Posts tagged ‘150.000’

Quando (II)
Henrique Sousa | 18/03/2010 | 3:38 pm

É o fim deste País!

Quando se chega ao extremo de preferir uma reforma muito penalizada ao prolongamento da vida activa, nada mais resta a dizer do país. Acabou, afundou-se, é cadáver que só serve aos abutres que irão continuar a comer-lhe a carne podre e nauseabunda.

Deus tenha a sua alma em paz!

Quando (I)
Henrique Sousa | 18/03/2010 | 8:17 am

Para a Sibéria com o gajo!

Quando se chega a este ponto de gozação em que até os profissionais cometem gafes destas, mais vale resignar ou venha de lá a necessária Ditadura para evitar situações como esta que colocam mal o Grande Líder.

Nazismo elege os velhos para o papel de judeus
Henrique Sousa | 17/03/2010 | 1:08 pm

Assisted suicide for anyone over 70 who has simply had enough of life is being considered in Holland.

via Holland proposes giving over-70s who ‘consider their lives complete’ the right to die | Mail Online.

Eu estou quase pronto para ir. Já tive filhos, plantei imensas árvores, escrevi alguns livros e portanto tenho a minha missão cumprida na Terra. Chegou a minha hora numa hora absurda.

Mediante isto, creio que, como velho, terei que optar, ou me suicido ou eles me «suicidam», ou será que os velhos irão ter que passar a esconder-se?

Não tarda muito e começam a aparecer os novos campos de concentração para velhos, de que alguns lares constituem já antevisões realistas.

Via Socraquistão

Vinte mil léguas submarinas
Henrique Sousa | 06/03/2010 | 11:10 am

Só em Fevereiro poderão ter entrado na Caixa Geral de Aposentações CGA 20 mil pedidos de reforma, muitos dos quais com penalização. A questão das reformas foi um dos motivos que estiveram na origem da greve de ontem, quinta-feira, da Função Pública.

via Vinte mil pedidos de reforma antecipada – JN.

Os funcionários públicos estão a aposentar-se mais cedo pois receiam que as condições para a aposentação se agravem ou que não haja qualquer benefício em continuar a trabalhar. Para auferir a mesma reforma (ou menos) daqui a alguns anos, quando já não valer a pena porque a idade não perdoa, mais vale aceitar 50% do salário actual e poupar no consumo, ajudando a afundar mais a «economia tiocrática nacional». Eu também estou no rol dos 20.000, isto é, somos 20.001 a pedir a reforma.

Os nossos substitutos (se houver) vão ser pessoas contratadas a prazo com salários de miséria e também não vão ajudar a «economia tiocrática». Eu vou vender o carro por tuta e meia e passo a andar a pé, e vou reduzir ao máximo as despesas. Se puder, ainda procuro uma ocupação, tirando lugar aos jovens.

Eu só gostava de conhecer os crâneos economistas que fazem os orçamentos do Estado. No mínimo, cuspia-lhes na cara!

A maior catástrofe em 100 anos no Continente
Henrique Sousa | 22/02/2010 | 10:04 pm

Obras nas escolas. Portugal a saque.
Henrique Sousa | 22/02/2010 | 7:29 pm

Em 26 de Fevereiro de 2007, escrevi, nesta coluna,sobre a Parque Escolar, EPE e alertei a opinião pública para o que facilmente se antevia. Não critiquei só a passagem da gestão do parque escolar público para o domínio empresarial por um governo que apregoava a autonomia das escolas e, hipocritamente, retirava aos seus gestores a capacidade de decidir sobre os respectivos espaços físicos.

via Escola: A gorda Parque Escolar, EPE.


Clique para ampliar e ler



Socraquistão
Henrique Sousa | 21/02/2010 | 9:35 pm

Assim sendo, como efectivamente é, tal despacho, o do Pinto Monteiro, é nulo e, por conseguinte, produz nenhum efeito, ou seja, é como se não existisse. Aliás, juridicamente não existe mesmo.

via Socraquistão.

Por mais trafulhices que se descubra, esta máfia não larga o osso. Têm que ser corridos a varapau!

Sócrates promete, Sócrates cumpre!
Henrique Sousa | 19/02/2010 | 7:35 pm

Miguel Frasquilho recordou que José Sócrates tinha prometido criar 150 mil postos de trabalho e que afinal criou 150 mil desempregos

via .:Grupo Parlamentar Partido Social Democrata:..

Sócrates prometeu 150.000 e já foram alcançados os 150.000, agora tudo o que vier a mais será de(s)graça.

Viva a ditadura do silêncio!
Henrique Sousa | 18/02/2010 | 7:29 am

Baptista classifica de “patéticos” os apelos do secretário-geral para reunir todos os órgãos directivos e frisa que “este não é o Partido Socialista Nacional Alemão”. Por fim, pede o funcionamento regular dos órgãos do PS e lamenta que Sócrates tenha apelado ao diálogo “apenas e só por se encontrar numa situação difícil”.

via Dirigente do PS diz que o partido vive sob uma “ditadura do silêncio” e que Sócrates quer accionar “o rebanho” – Política – PUBLICO.PT.

Viva a ditadura do silêncio!
Henrique Sousa | 18/02/2010 | 7:28 am

Baptista classifica de “patéticos” os apelos do secretário-geral para reunir todos os órgãos directivos e frisa que “este não é o Partido Socialista Nacional Alemão”. Por fim, pede o funcionamento regular dos órgãos do PS e lamenta que Sócrates tenha apelado ao diálogo “apenas e só por se encontrar numa situação difícil”.

via Dirigente do PS diz que o partido vive sob uma “ditadura do silêncio” e que Sócrates quer accionar “o rebanho” – Política – PUBLICO.PT.

As escutas são nulas e de nenhum valor, pá!
Henrique Sousa | 11/02/2010 | 7:56 am

- O Sr. Pinto Monteiro é que disse, pá! Por isso, pá, vê lá se te calas com isso de andares a pensar que aquilo se passou mesmo. Quer dizer, passou-se e não se passou, entendes? Passou-se mas é como se não se tivesse passado, pá! Porque os gajos anularam aquilo, pá! Já percebeste? Então, escuta: suponhamos que tu andavas a tramar pôr umas bombas no carro do Socras e que em conversa com um gajo sob escuta da bófia ficaram a saber disso mas só por acidente, porque tu até nem deves ser escutado porque és… suponhamos, só a fingir, presidente da assembleia. Como não deves ser escutado, a bófia tem que destruir as escutas e fazer de conta que não ouviu nada, percebes? Podes continuar a tratar das tuas bombas em paz que a justiça nada pode fazer contra ti, percebeste agora? Portanto, desde que tenhas um cargo que não deve ser escutado, podes fazer as sacanices que quiseres que ninguém te faz mal. Percebeste agora, estúpido?

- Vou tentar perceber. Então, quer dizer, a gente ouve as escutas e vê que o Socras é um sacana mas, como ele é PM e não deve ser escutado as escutas são nulas e eu tenho que as ignorar. O Socras assim deixa de ser sacana e continua a ser um gajo porreiro, não é?

- Isso, mesmo. Tens que esquecer tudo o que ouviste porque são escutas ilegais e até é um crime andar a divulgá-las, os sacanas são os que as divulgam, ‘tás a ver? O Socras é um gajo porreiro, sacaste? Sacanas são aqueles que andaram a espreitar pelo buraco da fechadura e descobriram coisas que não deviam ter descoberto. Isso assim não vale, num estado de Direito as escutas ilegais são crime! E depois ainda dizem que o Socras é que quer destruir o estado de Direito. Imagina, só porque ele queria ver-se livre de uns jornalistazecos de meia tigela e ter toda a comunicação social do seu lado.

- As escutas são ilegais, as escutas são nulas, as escutas são crime, as escutas não valem nada, as escutas foram mal escutadas e mal gravadas, as escutas nada provam, as escutas foram inventadas, as escutas não existem…

VIVA O GRANDE SOCRAS, VIVA O GRANDE TIMONEIRO, HEIL SOCRAS! ABAIXO AS ESCUTAS, MORTE AOS JORNALISTAS! IMPRENSA LIVRE É A IMPRENSA DO SOCRAS!

via Socraquistão.

Vamos a contas!
Henrique Sousa | 17/01/2010 | 1:23 am

A concessão do Pinhal Interior representa a criação, durante três anos, de 4000 postos de trabalho, a redução dos tempos de ligação entre concelhos e cidades e da taxa de sinistralidade, e o impulso económico da região com a criação estimada de 4400 novos postos de trabalho a médio e longo prazo.

A obra foi adjudicada por 1,244 mil milhões de euros, o que representa “uma poupança de 29 por cento em relação aos valores inicialmente previstos”, garantiu Paulo Campos. Porém, quando lançou o concurso, o Governo estimava que o custo total da obra seria de 772 milhões de euros. “Adjudicámos à empresa que nos apresentou a melhor proposta e a mais barata”, assegurou o governante, prometendo: “Aqui não haverá nem revisão de preços nem trabalhos a mais”. A concessão por 30 anos foi feita ao consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil, presidida pelo socialista Jorge Coelho.

via Sócrates aposta no investimento contra a humilhação e a marginalização do interior – Política – PUBLICO.PT.

Estou certo que ninguém faz estas contas e é por isso que nos comem as papas na cabeça.

Ora, 4000 postos de trabalho durante 3 anos a 500 euros por mês (14 meses) vem a ser 84 milhões, digamos até 100 milhões, mas isto é menos que 10% do valor da obra que é de 1,244 mil milhões de euros!

Por aqui se vê quanto é que os «TIOS» metem ao bolso!

Mas é evidente que o discurso deste futrica engana qualquer um!

Chama-se a isto, DEMAGOGIA PURA!
Henrique Sousa | 16/01/2010 | 7:41 pm

Nesta altura, e ao abrigo deste programa, estão a ser requalificadas “100 escolas, o que representa uma oferta de 10 mil empregos e envolve cerca de 2700 empresas”, especificou o primeiro-ministro. “Chamo a isto investimento público, modernizador e que combate a crise”, frisou o governante que defende que o sucesso de um país passa “pela aposta na Educação”.

via Sócrates sublinha “grandeza” do programa Parque Escolar – Educação – PUBLICO.PT.

Sim, Sr. Sócrates, os 10 mil empregos que proporciona aos miseráveis (por quanto tempo?) são motivo de orgulho para quem prometeu 150.000 empregos num país que já tem mais de 600.000 desempregados e o número não pára de aumentar. Você sabe que nada resolve para o povo com essas obras, que apenas os mesmos chulos de sempre se vão aproveitar e bem…

Pois, Sr. Pato Bravo, as obras neste Portugal são só obras de fachada, nenhuma escola nova se faz ou fará (elas até são para encerrar!), dá-se uma fachada nova às velhas, arrancam-se telhados e refazem-se para dar de ganhar aos «tios» e «primos» e colocam-se os alunos e professores em contentores manhosos sem condições nenhumas. E em breve V. Senhoria irá atacar os hospitais, depois os palácios e castelos e mosteiros que serão todos remodelados e os túmulos antigos serão substituídos por modernos hologramas, tal como os quadros de ardósia são substituídos por ecrãs digitais que nada acrescentam, antes pelo contrário.

Diga aos portugueses onde foi sacar o dinheiro que anda a enterrar em obras desnecessárias nas escolas boas. Sim, porque as escolas que realmente precisariam de obras, essas, tá quieto ó mocho!!!

Futuros Sr.s Dr.s e Eng.ºs
Henrique Sousa | 01/01/2010 | 12:03 pm

Hay ciertos puntos de la Reforma educativa española que resultan especialmente conflictivos. Pensemos, por ejemplo, en la ESO, que obliga a todos los adolescentes, hasta sus 16 años de edad, a seguir un mismo tipo de estudios. No teniendo todos ellos las mismas aptitudes mentales, ni las mismas ganas de estudiar, esta disposición legal obliga a estar en las aulas a un contingente de alumnos que ni pueden ni quieren estudiar, con lo cual plantean unos problemas de disciplina, orden y convivencia académicos que entorpecen enormemente el trabajo docente y originan la frustración en las aulas.

José Maria Quintana Cabanas

via ProfBlog: Para a crítica do eduquês. Por que razão as reformas educativas têm piorado o ensino? -1.

Estás desempregado? Apoia o casamento gay!
Henrique Sousa | 14/11/2009 | 10:30 am

Vivemos no reino da estimulação contraditória; se Kafka vivesse, mudava o nome do seu livro de “Processo” para “Europa”. A estimulação contraditória remete-nos para a inadequação de um certo pensamento que se pretende, alegadamente, lógico ao real mas que nos faz pensar no episódio de “O Rinoceronte”, de Ionesco, onde, enquanto vários rinocerontes circulam pela cidade, um representante da religião política oficial e única, vem responder às angústias dos habitantes através de silogismos. E quando dois milhões de portugueses estão no limiar da pobreza, a religião política do leviatão quer impôr, contra a opinião da maioria do povo, o “casamento” gay e a adopção de crianças por duplas de gays. Eis um bom exemplo de estimulação contraditória.

via perspectivas.

Ora, aqui está a fórmula para acabar com o desemprego. As empresas só conseguem ser rentáveis se despedirem pessoal. Ainda hoje li nas notícias que uma fábrica qualquer ia ter que despedir metade dos trabalhadores para continuar a laborar. E quem é que se despede primeiro? Os machistas, claro, porque são aqueles que reivindicam salários mais altos. Voltam-se para o patrão e dizem:

- Ou me pagas mais, ou levas no focinho!

E o patrão, com medo de levar no focinho, paga. Ou então despedem-nos. Por isso, já toda a gente anda a pensar duas vezes e as pessoas preferem virar maricas do que perder o emprego. Sempre é melhor ganhar qualquer coisa do que não ganhar nada.

É preciso quebrar a espinha a estes machistas. Uns dias de Sibéria (desemprego) nunca fizeram mal a ninguém.

Manipulação eleitoral
Henrique Sousa | 03/11/2009 | 11:02 am

Só em Setembro passado, verificou-se uma inscrição recorde de 72,6 mil novos desempregados, mas o desemprego registado subiu menos de 9 mil pessoas de 501,6 mil para 510,4 mil pessoas. O que se passou nesse mês com dezenas de milhares de pessoas?

via Público – Anulação de inscrições de desempregados coincidiu com períodos eleitorais.

A mesma clique ministerial
Henrique Sousa | 02/11/2009 | 10:35 pm
Recebido por email
Currículo oficial distribuído:
Ministra da Educação, Drª. Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar) – 59 anos, escritora. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Mestre em Análise Social da Educação pela Universidade de Boston. Ex-administradora da Fundação de Serralves (2000-2004). Professora Adjunta da Escola Superior de Educação de Lisboa. Exerce actualmente funções como Comissária do Plano Nacional de Leitura.


A realidade:

A Sra. Dra. Isabel Alçada (que além de excelente escritora de livros – currículo profissional – tem a virtude de estar casada com Rui Vilar – currículo político), apresenta como currículo de governante o que está acima.

Cerca de 200 pessoas como ela, frequentaram nos idos dos anos 80’s (claro que diversos anos) um curso de Verão, de dois meses, na Universidade de Boston. Esses senhores, todos eles ligados às ESE’s (Escolas Superiores de Educação), voltaram para Portugal depois do estio, e como as ESE’s, em pleno desenvolvimento dessa fraude que foram e são os Institutos Politécnicos, precisavam de mestres para lhes atribuir a categoria de Professores Adjuntos (nos Inst. Polit. basta o mestrado para se atingir o topo da carreira – Prof. Coordenador), dirigiram-nos a algumas Universidade de província (Évora, Algarve, Minho e etc.) para aí obterem a equivalência dos cursos de Verão, de dois meses, da Universidade de Boston, a mestrados (grau académico do ensino universitário). A certa altura, creio que em 1987 ou 1988, o Ministro da Educação da altura (Roberto Carneiro?) pôs fim a isso. Entretanto, cerca de duas centenas de falsos mestres iniciavam as suas carreiras nos IP’s.

Foi o caso da dra. Isabel Alçada.

Adivinha, adivinha…
Henrique Sousa | 13/10/2009 | 4:57 pm

Porque é que o Sócrates passou a andar de muletas em 2006?

 

coxo

 

Resposta: Porque mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo!

Mais um manifesto!
Henrique Sousa | 10/10/2009 | 8:35 pm

trabalho

Acabo de descobrir mais um manifesto. Este vem assinado pelo grupo Krisis, que não conheço nem mais gordo nem mais magro. A origem geográfica inspira cautela, o que se lê tem porém alguma lógica (ainda não li tudo). Eu não sei se, como eles defendem, o trabalho acabou ou se o que escasseia é a boa-vontade. Pois por mais automatizada que esteja a produção de bens, há sempre o que se possa fazer.  Porém, creio também que o trabalho, tal como geralmente entendido, morreu. Então porque é que continuam a prometer-nos esse trabalho, quando se sabe que ele está morto?

 

I. A DITADURA DO TRABALHO MORTO

Um cadáver domina a sociedade – o cadáver do trabalho. Todas as potências do globo estão coligadas em defesa desta dominação: o Papa e o Banco Mundial, Tony Blair e Jörg Haider, sindicatos e empresários, ecologistas alemães e socialistas franceses. Todos eles só têm uma palavra na boca: trabalho, trabalho, trabalho.

Cada um tem que poder viver do seu trabalho, reza o princípio em vigor. Poder viver é, portanto, algo que está condicionado pelo trabalho, e não há direito à vida onde esta condição não estiver preenchida.

Johann Gottlieb Fichte

Fundamentos do Direito Natural segundo os Princípios da Doutrina da Ciência, 1797.


Quem ainda não desaprendeu de pensar reconhece sem dificuldade a inconsistência desta posição. Porque a sociedade dominada pelo trabalho não vive uma crise transitória, antes está chegada ao seu limite último. Na sequência da revolução microelectrónica, a produção de riqueza desligou-se cada vez mais da utilização da força de trabalho humano – numa escala até há poucas décadas apenas imaginável na ficção científica. Ninguém pode afirmar com seriedade que este processo voltará a parar, e muito menos que possa ser invertido. A venda dessa mercadoria que é a força de trabalho será no século XXI tão promissora como foi no século XX a venda de diligências. Porém, nesta sociedade, quem não consegue vender a sua força de trabalho torna-se «supérfluo» e é atirado para a lixeira social.

Quem não trabalha, não come! Este princípio cínico continua em vigor, hoje mais do que nunca, precisamente porque está a tornar-se irremediavelmente obsoleto. Trata-se de um absurdo: a sociedade, nunca como agora, que o trabalho se tornou supérfluo, se apresentou tanto como uma sociedade organizada em torno do trabalho. Precisamente no momento em que está a morrer, o trabalho revela-se uma potência totalitária que não tolera nenhum outro deus junto de si. Dentro da vida psíquica, dentro dos poros do dia a dia, o trabalho determina o pensamento e os comportamentos. E ninguém poupa despesas para prolongar artificialmente a vida desse ídolo, o trabalho. O grito paranóico dos que clamam por «emprego» justifica até que se aumente a destruição dos recursos naturais, com resultados há muito conhecidos. Os últimos obstáculos à total comercialização de todas as relações sociais podem ser postos de lado, sem qualquer crítica, na mira de meia dúzia de miseráveis «postos de trabalho». E a ideia de que é melhor ter um trabalho «qualquer» do que não ter nenhum trabalho tornou-se uma profissão de fé universalmente exigida.

Quanto mais se torna claro que a sociedade do trabalho chegou definitivamente ao fim, mais violentamente se recalca este facto na consciência pública. Por diferentes que possam ser, porventura, os métodos de tal recalca mento, têm um denominador comum: o facto, mundialmente constatável, de o trabalho se revelar irracional enquanto fim em si mesmo, de ser algo que se tornou a si próprio obsoleto, é transformado, com a obstinação típica de um sistema delirante, em fracasso pessoal ou colectivo dos indivíduos, das empresas ou de certas «localizações» geográficas. As limitações, que objectivamente são do próprio trabalho, devem passar por problema subjectivo dos excluídos.

Enquanto para uns o desemprego se deve a reivindicações exageradas, à falta de disponibilidade ou de flexibilidade, outros acusam os «seus» gestores e políticos de incompetência, de corrupção, de ganância ou de traição a determinadas regiões. Mas, ao fim e ao cabo, toda essa gente está de acordo com o ex-presidente da Alemanha, Roman Herzog: seria preciso um «abanão» em todo o país, exactamente como se o problema fosse idêntico à falta de motivação de uma equipa de futebol ou de uma seita política. Todos devem, «de uma forma ou de outra», agarrar-se ao remo com força, mesmo que o remo tenha desaparecido há muito, e todos devem, «de uma forma ou de outra», pôr mãos à obra, mesmo que já não haja nada para fazer (ou só coisas sem sentido). O subtexto desta mensagem triste é inequívoco: aquele que, apesar da sua aplicação, não obtiver as boas graças do ídolo trabalho é responsável por essa situação, e não tem que haver problemas de consciência em abatê-lo ao activo ou pô-lo na rua.

E esta mesma lei, que dita o sacrifício do homem, vigora à escala mundial. Uns após outros, países inteiros vão sendo triturados pela engrenagem do totalitarismo económico, comprovando sempre o mesmo: pecaram contra as chamadas leis do mercado. Quem não se «adaptar» incondicionalmente e sem reservas ao curso cego da concorrência total será punido pela lógica da rentabilidade. Os que hoje são promissores serão a sucata económica de amanhã. Mas os psicóticos económicos dominantes nem por isso se deixam abalar minimamente na sua bizarra explicação do mundo. Três quartos da população mundial foram já declarados, em maior ou menor medida, lixo social. As «localizações» privilegiadas desaparecem em catadupa. Depois do desastre dos «países em vias de desenvolvimento», do Sul, e depois dessa secção da sociedade mundial do trabalho que era o capitalismo de Estado, no Leste, são os alunos exemplares da economia de mercado do Sudeste asiático que desaparecem no inferno das falências. E também na Europa alastra há muito o pânico social. Mas, na política e na gestão, os respectivos cavaleiros-da-triste-figura limitam-se a prosseguir, cada vez com mais raiva, a sua cruzada em nome do ídolo trabalho.

Continua… krisis » Blog Archiv » Manifesto contra o trabalho

Democracia à europeia
Henrique Sousa | 04/10/2009 | 12:41 am

Sócrates enaltece a vitória do “sim” ao Tratado de Lisboa – PUBLICO.PT

À segunda foi de vez. A Irlanda aprovou o Tratado de Lisboa e os resultados definitivos foram conhecidos hoje

howlongfreePerguntas que ficam no ar. Se a Irlanda tivesse votado «Sim», o referendo teria sido repetido? “À segunda foi de vez!”, isto é, uma vez conseguido o resultado pretendido, acabou-se a democracia, «os resultados definitivos foram conhecidos hoje».

Eu estou absolutamente de acordo com esta forma de consultar o povo. O povo às vezes escolhe mal, foi o caso dos irlandeses na primeira votação, e é legítimo dar-se uma segunda oportunidade à democracia. Principalmente depois de um período em que se obriga o povo a passar mal para verem que escolheram mal quando votaram «Não». A fome faz milagres, estou também convencido que os portugueses aceitariam facilmente o domínio espanhol se a situação ficasse ainda mais preta do que já está.

Viva a Espanha, viva a Europa, o Sócrates é que tem razão: «Por um país mais pobre!»

Mas a democracia só dá uma segunda chance quando o povo vota mal. No caso do referendo sobre o aborto em Portugal o povo votou bem, não há qualquer necessidade de repetir o referendo.

Viva o aborto, viva o Sócrates!

Só os terroristas é que podem não estar de acordo com os resultados definitivos destes referendos socrático-europeus e a esses só lhes resta enveredar pela guerrilha nacionalista bacoca e retrógrada, como forma de se oporem à democracia europeia.

Aproxima-se o dia 5 de Outubro. Nesse dia do ano de 1143 realizou-se a Conferência de Zamora onde foi reconhecida a Independência de Portugal. Este ano comemora-se a Dependência de Portugal?


Pode algum português votar no PS?
Henrique Sousa | 27/09/2009 | 10:13 am

Diz-se por aí que o Sócrates goza de mais popularidade que a Manuela Ferreira Leite.

Pudera, com tanto escândalo que ele tem criado! A popularidade não é sinónimo de apoio, o Isaltino Morais, a Fátima Felgueiras, o Valentim Loureiro são igualmente populares. O Bibi, o Carlos Cruz, o Paulo Pedroso e outros que tais também são populares. Napoleão e Hitler também foram e continuam a ser populares, mais depressa a gente se lembra de quem nos fez mal do que de quem foi justo ou bom.

Actualização:

PS, um partido traidor. Eu sou um nacionalista serôdio e bacoco.

Espanha, JAMÉ!

Oiçam o socialista Luís Amado o que diz aqui:

Prioridade: reduzir o défice à custa das reformas
Henrique Sousa | 21/09/2009 | 7:33 am

BBC NEWS | Europe | Country profiles | Country profile: Portugal

Prime minister: Jose Socrates

Victory in February 2005 elections went to the Socialist Party led by Jose Socrates. The Socialists gained their first absolute majority in parliament since democracy returned to Portugal in 1974.

PM Jose Socrates

Jose Socrates: His Socialist Party regained power in 2005

On taking office, Mr Socrates said his priority would be to revive the economy – which has been near the bottom of the European league tables for years – and to stem rising unemployment.

His government has since sharply cut spending, by reducing pensions, raising the retirement age and withdrawing civil service benefits in an attempt to reduce one of Europe’s biggest budget deficits.

The reforms – which some claim are destroying social rights – have prompted repeated protests mostly among public sector workers.

Mr Socrates was 47 when the elections took place. He served as environment minister in the last Socialist government and became the party’s leader in 2004.

President Sampaio had called the elections early amidst growing discontent over the failure of the previous centre-right government led by Pedro Santana Lopes to tackle the country’s mounting economic problems.

Grande obra fez o governo de José Sócrates. Colocou as contas em dia à custa dos pensionistas, à custa da congelação de salários aos funcionários, à custa de um enorme favor aos chineses e à economia global, transformou Portugal numa Nova China de salários miseráveis e contribuiu deste modo para a crise mundial que mais não é que uma crise de falta de dinheiro em circulação. As pessoas não têm dinheiro, estão depauperadas. E o Sócrates ajudou bastante.

Desemprego conta para alguma coisa?
Henrique Sousa | 21/08/2009 | 8:40 pm

Mais 22,4% de desempregados inscritos nos centros de emprego no 1º semestre – JN

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego, excluindo regiões autónomas, subiu em média 22,4 por cento no primeiro semestre, face igual período de 2008.

burroSe acham que o desemprego indica alguma coisa em termos de boa/má governação, desenganem-se porque a ECONOMIA CRESCEU 0,3%. Seria muita estupidez da minha parte não reconhecer o mérito do governo de Sócrates que conseguiu em plena crise fazer crescer de 0,3% a economia, não interessa se esse crescimento se deu ou não à custa do desemprego. Mas num ponto continuo a ser estúpido até dizer chega. A economia cresceu para quem? Para os desempregados e seus familiares não terá sido de certeza…

We can believe in change
Henrique Sousa | 07/08/2009 | 9:40 pm

changeImagem respingada aqui.

Avante camarada, avante!
Henrique Sousa | 07/08/2009 | 11:25 am

avancar_portugaaal

Ontem à noite, a fantástica equipa unitária de disaineres e criativos de Um Jardim no Deserto (trêide marque) decidiu, por maioria absoluta de um, levar a cabo um intenso breine setormingue no sentido de criar um novo e mais poderoso autedore para a campanha “avançar portugal” do euróico inginheiro.

Respingado em Um Jardim no Deserto

PS soma e segue?
Henrique Sousa | 05/08/2009 | 11:27 pm

José Eduardo Moniz deixa a TVI – Visao.pt

José Eduardo Moniz rescindiu o contrato com a TVI. O ex-director-geral do canal privado deixou, assim, o grupo Media Capital. A decisão foi tomada por mútuo acordo e já foi recebida pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliário.

Vai a TVI ser instrumentalizada pelo poder que, a cada dia que passa, se torna cada vez mais hegemónico?

Ouvi eu hoje na rádio que o PS acusa o PSD de não ter programa. Creio que sim, creio que o PS tem razão, apenas o PS tem um programa bem delineado, com imensos projectos para empobrecer, perdão, para enriquecer o país. E o que é que interessa que o país tenha ficado mais pobre com este governo PS? O PS até tem planos para tirar o país da miséria… A miséria até serve de motivo para votarmos PS e tirarmos o país da miséria em que o PS meteu o país para que o país pudesse tornar a votar no PS… porra, creio que estou a entrar num círculo eleitoral, digo, vicioso.

O PS levou o país à miséria, mas o PS tem planos para tirar o país da miséria ao passo que o PSD não tem planos, nem para pôr nem para tirar o país da miséria. Por isso vamos todos votar PS porque o PS tem planos e o PSD não tem. Perceberam? O que importa é ter planos. Já quando o PS ganhou esta legislatura, o PS teve planos, como por exemplo os 150.000 postos de trabalho. Mas creio que agora são mais, são talvez 300.000 e na próxima serão 450.000 e o pleno emprego será atingido muito em breve. Perceberam agora? Ou querem que eu faça um boneco?

Detesto gente sem planos! Será que o José Eduardo Moniz tinha planos? O Sócrates tem planos e é por isso que o Sócrates se mantém e o Moniz não. Quem tem planos, vence! Na Alemanha diz-se: «Freschheit siegt!», «O atrevimento vence!». Mas será que convence?

Mário Crespo!
Henrique Sousa | 25/05/2009 | 1:48 pm

O Desordenado

António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS. O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna. O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: “são todos uns ladrões” ou “carrada de gatunos”. Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso. Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados. A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial. E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia “caso Freeport” e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer.

In DN, Mário Crespo

Desktop, laptop, freetop, free Eurojust
Henrique Sousa | 22/05/2009 | 1:17 pm

PUBLICO.PT – Governo nega ajustes directos do Estado para adquirir o Magalhães

O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, desmentiu que a União Europeia tenha condenado Portugal com base em acusações de ajuste directo para aquisição de computadores Magalhães.

Esta notícia do Público, ao contrário do que esclarece o título, significa:
O Secretário de Estado…, Paulo Campos, não desmentiu que Portugal tenha feito ajuste directo para a aquisição de computadores Magalhães, mas ainda não foi condenado pela União Europeia com base nas acusações feitas.

Assim vai a Justiça em Portugal!
Henrique Sousa | 20/05/2009 | 8:18 pm

Recebido por email

1. Sabem em que consiste a “manutenção” do site do ministério da justiça?

Não? Eu esclareço: trata-se de actualizar conteúdos, um trabalho que
provavelmente muitas crianças fazem lá na escola ou em casa “com uma
perna às costas”. Por falar em “costas”, acham que o ministro Costa
pediu um puto qualquer para tratar do assunto ? Não ! Trata-se de uma
tarefa altamente técnica, que justifica uma remuneração de 3.254,00
euros, mais o subsídio de almoço, claro !

2. E sabem quem tem o perfil adequado, a essa extremamente
especializada função?

Não? Eu esclareço. Trata-se de Susana Isabel Costa Dutra. Susana
Isabel Costa Dutra, é ( por um acaso daqueles que só acontecem em
Portugal) filha do ministro Alberto Costa.

Se puderem, espalhem, pois pode haver alguém que não tem acesso ao
Diário da República, ficando assim prejudicado de saber que “cá vamos,
cantando e rindo, levados, levados sim…”, pelo Partido SOCIALISTA!

image001

Perguntas de besta
Henrique Sousa | 18/05/2009 | 8:24 am

Correio da Manhã

A família de Hugo Monteiro garante que a viagem para a China foi preparada cerca de três meses antes do caso Freeport ter voltado a ‘rebentar’. “O Hugo não fugiu nem foi agora encontrado”, disse ao CM Nuno Monteiro, irmão de Hugo, ambos primos de José Sócrates.

Eu sei que a viagem do Huguinho já estava preparada há muito tempo, e nada tem a ver com o caso do Freeport, nem se trata de proteger o primito. Mas as perguntas que tenho a fazer são:

Dada a gravidade do assunto, uma viagem de capricho não podia esperar ou ser imediatamente interrompida para não atrasar ainda mais o processo? Depois prescreve tudo? Depois já as eleições passaram? Depois ou morre o rei ou morre o burro ou morro eu?


Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes