Reparem bem nestes alarmistas:
Energy Matters: Introduction
Imagine this scenario: One morning you wake up, yawn, scratch yourself, and sit up. Wearily, you stumble out of bed. You go to your refrigerator for a glass of milk only to discover that the light inside does not turn on and everything inside it has been sitting at room temperature overnight and is quickly beginning to spoil. “That’s funny,”you think to yourself. When you try to brew a cup of coffee the coffee maker does not seem to want to start. Your gas stove won’t turn on, so it looks like there’ll be no bacon and eggs this morning. As you sit down with your bowl of dry cereal, you glance out the window and wonder why there is no newspaper. You pick up your cordless phone to call the newspaper and complain, but it doesn’t turn on either. You begin to panic and you run out to the car. It won’t start. “What’s going on?” you think to yourself. “Why doesn’t anything work?”
Vou tentar resumir ao máximo:
Você acorda de manhã, vai ao frigorífico e constata que está desligado, o leite não está frio como esperava que estivesse, e tudo está à temperatura ambiente em risco de se estragar. A máquina do café não funciona, o fogão não acende para fazer os ovos com bacon. O jornal não lhe foi entregue, o telefone sem fios não funciona para reclamar da não entrega do jornal. Você começa a entrar em pânico e corre para o carro. Ele não arranca. “O que está a acontecer?”, pensa para si, “PORQUE É QUE NADA FUNCIONA?”.
Você já está em pânico total!
Mas PORRA! Páre e pense melhor!
Que mal tem isso verdadeiramente? Repare na estratégia do texto no sentido de o levar ao pânico. Vamos por partes:
«Você acorda e constata que o frigorífico não funciona.»
Tem o frigorífico cheio, há coisas que podem estragar-se, mas lembre-se que os seus avós também viveram sem frigorífico e milhões de seres humanos vivem ainda sem frigorífico e que o ideal seria não precisarmos de frigorífico, pelo menos «deste frigorífico» que esbanja energia e nos obriga a trabalhar mais x minutos por dia para pagar a electricidade que consome. Aprender a viver sem frigorífico, isso seria o ideal, nunca vi um sem-abrigo a transportar um frigorífico às costas e o respectivo gerador necessário para o alimentar porque não pode viver sem frigorífico. Em África posso já ter visto pessoas com frigoríficos apanhados no lixo a levá-los para a cubata onde servirá para guardar objectos que não são necessariamente alimentos. Logo, se você entra em pânico porque o frigorífico não funciona, você está formatado, você é fruto de uma «educação» que o transformou em robô, só sabe viver da maneira como aprendeu a viver e não faz qualquer esforço (nem quer ter de fazer esse esforço porque gosta da forma como vive) para aprender a viver de outro modo, isto é, sem frigorífico. Sem carro, está bem, teve que ser, o dinheiro era curto e o velho carro avariou e foi para a sucata. Mas sem frigorífico? Isso é demais!
«Depois a máquina do café não funciona.»
Mas isso tem algum mal? Você tem o leite à temperatura ambiente e pode bebê-lo sem café. Quando sair à rua toma uma bica bem quente no café da esquina e pronto! Deite fora a máquina do café, ela até já estava com defeito… Poupe energia!
O fogão não acende para fazer os ovos e bacon… calma aí, você por acaso é inglês para comer ovos e bacon ao pequeno almoço? Deixe-se mas é de mariquices e beba o seu leite com o pão descongelado do frigorífico que há-de ir para o lixo, não tarda nada.
«Você senta-se para beber o leite e constata que não há jornal para ler.»
Desde quando é que você recebe jornais em casa pela manhã? Essa mordomia acabou em Portugal há muito tempo, ardina é uma profissão extinta. Ainda me lembro de, pela manhã, ir buscar o jornal dobrado em forma de pentágono que o ardina atirava certeiramente para o parapeito da janela do 3.º andar onde morei em Lisboa… Essa do jornal dá-me é vontade de rir, eu leio o jornal na internet durante o trabalho… ups! Esperemos que o patrão não saiba que eu tenho um blog.
«Você pega no telemóvel para reclamar da ausência do jornal que não assina e ele não funciona.»
Pudera, não tem saldo no telemóvel… De resto, se não é assinante de jornal, vai reclamar o quê?
Está a entrar em pânico por causa do saldo no telemóvel? Você desata a correr para fugir de carro para qualquer sítio onde tudo esteja em ordem e o telemóvel já funcione?
O carro nem está lá, não se lembra? Se não se lembra, o melhor que tem a fazer é consultar um médico…
Pensando melhor, cague nisso e «deite masé for’ó frigorífico e a mánica do café»!