Depois dos desabafos que aqui tenho vertido, fiquei mais… desabafado (!!!), e passei então a estar de olho no desenrolar de certos acontecimentos merdiáticos, não só os ecológicos mas todos os que de alguma forma mexem com a ecologia.
Ontem, por exemplo, fiquei a saber que a Quercos não vai deixar avançar com aquele enorme projecto em Setúbal que vai dar trabalho a cerca de 1000 trabalhadores da construção civil imigrantes, durante mais de 2 anos, e nem sequer serão sempre os mesmos, ou seja, em que mais de 1000 pessoas deixam de andar por aí a roubar ou a fazer distúrbios como aqueles de Loures, há que dar trabalho a essa gente maltrapilha, quanto mais não seja trabalho escravo na construção civil. Toca a trabalhar, malandros! Até aí, eu até acho que a Quercos está a exagerar, eu que sou um assumido ecologista e que apoio todas as iniciativas da Quercos, desde que sejam para não deixar construir seja o que for, quer sejam barragens quer sejam postes de alta tensão ou urbanizações selvagens.
Mas quando me disseram que ia ser preciso abater sobreiros centenários que dão comida a mais de 10 pessoas daquela zona, fiz as contas assim: 1000×3 = 3000 homens.ano; 1000×10= 10.000 homens.ano e decidi-me a favor da Quercos. Porque uma vez feito o investimento planeado, esse investimento tem que devolver dinheiro aos seus donos, o que significa que já não vai sustentar os 1000 que nele trabalharam mas apenas 10 que investiram, mas são 10 pessoas diferentes das 10 que viviam dos sobreiros. E quem são essas pessoas? E vão viver de quê se as bolotas já lá não estão para as comerem?






Tenho uma dúvida: escreve-se “Quercos”? Se vem do latim, escreve-se “Quer cus“.
Sim, foi erro meu, é «QUER CUS». Pensava que vinha de CUEIROS!
Por falar em «cueiros» e «quer cus», nem de propósito, acabei de postar algo no mesmo sentido…
Mas, concordo e subscrevo, esta dos sobreiros e das 10 pessoas (de preferência familiares on-shore) à procura da bolota… pois!
Último post de matrix – Novos tempos, novos frutos.
Acontecimentos “merdiáticos”?!