno nada, no esquecimento de si mesmos; os que crêem em Deus e na vida eterna, desfrutarão em contínuo êxtase da Sua radiosa presença por toda a eternidade.
Aqueles que usaram a sua vida para matar, roubar e destruir, bem, esses também terão o seu lugarzinho à espera na eternidade, no contínuo e infindável recordar de todo o sofrimento que provocaram.
Ah. E se a igreja católica lhe cair em cima, como diz a Ashera, não tem nada que temer. Só tem que temer quando for a sua conciência a cair-lhe em cima e mesmo para isso há remédio: o sincero arrependimento.

Vigiando (1)
Henrique Sousa | 07/08/2008 | 7:52 pm

Depois dos desabafos que aqui tenho vertido, fiquei mais… desabafado (!!!), e passei então a estar de olho no desenrolar de certos acontecimentos merdiáticos, não só os ecológicos mas todos os que de alguma forma mexem com a ecologia.

Ontem, por exemplo, fiquei a saber que a Quercos não vai deixar avançar com aquele enorme projecto em Setúbal que vai dar trabalho a cerca de 1000 trabalhadores da construção civil imigrantes, durante mais de 2 anos, e nem sequer serão sempre os mesmos, ou seja, em que mais de 1000 pessoas deixam de andar por aí a roubar ou a fazer distúrbios como aqueles de Loures, há que dar trabalho a essa gente maltrapilha, quanto mais não seja trabalho escravo na construção civil. Toca a trabalhar, malandros! Até aí, eu até acho que a Quercos está a exagerar, eu que sou um assumido ecologista e que apoio todas as iniciativas da Quercos, desde que sejam para não deixar construir seja o que for, quer sejam barragens quer sejam postes de alta tensão ou urbanizações selvagens.

Mas quando me disseram que ia ser preciso abater sobreiros centenários que dão comida a mais de 10 pessoas daquela zona, fiz as contas assim: 1000×3 = 3000 homens.ano; 1000×10= 10.000 homens.ano e decidi-me a favor da Quercos. Porque uma vez feito o investimento planeado, esse investimento tem que devolver dinheiro aos seus donos, o que significa que já não vai sustentar os 1000 que nele trabalharam mas apenas 10 que investiram, mas são 10 pessoas diferentes das 10 que viviam dos sobreiros. E quem são essas pessoas? E vão viver de quê se as bolotas já lá não estão para as comerem?

Índia prepara-se para invadir Europa e Estados Unidos
Henrique Sousa | 28/07/2008 | 9:10 am

The Telegraph – Calcutta (Kolkata) | Business | Business Briefs

The US and the EU have said they were willing to consider liberalising their labour market, a move that augurs well for India, which has been seeking greater market and easy movement for its professionals.

A globalização avança. É óbvio que, se já não compensa ir fabricar longe por causa do preço dos transportes, abre-se as portas aos escravos para virem cá trabalhar. Um amigo meu confessou-me, no outro dia ao telefone, que tinha concluído o seguinte acerca da economia:

Os que produzem os bens são os mesmos que irão consumi-los. Logo, pagar pouco aos que produzem deve acarretar uma diminuição do consumo. Os patrões acham que não, sempre podem ir vender os produtos noutros mercados onde pagam melhor aos que produzem e se vende mais caro. Mas se esses mercados estão a desaparecer…

Preparem-se, vem aí a IDADE MONHÉ!

—————

Actualização:

Nem de propósito…

O Público – Governos forçados a intervir para limitar efeitos da crise

Salvam-se bancos em dificuldades, ajudam-se as famílias endividadas a pagar a sua prestação, devolvem-se impostos pagos, reforça-se o poder das autoridades da concorrência para controlar os preços, penalizam-se as petrolíferas pelos ganhos excessivos, aumentam-se os apoios sociais aos mais pobres e fazem-se planos de investimento público mais ambiciosos.

O negrito é meu. As pessoas têm que começar a NÃO PAGAR AS DÍVIDAS! O que vão mesmo fazer? Roubar? Não há solução mais honesta, os bancos deitam-se na cama que fizeram, sabiam que mais cedo ou mais tarde isto viria a acontecer.

Desabafando (4)
Henrique Sousa | 26/07/2008 | 10:22 am
Chovendo

Chovendo

Há gente maldizente! Maldizente e ignorante! Imaginem que, quando saí para tomar café, ouvi sem querer o que um grupo de pessoas reunidas numa esquina a fumar (porcos!) dizia a respeito do clima: que afinal esta coisa do aquecimento global era uma treta. E sabem porque é que eles diziam isso? Porque estava a chuviscar em Julho. Ignorância, uma ignorância imensa… As pessoas pensam que o aquecimento se dá assim de um dia para o outro, e não sabem que é a temperatura global da Terra que sobe lentamente. Não sabem que os pólos aquecem mais que as regiões temperadas, e que o perigo nota-se mais na subida das águas do que na subida da temperatura, subida essa que se deve ao desgelo das calotes polares e foi o que eu estive a explicar-lhes (um professor trabalha sempre, até nas férias), santa ignorância… Mas essas pessoas nem sequer sabiam o que são as calotes, tive que lhes dizer “zona dos pólos” senão ainda podiam pensar que era um sítio como o nosso Portugal onde as pessoas pregam calotes aos bancos, e não pagam as suas dívidas a tempo e horas. Mas se elas pensam que conseguem fugir aos bancos, enganam-se. Read more »

Desabafando (1)
Henrique Sousa | 19/07/2008 | 10:57 am

Eu ando muito desconfiado do Verão deste ano. Tenho que ir investigar mais acerca do aquecimento global de que tanto se fala nos jornais e outros meios de comunicação. Não sei se se pode já considerar normal estarmos quase em Agosto e o calor não ser aquela coisa exagerada com que andávamos a contar.

O Inverno passado foi bastante frio, tive mesmo que gastar energia para aquecer a casa. Só Deus sabe com que problemas de consciência eu ligava o aquecedor eléctrico à noite, o aquecimento global e o CO2 não me saíam do pensamento, dormia mal e no dia seguinte andava às cabeçadas no meu emprego, e toda a gente me chamava a atenção para as minhas olheiras, e que tivesse cuidado com o pâncreas, etc. e tal. É evidente que eu não podia me desculpar com o facto de andar a dormir mal por causa do aquecimento, e confessar que me levantava a meio da noite para desligar o aquecedor eléctrico porque a energia eléctrica vem em parte das centrais térmicas que consomem carvão, gás e petróleo, e libertam um gás perigosíssimo chamado CO2 que anda a dar cabo das florestas e da camada de ozono que nos protege do efeito de estufa… Read more »


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