E refiro-me ao caso Maddie, que anda a ser transformado pelos merdia em caso Merdi. Ontem estive a ouvir a “doutoranda” opinião do autor do livro de merdia que saiu sobre o caso.
E, da mesma forma que o autor do livro emite opiniões sobre o que aconteceu e não aconteceu, pondo a nu toda a forma competentíssima como conduziu a investigação – aliás esse senhor doutor devia ser nomeado doutor de alguma universidade independente e começar a dar licenciaturas e mestrados e doutoramentos em casos de desaparecimento de crianças em que ele já é especialista -, também dou a minha opinião. É certo que ele não resolve cabalmente os casos, mas que fica com certezas sobre o que aconteceu, lá isso fica.
Na mesma linha de pensamento desse senhor doutor-escritor-investigador especialista-em-casos-de-crianças-desaparecidas, a minha opinião sobre o que terá acontecido pode ser a seguinte:
A filha Maddie do casal McCann morreu acidentalmente em casa. O pais McCann, com medo fundado de serem acusados de negligência, porque a polícia já os tinha debaixo de olho, resolvem fazer um jantar com os amigos, onde acordam simular um rapto só para tramar o autor do livro e a polícia criminal portuguesa. Nunca lhes passou pela cabeça dizer que estavam negligentemente a jantar num restaurante e que a morte foi acidental. Depois armaram um teatro de todo o tamanho e angariaram fundos que andam a aplicar sabe-se lá como, quem sabe… em negócios ilícitos!!!
Outra versão dos acontecimentos:
Houve, efectivamente, um rapto. Por sorte do casal progenitor, a investigação ficou a cargo de um experiente detective português que tinha já resolvido (e bem) o caso do assassínio da Joana (curiosamente dada também como desaparecida pela mãe) onde nada ficou obscuro, os culpados foram apanhados e punidos, o cadáver não foi localizado por ter sido ocultado o que agravou a pena aos assassinos.
Mas como o experiente detective era afinal um refinado salafrário, que tinha já ganho bastante dinheiro com os merdia no caso da Joana, estava a usar também o caso da Maddie para ficar célebre e ganhar dinheiro. Há quem ponha mesmo a hipótese de ter sido ele, ajudado pelos merdia, quem mandou raptar a criança inglesa para que o caso pudesse ser ainda mais merdiático que o caso da Joana, rendendo muitos dividendos a todos os merdia e, por arrasto, ao autor do livro (será que ele recebeu dinheiro pela entrevista de ontem?). A prova desta tese é fácil, basta vermos o dinheiro que os merdia estão a ganhar. É tal e qual a questão da guerra do Iraque, onde quem ganha dinheiro são os donos do petróleo e os merdia. Ora, na resolução destes casos merdiáticos, temos que ver sobretudo a quem aproveitam.
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[...] Outra versão dos acontecimentos: [...]
É um caso de “politica”
Se este livro servir para a reabertura do processo melhor!
Até o “Compaio” comenta?!?!?
Bom fim de semana
Beijossss
Acho que antes de criticares devias ler o Livro.
Tenho imensa pena que haja pessoas como tu que acham que todos pensam em ganhar dinheiro. Não conheço o Senhor Amaral, mas depois de ler o livro dele, fiquei admira-lo como pessoa e excelente investigador, deixo aqui os meu parabéns para ele e toda a equipa da Policia Judiciária. Não fizeram mais porque lhe fecharam todas as portas.Se não te deixassem comer achas que conseguias sobreviver?
Maria, se o livro não fosse um sucesso de bilheteira nenhuma editora alinhava. Se o Sr. Amaral der os lucros do livro a uma instituição de caridade, eu compro o livro e leio. Caso contrário, fico com os meus preconceitos.
Henrique
Devo realmente ser de uma ingenuidade a toda a prova. Sim, porque, se a sua tese estiver correcta (se bem entendi, essa tese resume-se a uma palavra, e essa palavra é “dinheiro”), então Maddie foi mesmo raptada por um pedófilo, Mr. Mitchell largou o posto que tinha por amor à verdade, os pais da criança não ganharam absolutamente nada com a história, não há nem nunca houve qualquer envolvimento do MI5, logo, do Governo britânico, e, no fim, de contas, este caso é igualzinho a todos os outros desaparecimentos não resolvidos.
Portanto, na mesma lógica (meia dúzia de desvalidos mentais, entre os quais eu próprio, que se equivocaram em toda a linha), se o livro tivesse sido publicado por simples amor à “causa”, isto é, inteiramente de borla para os leitores, então a tese do assassinato e ocultação de cadáver já teria credibilidade? Não coloca, por conseguinte, sequer a hipótese de o livro surgir porque este homem foi (além de demitido, mas isso é “amendoins”) absolutamente e vergonhosamente enxovalhado, e foi isso o que o levou a defender-se como pôde e pode? E se o livro provocar – de alguma forma – a reabertura do processo, isso também não é justificação suficiente, ao menos a nível das intenções subjacentes?
Realmente, se nada disto tiver ponta por onde se lhe pegue, devo reconhecer sem quaisquer caganças que não me serviu de nada andar por cá há 48 anos, e que não fiz outra coisa neste tempo todo senão ver passar os comboios.
Acho que o amigo Henrique está, se me permite a franqueza, redondamente enganado neste particular.
Mas enfim, é como diz, nisso tem toda a razão, “se todos podem opinar, eu também opino…”
P.S.: muito a propósito, o casal McCann ameaça processar todos os blogs que sequer “discutam” A Verdade da Mentira. Infelizmente, não especificam se são todos, se são só os que “discutem” o livro para dizer mal deles, casal, ou se estão excluídos os blogs que “discutem” o dito livro para desancar no autor e para louvar o também dito casal de extremosos progenitores.
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«E se o livro provocar – de alguma forma – a reabertura do processo, isso também não é justificação suficiente, ao menos a nível das intenções subjacentes?»
Sim, que se apure a verdade, sem dúvida. Não devia, para isso, ser necessário um circo mediático. Esses só servem mesmo para fazer dinheiro. Porque é que Amaral não enveredou por uma petição? Eu teria assinado…
Gonçalo Amaral lançou um livro. O circo mediático foi montado pelos… media. ESTE circo mediático, porque o GRANDE circo mediático foi montado, desde o início, na própria noite do desaparecimento de Madeleine, pelos próprios pais da criança – os mesmos que agora se escandalizam com o “exagerado” interesse dos mesmíssimos media. Aliás, as suspeitas do inspector começaram por aí mesmo. Ou seja, o circo só é circo quando o circo não convém aos artistas circenses.
Não sei se se pode comparar os dois circos porque se ambos têm direito à presunção de autenticidade, o primeiro tem como móbil o desespero de querer rapidamente encontrar o raptor recorrendo a toda a publicidade possível, e no segundo só se vislumbra um actor a querer lavar a cara e a propor uma solução semelhante à que teve o caso Joana. Sem dúvida que se houvesse uma lei que responsabilizasse os pais e só eles pelo desaparecimento de crianças, elas passariam a ser vigiadas com um chip-GPS implantado no corpo e nada lhes aconteceria.
O que eu sei (penso)é que o fulano vai ganhar uns trocados à conta dos papalvos. só ouvi o que disse na RTP- que incompetência! e já vamos em três livros. sabem tudo e não sabem nada.