Posts tagged ‘Escassez de alimentos’

Energia eólica, Porto Santo, 1982-1986
Henrique Sousa | 11/10/2009 | 6:39 pm

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Quando, em 1982, fui requisitado pelo Governo Regional da Madeira para chefiar a Divisão de Energias Renováveis (DER) do então embrionário Laboratório Regional de Engenharia Civil,  uma das primeiras coisas que realizei foi  um programa de medição do vento na região, com início na Ilha do Porto Santo, e com vista ao aproveitamento da energia eólica. Cuidei pessoalmente, e com a colaboração dos elementos do quadro da DER, de todos os detalhes, do projecto à execução e montagem de equipamentos  em diversos locais previamente escolhidos. Trabalhei com serralheiros e pedreiros, desloquei-me aos locais, orientei e ajudei a montar. Estudei acerca do vento, aprendi com meteorologistas do INMG a ler os registos e a transpô-los para os mapas de registo. O programa de medição do vento no Porto Santo foi um sucesso, a recolha de dados foi quase a 100% e cobriu todo o ano de 1982. Uma orientação preciosa para o programa de medição do vento veio do Eng.º Humberto Fonseca do INMG  que sempre foi um adepto fervoroso da energia eólica, mas que faleceu antes de ver o resultado do nosso esforço.

Detailed specification for a Pilot Wind Power Scheme on Porto Santo - Dec. 1983

Detailed specification for a Pilot Wind Power Scheme on Porto Santo - Dec. 1983

Em 1983 o Governo Regional da Madeira contratou, sob proposta da DER, a firma britânica ERA Technology para levar a cabo estudos suplementares do vento (turbulência e determinação do perfil em altitude), bem como um estudo de viabilidade económica para um projecto piloto de energia eólica no Porto Santo baseado nos dados de vento do programa de medição efectuado.

O resultado desse estudo, em que o trabalho de campo foi de novo feito pela DER, foi a escolha do local do projecto piloto, Cabeço do Carvalho, Porto Santo. Este estudo, pioneiríssimo em Portugal, foi apresentado ao público em 1984. Não tenho registo da data exacta, mas deve ter sido ainda durante o primeiro trimestre desse ano porque o estudo da ERA tem data de Dezembro de 1983.

O «estado da arte» da energia eólica nessa altura era de máquinas com potências da ordem das poucas dezenas de kW, 30, 40, 50, sendo as de 55 kW as de topo de gama.

O governo alemão tomou conhecimento do estado de avanço do projecto do Porto Santo e dos estudos levados a cabo que apontavam para a instalação de máquinas dinamarquesas até 55 kW de potência nominal. Estava a DER a tratar já do projecto de instalação do parque eólico, que iria possivelmente ser posto a concurso, quando  é surpreendida pela oferta alemã de 8 aerogeradores da firma MAN de 30 kW cada.

O parque foi entregue para exploração à Empresa de Electricidade da Madeira, e ficou provada assim a viabilidade da utilização industrial da energia eólica em Portugal.

Porém, e apesar deste esforço pioneiro, a evolução que tiveram as energias renováveis no país foi uma desgraça. Portugal devia e podia ter acordado muito mais cedo. Quando o fez já foi tarde e não restou outra alternativa senão importar tecnologia estrangeira. Aliás é disso que a máfia local gosta, o que é que importa se o Zé tem que pagar a energia mais cara do mundo?

Hoje continuo a vislumbrar outras possibilidades tão promissoras como o vento foi outrora, mas sei que só daqui por alguns anos é que os espertos do costume se valerão das minhas ideias para fazer dinheiro, tal como fizeram com o vento.

Sei também que os espertos do costume vêm cá bisbilhotar ao blogue a ver se aprendem mais alguma coisa. Por exemplo, a ideia dos painéis fotovoltaicos nas casas que a EDP apadrinha é da minha autoria mas foi adulterada e desvirtuada.

Continuam a fazer de nós as bestas do costume
Henrique Sousa | 30/09/2009 | 9:10 am

As buscas efectuadas no âmbito da investigação sobre a aquisição de dois submarinos U-214 pelo Estado português a um consórcio alemão estão a decorrer em quatro escritórios de advogados, disse fonte ligada ao processo.

via Buscas estendem-se a quatro escritórios que participaram na compra de submarinos – PUBLICO.PT .

Para comprar 2 submarinos são necessários quantos advogados? Mesmo assim, parece que os vendedores ainda vão tentar enganar o comprador nas «contrapartidas». Já ouvi também referir que em vez de 2 submarinos serão 3 afinal. Pelo que se vê, este negócio dos  submarinos não é muito diferente do negócio das promoções nos supermercados, compre 2 e leve 3. A única diferença está na necessidade de muitos advogados para efectuar a compra de submarinos. Técnicos e militares terão sido ouvidos por acaso? Ou será que os submarinos não se destinam a fins militares? Caberão neles todos os advogados envolvidos no processo de aquisição?

E vem o Marinho Pinto enfurecer-se para as câmaras pelo facto de o Estado estar a zelar por aquilo que é seu… Na opinião desse senhor nem há motivos para desconfiar de nada. Ora basta ver a quantidade de «escritórios de advogados» que MAMOU dinheiro do Estado. E perguntar-se-ão as bestas: – Mas qual a necessidade? Será que é preciso besuntar a mão a tanta gente para pagar favores e/ou esconder as trafulhices que se faz com os dinheiros públicos? Não nos admiremos depois que nos venham aldrabar com o DÉFICE, o défice nada mais é que o reflexo do esbanjamento. Qualquer besta de bom senso percebe que, se no governo da sua casa, desviar dinheiro para comprar carros caros (ou submarinos), vai ter que pedir à família para apertar o cinto pois os rendimentos não chegam para a comida. O mesmo pensamento se aplica ao TGV porque trata-se simplesmente de um LUXO, e os pobres não devem ter luxos.

POR UM PAÍS MAIS POBRE!

Salve-se quem puder! Eu já não posso… mais!
Henrique Sousa | 29/08/2009 | 9:50 pm

PUBLICO.PT – Alterações climáticas afectam agricultura no Nepal

As alterações climáticas estão já a afectar a produção de cereais no Nepal, empurrando centenas de agricultores para uma situação de endividamento, alertou hoje um relatório da organização Oxfam.

É o início da ansiosamente esperada catástrofe mundial, as alterações climáticas não tardam aí, isto é, creio que hoje foi um dia muito mais quente que o mesmo dia do ano passado em Leiria, vem aí uma seca que vai trazer consigo a fome e a devastação, ainda mais do que as que a crise financeira já trouxe. Vamos ter que somar os efeitos da crise com os do aquecimento global, perdão, alterações climáticas e com outros efeitos como o das eleições em que os partidos vão gastar quase 100 MILHÕES para espalhar cartazes por todas as rotundas e elas são mais que as mães, e foi a construção de rotundas, algumas no deserto da margem Sul, que fez disparar os custos das eleições. É claro que esse gasto vai permitir tirar alguns afilhados da miséria, muitas pseudo-firmas se terão constituído para chular esse dinheiro, isto não tem cura afinal…

Há 58 anos atrás, em Cabo Verde, onde nasci, grassava uma fome, uma das últimas grandes fomes de que há notícia nesse território ao sul do Sara. O aquecimento global já tinha começado a fazer-se sentir por essa altura e lembro-me que se dizia que era o deserto do Sara que estava a crescer para Sul por causa da progressiva «desertificação», afectando também aquelas ilhas. Não sabiam era muito bem as razões da desertificação, mas hoje já sabemos: As Alterações Climáticas.

Ao Sul do Sara as populações têm vindo a ser escorreçadas pelo aquecimento global, perdão, alterações climáticas, e isto há muitos anos já. Mas também nessa altura havia os cépticos, aqueles que achavam que a fome era cíclica e iam buscar registos escritos de testemunhos sobre fomes anteriores, em que teriam morrido pessoas aos milhares naquelas pobres ilhas.

As Alterações Climáticas são um perigo real e não são afinal assim tão recentes como isso, e devemos estar é agradecidos ao Sr. Al Gore por ter descoberto esse fenómeno ao qual se dava tão pouca importância, mas que tem, desde sempre, estado presente na Terra. Pensa-se mesmo que os dinossauros terão desaparecido por causa de uma alteração climática, e hoje ainda se encontram restos de ossos que ficaram como prova de que eles morreram todos assados e por causa do aquecimento global, perdão, das alterações climáticas. Também as épocas glaciares se ficaram a dever às alterações climáticas, e depois houve também inundações. Acerca destas inundações fala-se em muitas culturas e em várias partes do mundo. Nós temos relatos acerca de uma inundação que houve e que obrigou um tal de Noé a construir uma arca, uma enorme barca onde colocou um casal de cada espécie animal porque o Noé não era especista, isso é coisa dos nossos dias, ao fim e ao cabo andamos a regredir em vez de avançar em termos morais.

Ajudem os ursos globais!
Henrique Sousa | 15/08/2009 | 11:12 am

Futuro em chamas

Um novo relatório lançado pelo Greenpeace na Espanha lista como o aquecimento global já está provocando  um aumento na intensidade e propagação de incêndios florestais nos países do Mediterrâneo e no Sul da Europa.

A região do Mediterrâneo foi identificada pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) como um dos locais mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Os incêndios dos últimos anos incluem uma onda de calor que atingiu toda a Europa em 2003 e causou fortes incêndios em Portugal, no sul da França e na Itália; em 2007 os incêndios inavadiram Tenerife e Grécia; já em 2009, os  incêndios mais fortes aconteceram na Espanha.

“Esse ciclo vicioso entre o aumento da temperatura e uma maior quantidade de incêndios nas florestas é uma evidência de que as mudanças climáticas são um fator chave na propagação desses incêndios, que por sua vez emitem mais gases e agravam o aquecimento global”, disse Christoph Thies do Greenpeace Internacional. “Líderes mundiais não podem deixar o planeta queimar e para impedir isso, devem colocar dinheiro sobre a mesa principalmente para combater  o desmatamento. Se eles falharem , irão deixar nosso futuro virar cinzas”, comenta.

Greenpeace acredita que na Convenção de Clima a ser realizada em Copenhague em dezembro,  os líderes  devem assumir um corte de 40% nas emissões até 2020 e que os países desenvolvidos invistam USD $ 140 bilhões por ano para ajudar países em desenvolvimento a migrarem para uma economia de baixas emissões de carbono, combater o desmatamento e investir em ações para se adaptar aos impactos das mudanças do clima.

ursinhoNo link do Greenpeace referem um relatório cujo link vai dar a nenhures. Este artigo é alarmista mas felizmente chega-se ao fim e vemos que é só uma questão de pretenderem mais dinheiro para que os países subdesenvolvidos permaneçam subdesenvolvidos porque devem adoptar uma política de não emissão de GASES, ou seja os pobres brasileiros vão deixar, por exemplo, de poder comer feijão porque o feijão faz muitos gases.

Também é um artigo que deve ser lido em todas as escolas porque é altamente didáctico, contém ensinamentos valiosos, por exemplo que Canárias, Tenerife, fica no Sul da Europa e não em África como se poderia pensar olhando para o mapa mundi. Deve ser por causa da inclinação do eixo da Terra que o aquecimento global anda a influenciar. A Terra já se encontra quase deitada, porque devido ao aquecimento global, perdão, às alterações climáticas, a Terra ficou cansada e qualquer dia a Terra passa a ser toda um grande Alentejo, onde todos estão cansados de tanta estupidez e hipocrisia em torno deste assunto.

Eu antes prefiro ir ao pólo Norte salvar os ursinhos polares, ando a fazer uma campanha de apoio ao urso polar, olhem só para esse ursinho da fotografia e digam lá se não têm pena de um animal desses ao sabor do aquecimento global. Esse ursinho que vêm na fotografia é filho de uma ursa que morreu logo a seguir a ter parido, vítima do aquecimento global, perdão, das alterações climáticas. A ursa teve uma indigestão porque em vez de comer salmão, comeu sardinhas grelhadas com pimentos próprio de climas mais quentes e as sardinhas tinham ficado alguns dias fora do frigorífico e estavam estragadas. Podem querer saber como é que foram lá parar as sardinhas e a história começa com uma viagem do Greenpeace ao pólo Norte em que estava um português, bem o resto já podem imaginar… É sempre o tuga o culpado, se não for o tuga é o espanhol ou o grego, os mediterrânicos são muito atrasados devido ao aquecimento global, basta olhar para o alentejano…

Tenho dito, por hoje!

SALVEM O URSO GLOBAL!

VIVA O AQUECIMENTO POLAR…!!!

UPS! SERÁ QUE TROQUEI ALGUMA COISA?

União europeia, aquecimento climático, crise, desemprego, tgv, política, campeonato de salto à vara, energia nuclear, aborto, tabagismo, filosofia gay e educação sexual, entre outras coisas
Henrique Sousa | 09/04/2009 | 7:22 pm

Embrutecimento global
Henrique Sousa | 17/02/2009 | 11:03 pm

During the last 2 billion years the Earth’s climate has alternated between a frigid “Ice House”, like today’s world, and a steaming “Hot House”, like the world of the dinosaurs.”

Pois é, há quem diga (e prove) que estamos a passar por um período FRIO da História da Terra:

Clique na imagem para ver melhor

Nada me desilude mais do que pegar num trabalho que é supostamente sério e ver logo nas primeiras páginas referir-se o aquecimento global e a necessidade de redução das emissões de carbono para justificar a introdução de tecnologias caras. Tira todo o mérito que o trabalho possa ter. Cuidado com certos “cientistas”, pois!

Hoje, em conversa com um colega, ex-socialista, ele confessou-me, a propósito dos desmandos do seu ex-partido:

- Estou a virar reaça! Até já preferia o Salazar a estes pindéricos do PS! Ao menos sabia as regras do jogo, e agora já não sei nada, só sei que me sinto perseguido no local de trabalho, obrigam-me a estar na escola sem ter nada que fazer, apenas por estar, e andam a controlar as horas a que entro e saio.

Quando a mentira e a prepotência se insinuam, muitas bestas que se deixaram enganar pela “esquerda” começam a saltar para fora do curral onde entraram de livre e espontânea vontade.

Com esta questão do aquecimento global passa-se o mesmo, é um enorme logro que fará com que muitas bestas “esquerdistas” acordem e comecem a pensar se não andarão a ser enganadas com o paleio ecologista, malthusiano e que servirá para justificar a engenharia demográfica, o aborto, a eutanásia, o infanticídio, o gayzismo e outras medidas de controle da natalidade.

VIVA SALAZAR!

Uma campanha muito original, sim senhor!
Henrique Sousa | 15/02/2009 | 11:08 am

PUBLICO.PT

PS – A Força da Mudança


Não, eu não quero com isso dizer que o Sócrates é parvo, antes pelo contrário. É o chico-mais-esperto que já tivemos no poder, neste faz-de-conta-que-é-uma-democracia. Aliás, entrámos definitivamente na era do faz-de-conta, desde o diz-que-é-uma-espécie-de-engenheiro ao Fripór-dá-cá-o-meu, desde a melhoria-do-sistema-de-ensino com passagens obrigatórias para os alunos e chumbos aos professores à perseguição das bruxas pela Bruxa da Educação, desde os empregos-a-dar-com-pau a uma crise-global-que-tudo-justifica, desde os fatos Armani e os carros topo de gama a um faz-de-conta-que-tiramos-aos-mais-ricos para acalmar as bestas, desde as promessas-de-não-subir-impostos a negócios-de-casas-com-offshores… enfim, se nos pusermos a desfiar o rosário não saímos do mesmo sítio.

Não, o Sócrates não é parvo, as bestas chifrudas que o elegem e reelegem é que gostam de ser enganadas, a besta nunca mais deixará de ser besta, “per omnia secula seculorum, Amen!”

Viva o BARRACABANA!

VIVA O ROBOTISMO!

VIVA O MANIFESTO

ROBOTISTA!

Download Manifesto Robotista Version Henrique Sousa


Novo discurso do Zé Socras
Henrique Sousa | 21/01/2009 | 5:53 pm

Caros eleitores:

O nosso governo é o melhor governo que Portugal já teve desde o 25 de Abril. Isto, apesar de termos sido eleitos com base nas promessas que vos fiz de não subir os impostos e de recuperar postos de trabalho, coisa que infelizmente ainda não fizemos por causa do défice que herdámos do PSD  e desconhecíamos e também porque para criar emprego é preciso em primeiro lugar acabar com os empregos que o Estado proporciona. Efectivamente, e em nome da diminuição do défice, fomos o governo que mais postos de trabalho da função pública destruiu, reduzindo o peso do sector público e proporcionando assim mão-de-obra muito mais barata aos empresários que irão, deste modo dar mais emprego aos cidadãos. Sim, são empregos de merda, eu sei, mas melhor que nada. Numa altura em que as fábricas fecham e mandam milhares de trabalhadores para a rua, trabalhadores a quem o Estado tem que pagar subsídios de desemprego, numa altura em que há cada vez mais reformados a quem temos que pagar as reformas, em que o número de pensionistas aumenta e o número de pessoas carenciadas que recebem subsídios de reinserção social ou o rendimento mínimo garantido, nós temos a responsabilidade de atender a todos, mas também pugnar por aqueles ideais que nos norteiam desde sempre:

- Aborto livre para que as pessoas miseráveis não fiquem ainda mais miseráveis e não possam trabalhar por terem de cuidar de filhos indesejáveis.

- Casamento entre pessoas do mesmo sexo (vulgo, casamento gay), de modo a que a questão dos filhos nem se ponha, a não ser que se trate de filhos adoptados que serão assim bem educados desde pequenos e possam mais tarde substituir-nos na governação deste país, se ainda houver país.

- Legalização da eutanásia, afim de que o Estado não se veja compelido a despesas supérfluas com os cuidados continuados de saúde que são, mesmo assim, um passo no sentido da introdução da eutanásia, basta que os cuidadores dos cuidados continuados não cuidem como deve ser daqueles que lhes são entregues (aliás, pela miséria que vão ganhar não podem ser muito zelosos).

- Lançamento de grandes obras que possam colocar Portugal na vanguarda dos países pobres em que mais dinheiro se gasta em obras megalómanas, assim uma espécie de Serra Leoa mascarada de Koweit para atrair turistas que apenas deixam por cá uns trocos porque são as agências estrangeiras que exploram o turismo em Portugal. Por isso é que precisamos de um TGV que nos ligue à Europa e de um aeroporto do tamanho do rectângulo, obras que serão pagas não por nós, mas pelos nossos filhos e netos, se os tivéssemos. Como não vamos mais ter filhos e netos, ou muito poucos, ninguém fica a dever a ninguém, os financiadores é que vão ficar a arder, eheheheh! Já viram a esperteza do Zé Socras?

- Etc.

Exceptuando estes nossos objectivos mais prioritários, como agora estamos em ano de eleições, todos aqueles cortes com os funcionários vão ser revistos em alta, essas bestas, desde que se lhes dê uma esmolinha, ficam logo todas derretidas e voltam a dar-nos o seu voto. Vamos começar por conquistar os militares, descongelando as promoções até à altura das eleições. Depois vamos conquistar os reformados e pensionistas porque eles são mais baratos de conquistar. Com a miséria que recebem, basta dar mais um euro a cada um (lembram-se da esmola do complemento solidário?) e eles fazem logo uma festa de arromba e votam em mim, ou não me chame Zé Socras.

O mais difícil vai ser recuperar os professores, eles estão muito ressabiados com a perseguição que lhes movi com a cadela Milu, mas nada de grave. Basta que lhes retire a avaliação do tipo chileno que nem os chilenos aceitaram e substituo por uma coisa do tipo faz-de-conta (como já era antes), e eles voltam a dar-me o voto. Sabem, eu preciso acabar a minha obra, a Manela Fernanda Leite diz que sou o coveiro de Portugal mas é tudo mentira? Inveja! Portugal está em coma, e vai morrer, sem dúvida. Se ela me acusasse de assassino de Portugal, vá que não vá… Mas vou deixar uma lápide que diz:

AQUI JAZ PORTUGAL DO ZÉ POVINHO*

MORTO POR ZÉ SOCRAS E ENTREGUE AOS ABUTRES

————–

*Zé Povinho viveu cerca de 1000 anos, apesar dos maus tratos que sempre sofreu nas mãos dos «tios» a quem sempre serviu, quer no jardim plantado à beira-mar, quer no vasto império que construíu e que desmoronou em 1975, após o que foi anexado à Europa dos ex-colonialistas que transformaram Portugal numa colónia de férias e pouco mais. O Zé Povinho não morreu, só a sua Pátria morreu. O Zé, na sua vocação universalista, emigrou para todos os cantos do mundo e viverá na diáspora como os judeus, até ao dia em que decidir regressar à sua Pátria, nem que tenha que expulsar os novos euroárabes que irão ocupá-lo como bons abutres sobre um cadáver.


Futuro do blog
Henrique Sousa | 01/01/2009 | 4:15 pm

Programa Futuro Comum na RTP-N, dia 1-1-2009, 13 horas. Entrevista de Fernanda Freitas, assistida pelo Prof. Viriato Soromenho-Marques:

Chavões eco-bio-politicamente correctos, aquecimento global, alterações climáticas, subida do nível do mar, gases de efeito de estufa, assobiar para o lado em relação ao desenvolvimento dos países pobres, sustentabilidade, energias renováveis, eficiência energética, crise ambiental, crise energética, crise dos biocombustíveis, crise dos alimentos, crise de justiça, crise económica, sim, tudo uma enorme crise: a maior de todas as crises é a crise de ignorância mascarada de sapiência, patente na transmissão acima referida.

Quanto mais ouvimos esta gente falar, mais se distingue o cheiro a banha da cobra. Repare-se na imagem dada abaixo, disponível na net, sobre as fontes de energia actuais mundialmente exploradas:

http://en.wikipedia.org/wiki/File:World_energy_usage_width_chart.svg

http://tinyurl.com/77hfek

Petróleo, Carvão e Gás Natural representam 85% do total da energia mundialmente produzida.

Nos 15% restantes encontram-se todas as outras, sendo que 13% se devem à energia nuclear, biomassa e hidroeléctrica.

Nos 2% restantes estão as energias que alegadamente vão salvar o planeta, a eólica, a solar térmica, geotérmica, biocombustíveis, fotovoltaica, etc..

Se assim for, o caminho que estas novas energias têm pela frente é ainda longo. Para substituir 50% das fontes emissoras de gases de efeito de estufa (vulgo, CO2), talvez seja necessário esgotar os recursos minerais e outros da Terra na construção de dispositivos que permitam aproveitar as energias renováveis. Pode não ser a realidade, mas mostra como os neo-entusiastas das energias renováveis não têm a mínima noção do tamanho do problema que estão a fabricar. Se os detentores do petróleo, carvão e gás tossirem, o mundo apanha uma pneumonia mortal. Ainda estamos a ver se recuperamos da última escarradela que foi a recente subida do preço dos combustíveis seguida de queda.

Outra realidade que sobressai da figura, os célebres biocombustíveis são apenas 0,2% do total. Mesmo assim, estes 0,2% conseguiram fazer subir o preço dos alimentos a nível mundial, imaginem só!!!!!

Vou, em 2009, parar de blogar. Vou parar de blogar como única forma de protesto possível, para mostrar o meu desgosto em relação a uma sociedade completamente anestesiada pelos merdia, a mando de uma cáfila de «tios» sem escrúpulos que tudo controlam. Bardamerda para eles!

Mais um ou dois posts por respeito a quem me visita com votos de…

UM BOM ANO NOVO!

Estupidez digital global
Henrique Sousa | 17/11/2008 | 10:53 am

Diário Digital

A rapidez do degelo dos glaciares da Antártida e da Gronelândia, que, como o Byrd, desaguam no mar, afecta directamente o nível dos oceanos. A subida do nível do mar, que chega a atingir três milímetros por ano, é uma preocupação para numerosas populações costeiras, sobretudos de estados insulares.

As actuais previsões do Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas IPPC, na sigla inglesa, prevêem um aumento do nível do mar de 18 a 59 centímetros desde agora até 2100, não tendo em conta o comportamento futuro das calotas polares da Antártida e da Gronelândia.

Já faz bastante tempo que referi aqui que o gelo que se encontra sobre a água, ao dissolver, não faz elevar o nível da água. O gelo é menos denso e ocupa, portanto, mais volume que a água. Agora os algoristas falam do gelo dos glaciares que ao descer para o mar fará subir o nível dos oceanos. O nível do mar não é sempre o mesmo, tem variado ao longo dos tempos. No outro dia li a notícia estúpida referente a ilhas de corais que iriam ficar submersas se o nível do mar subisse apenas alguns centímetros. Esta é demais! Porque sendo ilhas feitas de corais, esses corais continuam a desenvolver-se e fazem a ilha acompanhar a subida do mar (caso haja). Mas as notícias são feitas à medida para as bestas mais bestas.

O nosso guia!
Henrique Sousa | 21/10/2008 | 9:45 pm

Viva Sócrates!

Sobe, sobe, petróleo sobe!
Henrique Sousa | 04/10/2008 | 12:36 pm

Preço do petróleo no último mês

Se olharmos para a evolução do preço do petróleo no último mês, ficamos sem saber se ele está a subir ou a descer, melhor dizendo, ele sobe e desce sem que possamos dizer que tendência tem. Esta incerteza é o que o comum dos mortais experimenta e vive com o credo na boca, não vá amanhã ter que passar a andar a pé porque não ganha já para o petróleo.

Mas vejamos agora o que se passou nos últimos 3 meses, para ver se já se descortina uma tendência qualquer que é mascarada com as oscilações diárias que tanto lucro proporcionam às petrolíferas.

Preço do petróleo nos últimos 3 meses

Uma subida do crude justifica aumentos exagerados nos preços dos combustíveis ao consumidor e uma descida do crude nada faz ou provoca baixas irrisórias dos preços dos combustíveis.

Preço do petróleo no último ano

Torna-se evidente que o preço desceu nos últimos 3 meses. Mas será que vai continuar a descer, vai estabilizar ou inflecte e volta a subir? Consultemos agora a evolução no último ano. Quando é que o preço do petróleo foi máximo neste passado ano? Verificamos pelo gráfico que o pico foi atingido em Julho-Agosto, tendo estado a subir desde Outubro do ano passado, pelo menos. Como o preço ainda se encontra acima dos menores valores, podemos ficar mais tranquilos porque mesmo que suba não deve ir acima dos máximos que já aguentámos.

Mas porque é que houve esta escalada do preço do petróleo? Os analisadores políticos iriam buscar razões políticas tais como a guerra no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão no Ondéquestão, no boicote do Chávez, nos biocombustíveis do Brasil, etc. e tal e davam-nos uma lição de História Universal que até andávamos de lado, como fazem muitos comentadores dos merdiovisuais.

Preço do petróleo nos últimos 3 anos

Nós aqui iremos, numa atitude mais pragmática ver o que se passou nos últlimos 3 anos com o preço do petróleo. Verificamos que em 2006 e 2007 o preço esteve estável e só em 2008 é que houve este «descontrole» que parece estar a regressar à normalidade.

Resumindo e baralhando: o preço do petróleo subiu enquanto essa subida representava ganhos. Quando já não havia ganho, começou a descer. E a descida está a mostrar que proporciona ganhos também. E a descida vai continuar enquanto der lucro. Depois, ou estabiliza, ou volta a subir. Os tios é que sabem, os tios é que mandam.

Fonte: Oil-price.net

Considerando (2)
Henrique Sousa | 04/09/2008 | 8:13 am

Pode haver ainda quem considere que não fui suficientemente explícito no que respeita à questão da crise que vivemos e que se sente na falta de empregos “normais” para os nossos jovens, do género render da guarda, pais professores dão filhos professores, pais vendedores de feira dão filhos vendedores de feira e a sociedade vai se mantendo mais ou menos estável.

O nosso Führer disse, e bem, referindo-se aos professores por exemplo, que o tempo das vacas gordas acabou – só ficou uma no ministério da educação. O governo não pode meter mais professores do que os que são necessários, tudo muito óbvio e certíssimo. Alternativas para os licenciados? Claro que há: call centers e supermercados. Bancário já só com o doutoramento, no tempo das vacas gordas o 5.º ano dos liceus era suficiente para um emprego no banco e muitos dos actuais professores não têm mais que um curso da Escola Técnica.

No caso dos que poderiam ser professores e ficam no desemprego, a culpa de quem é? A culpa é, em parte, deles próprios e já passo a explicar. Segundo os paleontólogos, quando os recursos rareavam em sociedades primitivas, a fertilidade aumentava. Parece que o raciocínio era o de que «quanto mais formos melhores chances temos de sobreviver, quer individualmente, quer enquanto espécie». Este raciocínio encontra-se hoje invertido na nossa sociedade. A grande maioria das pessoas, face às dificuldades da vida pensa e diz: «O quê? Com as coisas como estão, vou eu agora pôr os meus filhos neste mundo para virem sofrer? Era o que faltava! Que sofram os filhos dos outros. Eu só vou parir um e deixo-lhe já tudo meio-encaminhado, uma casa, mobílias, carro, e o meu emprego também». Mas muitos nem sequer um filho admitem ter. Já vivem tão mal, sem espaço para colocar o filho, sem dinheiro para a creche, sem tempo, sem condições nenhumas que a solução é mesmo abortar caso as coisas corram mal. O governo dá todo o apoio ainda por cima, já nem é crime, ficamos de consciência mais limpa do que depois da confissão do pecado ao padre. Qual quê? Até podemos passar a vedetas indo contar a nossa experiência na televisão em programas do tipo Fátimas Lopes/Manuéis Gouchas.

O que não pensámos, nem sequer pensamos ainda, porque besta é besta e não foi feita para pensar, é que em poucos anos iriam faltar crianças nas escolas /1/. Tal como já dissera anteriormente, os professores precisam de ignorantes a quem ensinar, os médicos precisam de doentes e os juristas precisam de bandidos, etc..

Os Sócrates (e a esquerda em peso) não têm culpa de não precisar de mais professores, mas têm culpa de promover o aborto, têm culpa por fazerem engenharia demográfica. Mas mais culpadas são as bestas, as bestas que não querem parir por medo.

———

/1/ Recomendo este artigo de Luís Filipe Malheiro.

Vigiando (4)
Henrique Sousa | 16/08/2008 | 6:28 pm

Envelopes baratos

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Andei à procura de envelopes baratos para enviar os meus livrinhos pelo correio àqueles que me fazem o favor de os comprar directamente, eu nunca hei-de ver os meus livros profanados pelo negócio merdiático de editores e dos merdia. Se algum dia merecerem a atenção das pessoas é porque têm… mérito, óbvio, Jacques de la Palice não diria melhor! Não estou a dizer nenhuma mentira, nem escondo que tenho inveja dos Al Gores e dos Gonçalos Amarais, e até dos Miguéis de Sousas Tavares (tavares já está no plural) ou Josés Rodrigues dos Santos (rodrigues e santos também), por venderem tantos livros e propalarem as suas ideologias. Pois, no fundo, isto de escrever não passa de querermos que os outros aplaudam, que achem que temos razão, mesmo quando afirmamos que não é assim. Ou para ganhar dinheiro, muito dinheiro. O busílis é quando dizemos coisas que ninguém quer ouvir. Esses que tais, de que vos dei já alguns exemplos, sabem dizer aquilo que nós queremos ouvir, por vezes são ajudados por especialistas de marketing que descobrem o negócio que esses autores de merdia podem proporcionar e assim se vai vivendo no mundo da escrita. Eu confesso ainda que por vezes tenho vergonha de andar metido no negócio de escrever, em que tenho que comparar o meu trabalho com o de alguns vendilhões da palavra, muitos deles sobrevivendo à custa de escravos que lhes embelezam e corrigem as porcarias que “escrevem”, qualquer dia até já se vende novelas baseadas no Diário da República, e não faltaria matéria para pôr a nu, bastava as nomeações e os concursos-fantoche para se publicar vários volumes…

Vem isto a propósito do livro do Amaral que vi hoje numa tabacaria cá da terra, exposto em todas as prateleiras e sobre o balcão, convidando mesmo as bestas, «COMPREM-ME!». E, confesso mais ainda, tive náuseas, e pensei seriamente em deixar de escrever fosse o que fosse. Mas o absurdo é que chego a casa e sento-me a escrever, chiça, com quem mais posso desabafar?

Ah, já me esquecia dos envelopes baratos para mandar livros pelo correio. Acabei por comprar envelopes normais numa papelaria ao pé de casa, a 15 cêntimos cada. Porque os envelopes almofadados que lá tinham eram aqueles dos correios que já trazem as moradas do remetente e do destinatário (não sei como é que eles adivinham) mas custam 1 euro cada e a senhora da papelaria queria à força que eu acreditasse que não há envelopes almofadados mais baratos de outra origem. Para proteger os livros, lá terei que colocar alguma espuma à volta, cá me hei-de desenrascar, não se preocupem. O pior é o preço dos portes. Se mandamos sem registo, os correios fazem com que se perca a encomenda, porque assim da próxima mandamo-la registada. Resumindo, com menos de 3 euros não se manda um livro com a certeza de que chega ao destino. Depois há a treta dos envelopes verdes que alegadamente incluem registo e ficam mais barato (uma ova!). Eu já caí numa dessas e vi-me grego para reclamar o extravio de um envelope que enviei para… Angola! O que é que pensam? Sim, já tenho contactos a alto nível…

Em suma, não é nada fácil escrever por conta própria, razão têm aqueles autores que usam os casos merdiáticos para fazer uns cobres, a vida está difícil e quem não for esperto não se safa.

Desabafando (9)
Henrique Sousa | 02/08/2008 | 12:39 pm

Falando ainda acerca das plantas no tanque do desabafo anterior, seria bom que pensássemos o seguinte: supostamente as plantas não têm nenhuma consciência de que dispõem de um espaço limitado, e não tomam medidas de auto-regulação do crescimento populacional. Enquanto puderem, vão se reproduzindo e acabam por encher a superfície do tanque se os recursos forem suficientes. Se estes continuam disponíveis, uma vez esgotada a possibilidade de crescimento, as plantas terão que passar a morrer ao mesmo ritmo que nascem novas plantas, ou o tanque ficará subitamente transformado em cemitério vegetal, porque o excesso de população sufoca todos os seus membros. E é deste cenário catastrófico do Fim do Tanque que convém convencer as plantas, e mostrar-lhes a tempo e horas que devem tomar medidas para controlar os nascimentos, antes do dia do Juízo Final.

De certo modo, o medo do Fim do Tanque já existe há bastante tempo no inconsciente colectivo das plantas e dele falam algumas seitas demográficas. E há quem não se conforme com um eventual desaparecimento catastrófico da sua espécie, e tudo fará para adiar o mais possível esse trágico evento apregoado desde há milénios, e em que não podemos deixar de crer porque não somos capazes de imaginar soluções que contrariem a tendência para, em presença de recursos abundantes, as plantas se dedicarem apenas à reprodução.

Felizmente que a nossa situação está longe de ser a situação do tanque de plantas porque os nossos recursos nem sequer são abundantes, e o que acontece conosco não tem comparação com o que acontece com as plantas porque nós não somos plantas, somos bestas acima de tudo. As bestas não se reproduzem como as plantas e o tanque onde as bestas se encontram está em regra quase sempre vazio de recursos. São as bestas que têm que trabalhar para produzir os alimentos com que sobrevivem, isto é, a população que existe está sempre em equilíbrio com o seu trabalho, viva bem ou viva mal!

A decisão de viver bem e de viver mal cabe exclusivamente às bestas, e estas organizam-se em torno de um poder político a quem competiria zelar por seu turno pela organização das bestas no tanque, de modo a se poder viver o melhor possível. Mas o poder político cai sempre na tentação de governar como se fôssemos plantas e aplica as mesmas medidas que tomaria para elas, e para que apenas alguns possam nadar à vontade no tanque. O melhor exemplo de como se governa bem um tanque vem actualmente da China.

Desabafando (7)
Henrique Sousa | 30/07/2008 | 11:19 am

Biocombustíveis e as novas engenharias. Haverá alguma relação?

Já houve uma época em que o curso da moda era Gestão. Alguns anos após o 25 de Abril, aqueles pais que enriqueceram rapidamente (à custa do 25 de Abril) e educaram os filhos à sua imagem e semelhança, mandavam os filhos para cursos de Gestão. Ao menos eram honestos consigo mesmos, iam directos ao assunto que era o assunto de sempre, o dinheiro. E eram tantos os que escolhiam o curso de Gestão, que este depressa deixou de «estar a dar», até porque os gestores não tinham nem têm uma corporação forte que os proteja como, por exemplo, a Ordem dos Médicos. Read more »

Desabafando (6)
Henrique Sousa | 29/07/2008 | 1:00 pm

Ainda sobre a questão dos biocombustíveis:

Eu era daqueles que não via problema algum na utilização do óleo, do azeite ou do álcool para fazer andar a carroça. Antigamente, quando os carros eram puxados por cavalos, burros e bois (e é por isso que hoje insultamos com os termos cavalgadura, asno e cornudo), o que é que se dava a comer aos animais? Palha, milho e outros cereais e alimentos. Nessa altura, se já houvesse ecologistas conscientes como nós, os que alimentavam as suas alimárias com boa comida estariam tramados… pior, muito pior do que isso porque nesse tempo a fome existia por cá, enquanto os animais dos tios andavam gordos e luzidios, comendo milho e cevada que faltava à mesa dos pobres.

Mas mudam-se os tempos e mudam-se as bestas, e também se mudam os tios. Hoje todos tentam imitar os tios e têm carroças em que os cavalos foram substituídos por cavalos-vapor que são alimentados por combustíveis fósseis, produtos alimentares ou até mesmo lixo. Sem falar também do cavalo-vapor eléctrico (um cavalo de luxo ainda) que pode ser alimentado com electrões guardados em baterias que se carregam em qualquer tomada de electricidade. Em resumo, há tantas possibilidades de alimentar os cavalos-vapor dos nossos automóveis… Porque havemos de lhes dar milho se eles podem comer petróleo que é impróprio para consumo (até ver!)? E porque havemos de lhes dar petróleo se este pode ser vendido para comprar milho de que os famintos precisam?

Ao fim e ao cabo, nós não devíamos era andar de carro, devíamos desistir do nosso estilo de vida, e dar de comer aos famintos. Como diz G. W. Bush, andamos viciados nos combustíveis e precisamos de uma cura de desintoxicação. E é para isso que existem os ecologistas como nós, para mostrar às pessoas que podem e devem levar uma vida saudável, dispensando os malditos cavalos-vapor que comem a comida dos outros. No outro dia houve um desfile de burros, daqueles que estão em vias de extinção, esses ao menos já não tiram a comida a tantos outros burros que andam a passar fome no terceiro mundo.

No fundo, no fundo, é um contra-senso de todo o tamanho que umas bestas como nós se arroguem o direito de ser puxadas por bestas-vapor, e seja necessário alimentar duas cavalgaduras em vez de uma só. Até porque a cavalgadura que é puxada tende a ficar obesa, e vai custar ainda mais dinheiro ao erário público para ser… desengordurada!!! Diz-se por aí (nos merdia) que as listas de espera para colocar bandas gástricas já têm milhares de bestas. Mas há outras formas de emagrecer, o negócio do emagrecimento das bestas é um dos maiores negócios de sempre, e dizem as más-línguas que a economia vai mal, é só inveja e ignorância… dos burros!!!

Desabafando (5)
Henrique Sousa | 26/07/2008 | 5:00 pm

Fui hoje visitar uma feira biológica. Encontrei gente muito interessante que está a praticar agricultura biológica, isto é, andam a plantar plantas vivas e colhem produtos de origem vegetal biológica, e comem esses produtos cultivados de forma natural e isenta de produtos químicos, excepto naturalmente a água que além de ser um produto químico (H2O) é também um produto natural muito antigo e essencial à vida biológica tal como a conhecemos hoje em dia.
Essas pessoas praticam a vida biológica em quase todos os seus aspectos, não só no que respeita à alimentação como no que respeita também ao vestuário, habitação, transportes, etc., mas em que este «etc.» não é muito mais porque comer, vestir, estar (e não estar) representam quase 100% das nossas necessidades básicas. A única coisa em que estas pessoas biológicas são diferentes das outras é na questão da reprodução em que preferem não se reproduzir para não aumentar a população mundial, ou, quando o fazem, preferem os métodos anti-biológicos. Read more »


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